Sala de Redação comemora hoje 45 anos

Sala de Redação comemora hoje 45 anos

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O Sala de Redação completou 45 anos e junho e realiza hoje uma grande comemoração. Há uns 40 sou ouvinte do programa e entre 1989 e 1999 eventualmente participei com informações como repórter do jornalismo da Rádio Gaúcha. Muitas vezes assisti quieto o programa de dentro do Estúdio. Aprendi com Ruy, Lauro, Cid, Foguinho, Sant’ana, Ibsen, Kenny, Guerrinha, Pedro… Me irritei e indignei várias vezes com outras figuras. Ri muito, me preocupei outras vezes com o tom ríspido das brigas, ouvi concentradíssimo, abandonei o programa… Mas, sempre voltei a ouvi-lo mesmo que sem a fidelidade da década de 80.  Por isso, estou curioso para ler o livro e ver o documentário sobre estas quatro décadas e meia. O Jones Lopes da Silva, escreve hoje na Zero Hora: “O Sala de Redação está no ar. O radialista Cândido Norberto vai começar o programa e assume um dos microfones que estão improvisados em pequeno estúdio montado na redação de Zero Hora, já no prédio da Avenida Ipiranga. Ele sai a entrevistar os editores e repórteres que estão tocando o jornal, quer saber das novidades, e abre depois o debate das notícias com os convidados. É 1971 e começa assim um dos modelos mais característicos do rádio gaúcho, o modelo do Sala de Redação.

Agora, 45 anos depois de sucesso contínuo e consagrar o estilo do debate noticioso no rádio gaúcho, depois de fazer a cabeça de gerações de torcedores acalorados e ouvintes de assuntos gerais, depois de lançar e sustentar polêmicas fervorosas, pois agora o “Sala de Redação” também é nome do livro que os jornalistas Cléber Grabauska e Júnior Maicá lançam hoje no Gaúcha Sports Bar. Tem mais. Os dois autores mais Eduardo Santos também apresentam hoje um documentário em CD com uma hora e meia de duração com a história e revelações dos bastidores dos programas.

Se você é do tipo ouvinte que trata o programa de “Sala”, com intimidade, se você quer saber se as brigas do Sant’Ana com o Ruy eram verdadeiras, se as altercações do Sant’Ana (sempre ele) com Kenny Braga, Ibsen Pinheiro ou David Coimbra eram reais, leia o livro (Editora Bairrista, 2016) e veja o documentário.” A reportagem completa está no site da Zero Hora.

Sala-de-Redação-Aos-45-do-primeiro-tempo-831x1200O lançamento do livro e do documentário ‘Sala de Redação – Aos 45 do primeiro tempo’, ocorrerá logo mais à noite no Gaúcha Sports Bar. A partir das 19h30, o público poderá comprar a obra e pegar autógrafos de integrantes e ex-integrantes da atração.

O livro resgata a memória do Sala, que foi pesquisada pelos comunicadores Cleber Grabauska e Junior Maicá desde maio de 2015. No total, 27 pessoas foram entrevistadas, entre elas o jornalista Cláudio Brito, um dos integrantes da primeira formação do programa, e Lauro Santos, filho de Cândido Norberto, criador da atração. Pesquisas no acervo de Zero Hora, realizadas por Letícia Coimbra, e imagens no arquivo da RBS TV também compõem as peças.

Conforme a empresa de mídia, a ideia surgiu de Grabauska, que já havia escrito a obra ‘Sala de Redação – A Divina Comédia do Futebol’, em 1998, com a participação do professor José Coiro. “O primeiro livro era uma série de entrevistas com pessoas que fizeram ou faziam parte do Sala. Esse é um resgate histórico que relaciona o programa com o esporte, e a Rádio Gaúcha com o Jornalismo”, explica o comentarista.

Criado em 1971 por Cândido Norberto, o Sala de Redação ficou marcado por sua informalidade. O programa foi responsável por reviver o departamento de esportes da emissora que havia sido fechado após a Copa de 1970. Já passaram pela atração nomes como os dos jornalistas Cid Pinheiro Cabral, Ibsen Pinheiro, Oswaldo Rolla (Foguinho), Ruy Carlos Ostermann, Lauro Quadros e Paulo Sant’Ana.

A formação atual conta com o apresentador Pedro Ernesto Denardin; os jornalistas Adroaldo Guerra Filho (Guerrinha) e Wianey Carlet; o ex-presidente do Grêmio Luiz Carlos Pereira Silveira Martins (Cacalo); o ator e colunista Zé Victor Castiel; e o músico João de Almeida Neto. “O Sala de Redação, inegavelmente, é um dos maiores programas de rádio no Brasil. Para a Rádio Gaúcha, ele tem uma importância transcendental. Por ali passam ou passaram grandes grifes e, até hoje, o programa se mantém com grande sintonia, discutindo tudo que tem a ver com futebol”, afirma Pedro Ernesto.

Vida longa ao Sala!!! (Felipe Vieira com Zero Hora e Coletiva.net)

Encontros com o Professor lança último livro da série de entrevistas. Vou ler o que nunca consegui assistir

Encontros com o Professor lança último livro da série de entrevistas. Vou ler o que nunca consegui assistir

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Eu nunca consegui ir no Encontros com o Professor. Como saia da TV após o horário do início do evento, nas vezes que tentei me deparei com o Studio Clio lotado e com gente aguardando do lado de fora. Não tinha como entrar e resignado eu ia em frente sabendo que tinha perdido a oportunidade de ouvir duas grandes pessoas, o Ruy e o entrevistado. Lamentei muitas das entrevistas que perdi. Para quem não sabe, no evento em formato de um talk-show, Ruy Carlos Ostermann recebia semanalmente um expoente da cultura brasileira para uma conversa informal com a participação do público. E aí com ele esbanjava cultura e charme. O Ruy é uma figura das mais carinhosas com quem trabalhei. Um sujeito de muito conteúdo, um leitor voraz e um ouvido atento a boa música. Um gentleman. Um profissional reconhecido como brilhante por onde passou: maravilhoso colunista em jornal, no rádio grande comentarista de futebol e  âncora de programas com seu estilo “erudito entendível” e passagens marcantes pela TV como o Dois Minutos de Futebol, um comentário que antecedia a programação jornalística da então TV Gaúcha e depois um programa de fim de noite, quando a Globo ainda permitia que suas afiliadas tivessem horários noturnos, o Plenário. Criado pelo Roberto Appell e produzido pela Monica O`May. O programa foi inovador, em formato de Arena, hoje muito utilizado na TV, mas naquela época não me lembro de algo semelhante.

Eu não vi o Professor no Studio Clio, mas não foram poucas as vezes que me acomodei no estúdio da Gaúcha e silenciosamente assisti o mestre sendo generoso com seus entrevistados(na foto do grande Ricardo “Kadão” Chaves, Ruy entrevista Caco Barcellos no lançamento de Rota 66. Márcio Pinheiro preparava uma reportagem para Zero Hora e eu quieto, bebendo na fonte). Substitui o Ruy algumas vezes e me limitei a não inventar. Ostermann é um grande entrevistador e no meu caso uma inspiração. Ele sempre conseguiu facilitar a aproximação do público de temas e pessoas que normalmente circulam em espaços restritos e elitizados. Tanto no Gaúcha Entrevista, quanto no Encontros… Um evento que finalizava com apresentações musicais de grupos locais, caracterizados pela extrema qualidade do trabalho e pela pouca repercussão na mídia comercial do país. Por sinal, acompanhado do produtor Paulo Moreira, Ruy abriu espaço para músicos locais de jazz em um programa que comandou na então Itapema FM. Durante uma hora, em meio a Coltrane, Gillespie, Miles e tantos outros… volta e meia surgia um “jazzista nativo”. Em uma evolução do programa resolveram tira-lo do estúdio e levar para o Solar Palmeiro, onde realizaram Jazz Sessions. Bem bacanas! Bons tempos…

Completando dez anos ininterruptos, o projeto Encontros com o Professor chega ao oitavo (e último) volume do livro que registra a série de entrevistas realizadas por Ruy Carlos Ostermann. No dia 8 de outubro, às 19h, no StudioClio, local que durante seis anos recebeu o projeto da Signi, encerra-se o ciclo de conversas comandadas pelo Professor ao longo desse período com a publicação das entrevistas realizadas em 2012 e 2013. Esses dois últimos anos do evento, os encontros aconteceram no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. O livro Encontros com o Professor – Cultura Brasileira em Entrevista trará a síntese dos encontros com Ná Ozzetti, Fanny Abramovich, Adão Iturrusgarai, Amanda Costa, André Neves, Luiz Coronel, Mario Prata, Ivo Nesralla, Fabiano de Souza, Gustavo Spolidoro, Luís Augusto Fischer, Sergius Gonzaga, Luis Fernando Verissimo, Enéas de Souza, Cláudia Laitano e os comunicadores do Sala de Redação.

Infelizmente, em função das férias agendadas há algum tempo não vou poder buscar o autógrafo do mestre. Mas, por gentileza da Cristiane Ostermann, que já me enviou o livro vou levar Ruy e seus entrevistados para tomar sol no litoral nordestino. Antecipadamente meus desejo de sucesso e um beijo professor! Muito obrigado pelos ensinamentos e pela oportunidade de acompanhar tão próximo teu trabalho genial.

 

SERVIÇO

Encontros com o Professor – Cultura Brasileira em Entrevista

Lançamento do 8° livro da série

Data: 08/10/2015

Horário: 19h

Local: StudioClio (Rua José do Patrocínio, 689 – Cidade Baixa, Porto Alegre)

Valor de capa: R$ 20,00

Fernando Carvalho: “Eu não gosto de não cumprir meus compromissos…”

Comunicação Negócios Notícias

Passa das 23h00, a tela do telefone brilha e mostra: FERNANDO CARVALHO, CHAMANDO. O ex-presidente do Inter e integrante da bancada de debates do Sala de Redação está me retornando a ligação do início da noite. Questiono se ele está saindo do Sala, Fernando me explica que tem pensado sobre o assunto. O Contrato dele com a Rádio Gaúcha é de um ano e termina em novembro. “Eu não gosto de não cumprir meus compromissos. Minhas outras atividades profissionais me impedem de estar no dia a dia do programa.” Questiono se ele além dos compromissos profissionais, ele está descontente com alguma situação. Fernando evita qualquer polêmica e repete que a agenda profissional o impede de estar diariamente no estúdio o que é não é bom. “Quem sabe diminuo o número de participações?”.

Fernando Carvalho deixa o Sala de Redação. Confira quem é o colorado que vai substituir o ex-presidente do Inter

Fernando Carvalho deixa o Sala de Redação. Confira quem é o colorado que vai substituir o ex-presidente do Inter

Notícias

FERNANDO CARVALHO ACABA DE FALAR COMIGO AO TELEFONE. DISSE QUE AINDA NÃO DECIDIU SE DEIXARÁ O SALA DE REDAÇÃO EM NOVEMBRO, QUANDO TERMINA O CONTRATO COM A RÁDIO GAÚCHA. “EU NÃO GOSTO DE NÃO CUMPRIR MEUS COMPROMISSOS. MINHAS OUTRAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS ME IMPEDEM DE ESTAR NO DIA-A-DIA DO PROGRAMA, E EU NÃO GOSTO DE FICAR AUSENTE. NÃO HÁ UMA DECISÃO FINAL SOBRE MINHA SAÍDA.”

 

PS: Voltei a conversar com minha fonte, que garante a decisão já está tomada e a notícia será confirmada. Por isso, mantenho o que está no texto abaixo e vamos aguardar para confirmar ou não o fato quando novembro chegar.

Durou menos de um ano a experiência de Fernando Carvalho como integrante do Sala de Redação. O ex-presidente colorado estreou no programafernandocarvalho_camisaquintaestrela_080906 na quarta 12.11.2014. No primeiro momento o anuncio era de que permaneceria por pouco tempo substituindo Kenny Braga, torcedor do Inter que participou durante mais de 30 anos da atração da Rádio Gaúcha: ” Agora, não só me dirigindo à torcida colorada, mas a todos os ouvintes. Para mim é um prazer, uma honra estar com vocês. Uma equipe seleta, com pessoas importantes no cenário esportivo gaúcho. Tenho alguns problemas, até o fim do ano vou ter que me adaptar. Ficarei como convidado até o fim do ano, espero que consiga resolver minhas questões para poder estar permanentemente aqui. Quero saudar o Kenny Braga, que representou o nosso clube por tanto tempo. Ele tem uma carreira pela frente e vai seguir de forma brilhante. Agora, vou consegui falar, porque eu vinha pra dar entrevista e só ouvia vocês. De repente eu consigo falar alguma coisa (risos).” Fernando não conseguia falar e se incomodou em alguns confrontos com o ex-presidente do Grêmio, Luis Carlos Silveira Martins. Alegando motivos pessoais Fernando está de saída. Na verdade, segundo amigos próximos ele deixa o programa porque gostaria e não consegue debater futebol, esquemas táticos, jogadores e o negócio como um todo.

arq_135343O escolhido para substituir o presidente Campeão do Mundo FIFA pelo Inter em 2006 é o multitalentoso Carpinejar. Colorado, que já escreveu muito sobre o seu amor pelo S.C.Internacional. E apesar de estar agarrado em “saco de pancadas” todos que o conhecem sabem que violência não é com ele. No caso de Carpinejar a sua inteligência e ironia vão ser as grandes armas nos embates e debates do Sala.

 

 

 

 

 

 

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