Debate sobre impeachment de Dilma em comissão deve ir até 03 da madrugada de sábado quando a sessão será interrompida

Debate sobre impeachment de Dilma em comissão deve ir até 03 da madrugada de sábado quando a sessão será interrompida

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A discussão do parecer favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, prevista para começar às 15h desta sexta-feira, deve ser encerrado às 03h da madrugada de sábado, quando a sessão será suspensa para ser retomada na manhã de segunda-feira. O acordo de paralisação e retomada foi fechado por volta das 13h na Comissão.  Há previsão de que ao menos 108 inscritos e 25 líderes se manifestem. Governistas temem que o presidente da Comissão Especial que trata do tema, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), antecipe a votação do texto que aponta indícios de que a petista cometeu crimes de responsabilidade.

Rosso comprometeu-se ontem, a não abrir sessão no domingo e a não votar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) antes de segunda-feira.

— A sessão desta sexta-feira, não será de votação, apenas discussão.

Sessões extraordinárias já foram marcadas para ocorrer na segunda-feira em horários — 12h e 15h — de forma a evitar a anulação da reunião em caso de falta de quórum no primeiro horário. Os deputados devem gastar três horas votando. (R7)

 

Impeachment: Rosso vai ao Supremo tirar dúvidas sobre questões regimentais

dilma Direito Economia Notícias Poder Política Porto Alegre

 

Conversei nesta quinta-feira(07.04) com o presidente da Comissão Especial do Impeachment, deputado Rogério Rosso, ele falou sobre a leitura do relatório nesta quarta-feira, não abriu o voto dele e deixou claro que está preparado para longas sessões da Comissão nesta sexta-feira e na segunda-feira, quando deve ocorrer a votação.

Após a entrevista ele se reuniu com líderes partidários. Sem acordo entre governistas e oposição, ficou nas mãos do presidente da comissão que analisa o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, deputado Rogério Rosso (PSB-DF), a decisão sobre continuidade dos debates sobre o processo durante o fim de semana. A proposta foi levantada pela oposição que defende que, assim, é possível garantir que a fase de discussão do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que votou pela continuidade do processo, seja esgotada dentro das regras previstas pelo Regimento Interno da Câmara e o texto possa ser votado a partir das 17h da próxima segunda-feira (11).

Já são 130 parlamentares inscritos para falar. Novos nomes podem surgir quando a sessão de amanhã (8), marcada para às 15h, for aberta, até que a discussão comece. Rosso poderia esperar a contagem completa, mas há indícios de que deve se manifestar ainda hoje, quinta-feira. Depois de mais de duas horas de conversas com líderes partidários, Rosso deixou hoje a sala da liderança do PSD pela porta dos fundos, evitando declarações enquanto não tem uma decisão.

No Supremo

Da Câmara, ele seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF). É a segunda visita aos membros da Corte. Desta vez, Rosso deve tirar dúvidas sobre questões regimentais para evitar que o andamento dos trabalhos acabe paralisado por qualquer tentativa de judicialização. O encontro deve servir para sanar dúvidas sobre possibilidade de reduzir o tempo de fala e de manter sessões durante o fim de semana, se conseguir acordo. A base governista tem sinalizado que vai questionar procedimentos adotados nas reuniões do colegiado.

Com a leitura do relatório na sessão de ontem, um pedido de vista já esperado adiou os debates para amanhã (8), na sessão marcada para às 15h. Neste encontro ainda podem surgir novos inscritos. Os 130 integrantes do colegiado têm direito a 15 minutos de fala. Não membros podem falar por 10 minutos. Rosso quer que toda a discussão termine antes das 17h do dia 11 para que até às 19h a comissão conclua os trabalhos e encaminhe o relatório para o plenário da Câmara, onde, para qualquer resultado, são necessários 2/3 dos votos (342).

Impeachment de Dilma: Em entrevista à Rádio Guaíba presidente da Comissão Especial do Impeachment se mostra ponderado. Rogerio Rosso viveu em Porto Alegre na juventude

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Conversei hoje na Rádio Guaíba com o deputado federal Rogério Rosso (PSD/DF), eleito presidente da Comissão Especial do Impeachment. No cálculo dele restando ainda nove sessões da Câmara para que a presidente Dilma entregue sua defesa e depois mais cinco sessões para que os deputados apresentem um relatório que será votado em plenário. Para Rosso, o relatório final será votado até o fim da primeira quinzena de abril.

Na entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, o parlamentar explicou sua boa relação com a presidente Dilma e também com seus opositores, como o deputado Eduardo Cunha, explicou que no Distrito Federal o PT sempre foi seu adversário. Contudo, em 2015, o PSD tomou a decisão de participar da base de sustentação do governo federal e assumiu a liderança da bancada. Argumentou que se afastou da liderança do partido para se dedicar exclusivamente à questão do impeachment.

Em sua percepção pessoal, ressaltou que nesse momento de crise política é preciso ter serenidade e a cautela para avaliar a peça do STF com rigor jurídico e Constitucional. Destacou também é preciso ter a sensibilidade para entender o clamor da sociedade nesse momento de crise. Ao ser questionado sobre seu posicionamento sobre o voto, Rosso informou que não quer tratar do assunto sem antes conhecer a defesa prévia de Dilma.

Para ele, que é o presidente da Comissão, não seria ético revelar seu voto para não influenciar a decisão dos colegas. Ressaltou que quer fazer um trabalho justo, mas não soube precisar o que vai acontecer com aqueles parlamentares que estão declarando o voto contra Dilma. Para ele, o Conselho de Ética poderá avaliar a antecipação de resultados, mas reiterou que o julgamento da denúncia contra Dilma tem que ter ponderação.

Rogério Rosso deixa liderança do PSD para se dedicar ao impeachment

Rogério Rosso deixa liderança do PSD para se dedicar ao impeachment

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Eleito presidente da comissão especial do impeachment na última semana, o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), anunciou hoje (19) que vai se afastar temporariamente do cargo de líder do partido na Câmara. Em nota, Rosso informou que a função será exercida pelo primeiro vice-líder do PSD, Paulo Magalhães (BA), até a conclusão dos trabalhos da comissão.

Rosso, que tem declarado ter um posicionamento de isenção sobre o processo de impeachment, explicou que a decisão foi tomada “a fim de preservar sua imparcialidade e foco absoluto nos trabalhos da comissão”.

O parlamentar tem declarado que pretende marcar reuniões do colegiado especial em todos os dias das próximas semanas, incluindo segundas e sextas que, geralmente, não têm atividades legislativas. A intenção dele é acelerar os trabalhos e tentar concluir um relatório em 30 dias para que o documento possa ser analisado em plenário.

Rogério Rosso conta com o apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de quem é aliado. Cunha anunciou e está imprimindo ritmo forte ao processo. Para ele, “quanto mais rápido, melhor para todos”. Na última sexta-feira, Cunha, inclusive, abriu uma sessão plenária na Casa – atípica em sextas-feiras – dando início ao prazo de 10 sessões para que Dilma apresente sua defesa. A estratégia é reforçada pelos partidos de oposição que firmaram uma espécie de aliança para garantir quórum em todas estas reuniões.

Neste final de semana, Rosso estará concluindo detalhes sobre o cronograma de atividades da comissão para que os 65 titulares do colegiado aprovem já na primeira reunião, marcada para 17h da próxima segunda-feira (21). No mesmo embalo, o relator do processo, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), aproveita o final de semana debruçado sobre as peças do caso.

Assessores de Arantes, também aliado de Cunha, garantem que o parlamentar não têm um posicionamento definido e explicaram que os trabalhos estão começando, e que o relator acabou de receber os documentos relativos ao processo. Arantes disse que não fará declarações até o final da reunião do dia 21. (Agência Brasil)