Porto Alegre: Presidente da Câmara de Vereadores intercede para que Polícia agilize investigação sobre ataque a vereador; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Presidente da Câmara de Vereadores intercede para que Polícia agilize investigação sobre ataque a vereador; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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O atentado que o vereador da Capital Rodrigo Maroni (PR) alegou ter sofrido, na sexta-feira passada, levou o presidente da Câmara Municipal, Cássio Trogildo (PTB), a pedir providências junto à investigação. Maroni, que pretende concorrer a prefeito em 2016, teve o carro alvejado com dez disparos na zona Sul da Capital, na noite de quinta-feira. O vereador sustenta ter sido vítima de um ataque por ser defensor da causa animal.

Trogildo esteve reunido com o subchefe da Polícia Civil, Leonel Carivalli, pedindo agilidade na apuração da autoria do ataque. O vereador lembrou que, ainda na segunda-feira, Maroni já havia registrado ocorrência por agressão, e não escondeu o temor de ter um vereador na Casa sofrendo risco de morte. Carivalli estimou, em contrapartida, que as duas investigações possam ser concluídas nos próximos dias. O vice-presidente da Câmara, Delegado Cleiton, do PDT, que é policial, participou da audiência e também garantiu que espera resposta positiva para o desfecho da investigação.

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Vereador Rodrigo Maroni

Ainda na sexta, Maroni solicitou à Secretaria de Segurança Pública que disponibilize um policial (civil ou militar) para acompanhá-lo diariamente no trajeto ao trabalho. O vereador ainda requer que lhe seja disponibilizado um colete à prova de balas. Entretanto, segundo a assessoria da Secretaria de Segurança – e também conforme o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Pohlmann Garcia, o pedido deve ser feito à Justiça.

A assessoria da pasta ainda lembrou que o único programa destinado a um fim parecido é o de Proteção, Auxilio e Assistência a Testemunhas Ameaçadas (Protege), sob responsabilidade da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.

O vereador disse ainda que estuda contratar seguranças particulares para ele e para a família. Isso porque, no entendimento dele, está claro que se tratou de uma tentativa de homicídio por conta da atuação parlamentar em defesa da causa animal.