Janot recomenda que denúncia contra Lula vá para as mãos de Moro. Ex-presidente é suspeito de tentar de evitar delação de Cerveró

Janot recomenda que denúncia contra Lula vá para as mãos de Moro. Ex-presidente é suspeito de tentar de evitar delação de Cerveró

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O repórter Vinicius Sassine informa em O Globo, que a Procuradoria Geral da República (PGR) emitiu parecer pedindo envio da denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à primeira instância da Justiça Federal, mais especificamente para as mãos do juiz Sérgio Moro, em Curitiba. A decisão sobre a mudança de instância será do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito em que Lula foi denunciado é o que trata da suposta tentativa de obstrução de Justiça pelo então senador e líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (sem partido-MS). O ex-senador chegou a ficar preso por tentar impedir a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A reportagem completa de Vinícius Sassine está em O Globo.

 

‘Se não me disserem que aquilo é propina, como vou saber?’, diz procurador da Lava Jato sobre importância das delações

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Conversei no Agora/Rádio Guaíba, com o coordenador do grupo de trabalho da Procuradoria Geral da República, em Brasília, que atua nos processos da Lava Jato. O procurador Douglas Fischer participou da negociação de como as do ex-senador Delcídio do Amaral e a do ex-presidente da Andrade Gutierrez  Otávio Marques Azevedo. Considerado um especialista na área, ele tem dado palestras pelo país defendendo o novo instrumento de produção de provas, explicando passo a passo como são costurados os acordos, e esvaziando o argumento dos críticos da delação. Fischer falou sobre o assunto também ao repórter Eduardo Gonçalves, no site da Veja.

Exclusivo: STF  afastará amanhã Eduardo Cunha da Presidência da Câmara

Exclusivo: STF afastará amanhã Eduardo Cunha da Presidência da Câmara

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O segundo alguns “todo-poderoso” Eduardo Cunha será afastado da presidência da Câmara e da futura posição de número 2 do País, no Governo Interino de Michel Temer. Publico isso, por acreditar nas fontes e no conhecimento delas do que acontece nos gabinetes e corredores do Supremo Tribunal Federal. Cunha foi o primeiro parlamentar no exercício do mandato a se tornar réu a partir das investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras. Desde lá dezenas de deputados federais e senadores são investigados.

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Teori Zavascki, STF

Dois experientes ministros do STF, dão como certa a derrota do deputado no julgamento desta quinta-feira. Na ação que tramita desde dezembro, o Ministério Público Federal pede o afastamento de Cunha da presidência da Câmara. O presidente do Supremo definiu a pouco que o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastar Cunha da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal entrará na pauta desta quinta-feira. O relator que encaminhará voto favorável ao afastamento é o ministro Teori Zavascki.

Uma outra ação promovida pelo Partido da Rede, também deve ser julgada. Ela questiona o fato de em razão de ser réu em uma ação penal da Lava Jato, o peemedebista não pode estar na linha sucessória à Presidência da República. A tese do partido de Marina Silva é que se Dilma pode ser afastado por 180 dias para ser julgado pelo Senado no processo de impeachment, quando vira réu por crime comum cometido no exercício do mandato, um presidente da Câmara não poderia permanecer no cargo.

‘Não adianta esconder bens fora do Brasil’, diz Janot

‘Não adianta esconder bens fora do Brasil’, diz Janot

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Ao ser questionado sobre as investigações relativas ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mandou recado aos políticos. Sem citar diretamente o presidente da Câmara, afirmou: “Não adianta esconder bens fora do Brasil porque a cooperação internacional intensa permite identificar esses valores e a recuperação desses valores”. Janot usou o exemplo da extradição de Henrique Pizzolato e ressaltou que as decisões da Justiça valem além das fronteiras brasileiras, seja para os que fogem para evitar o cumprimento de penas, seja para os que escondem dinheiro e bens no exterior. “Fica também um recado muito claro para as pessoas que cometem ilícitos. E que, se o crime hoje é um crime organizado e que muitas vezes não respeita fronteiras, as decisões judiciais valem também além das fronteiras dos respectivos países nacionais”, disse. (O Estado de São Paulo – Foto: José Cruz/Agência Brasil)

PGR pede arquivamento do inquérito contra tucano na Lava Jato

PGR pede arquivamento do inquérito contra tucano na Lava Jato

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Na noite desta sexta-feira (28), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito aberto na operação Lava Jato contra o senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais. A Procuradoria entendeu que não havia elementos mínimos contra ele. A decisão final será do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF.

A investigação foi aberta em março, após o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, afirmar em depoimento que entregou, em 2010, R$ 1 milhão, a mando do doleiro Alberto Youssef, a uma pessoa que parecia ser Anastasia. Youssef negou que tenha dado dinheiro ao tucano.

O advogado Maurício Oliveira Campos, que defende o senador, declarou que isso confirma o que ele argumentava desde o início: que não havia elementos mínimos contra Anastasia. (JN-Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado)