RS: Alegrete e Santiago dão início a novo ciclo de interiorização Sistema Farsul em Campo

RS: Alegrete e Santiago dão início a novo ciclo de interiorização Sistema Farsul em Campo

Agronegócio Destaque Economia

O Sistema Farsul iniciou um novo ciclo de interiorização. Com a proposta de estreitar ainda mais a relação com os Sindicatos Rurais, o“Sistema Farsul em Campo” irá realizar reuniões em todas as regionais da Federação apresentando o trabalho da Farsul, Senar-RS e Casa Rural e ouvindo sindicatos e produtores sobre questões que envolvam a região. Nesta semana, duas reuniões já foram realizadas. Na terça-feira (23/7), o encontro aconteceu em Alegrete com integrantes da Regional 1, na quarta-feira (24/7) foi a vez de Santiago reunir a Regional 12.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, abriu os dois encontros destacando qual o objetivo do sistema sindical, “estamos aqui para servir e não para sermos servidos”, afirmou. Ele explicou que o processo de interiorização significa levar o Sistema Farsul ao seu lugar de origem “A ideia de vir ao interior é porque viemos do interior. Fui produtor a vida inteira, agora que me tiraram da fazenda”, comentou.

Uma novidade desta etapa é a participação da CNA em todo o roteiro. Nestes dois primeiros encontros, a Confederação foi representada pela superintendente Técnica Adjunta, Natália Fernandes. Ela apresentou a estrutura do Sistema CNA, áreas de atuação, a representatividade garantida ao produtor por meio da Confederação e a importância da participação dos produtores no sistema sindical. O protagonismo da CNA nas negociações de comércio exterior pela superintendência de Relações Internacionais, que tem Gedeão Pereira como diretor, também foi destacado por Natália, além da participação gaúcha nas câmaras e comissões da CNA e Ministério da Agricultura.

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Superintendente Eduardo Condorelli e a diretora de Administração e Finanças do Senar-RS, Fabiana Flores, em Alegrete. Foto:Gerson Raugust/ Sistema Farsul

Natália vê na interiorização a demonstração do interesse da Farsul em fortalecer o sistema sindical por meio de uma aproximação com a base. “É ir até o produtor, mostrar o que está fazendo e ver o que ele acha disso, ouvir sindicato e produtor”, avalia. Ela pretende levar o formato à CNA para buscar formas de incentivar as demais federações a desenvolverem projetos semelhantes.

Nos encontros, que tiveram duração de um dia, o Senar-RS recebeu atenção especial. O superintendente Eduardo Condorelli, acompanhado dos diretores Cláudio Rocha e Fabiana Flores apresentaram a nova estrutura da entidade, atividades de cada setor e o projeto de implantação da ATeG (Assistência Técnica e Gerencial) no início de 2020, com projeção de atender dez mil propriedades no estado. “Depois dessa reorganização, já esperamos ter muito para mostrar no fim do ano. Mas, iremos mergulhar na ATeG. Temos dados que apenas 20% dos produtores tem algum tipo de assistência técnica,”, explica Condorelli.

O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, mostrou como funciona a atual política agrícola e apresentou a proposta de um novo formato, elaborado pela Farsul, adotado e ampliado pela CNA e bem recebida pelo Governo Federal. A proposição é baseada na otimização e uso eficiente dos recursos do orçamento, concentrando no Seguro Rural. Isso garantiria, além do próprio seguro, o acesso ao crédito com juro baixo e controle ao mau endividamento. Questões tributárias, as assimetrias do Mercosul, gestão de propriedades e endividamento também foram temas tratados pelo economista.

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Em Alegrete o Sistema Farsul em Campo reuniu sindicatos da regional 1 da Farsul. Foto:Gerson Raugust/Sistema Farsul

Ainda compõe o quadro de apresentações, o protagonismo jovem e a formação de novas lideranças sindicais, feita pelo assessor da Presidência, Luis Fernando Cavalheiro Pires. Os jovens também receberam destaque do secretário das Comissões, Rodrigo Rizzo, que, ao falar da reinstalação das comissões da Farsul, destacou a importância da participação deles nos demais grupos, não ficando restritos apenas a Comissão Jovem. O assessor Álvaro Moreira comentou sobre a gestão jurídica das propriedades. O advogado apontou os principais itens que merecem especial atenção dos produtores como questões trabalhistas, contratos de arrendamentos, entre outros.

O assessor técnico, Marcelo Camardelli, falou sobre a importância da participação dos sindicatos nos comitês de bacias hidrográficas e deu especial atenção à questão do 2,4-D e os oito itens da proposta elaborada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEADPR). 2,4-D também foi tema da apresentação do coordenador de Programas Especiais do Senar-RS, Alexandre Prado, com o Deriva Zero, programa voltado para orientação e treinamento de produtores e colaboradores na aplicação de agroquímicos para evitar a deriva.

Também participaram dos eventos, o vice-presidente da Federação, Elmar Konrad, os diretores administrativo, Francisco Schardong, financeiro, José Alcindo de Souza Ávila, os diretores vice-presidentes, Carlos Simm e José Aurélio Silveira, o diretor Hermes Ribeiro de Souza Filho, o assessor da presidência, Derly Girard, e o assessor jurídico da superintendência do Senar-RS, Daniel Jung.

Bazar dos Arteiros da Alice oferece “Natal dois em um”. Compre de quem faz arte, literatura, música e artesanato e apoie projetos sociais

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Bazar dos Arteiros da Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (ALICE) promete um “Natal dois em um” a quem comparecer ao evento, que acontece nos dias 12 e 13 de dezembro, das 10 às 22 horas no Consulado do Café e Antiquário Resto Bar (Lima e Silva com Joaquim Nabuco, bairro Cidade Baixa). Instalado na área externa dos dois estabelecimentos, o Bazar dará aos seus clientes a oportunidade de garimpar presentes originais (arte, música, artesanato e literatura) em um território livre da paranoia comercial natalina. Além isso, ao adquirir um artigo, eles estarão contribuindo com uma causa social, pois parte da renda é revertida para os expositores e parte para os projetos da Ong.

Entre os “presentes” oferecidos, o cliente encontrará originais e reproduções de qualidade dos cartunistas Santiago, Moa, Edgar Vasques, Rafael Correa, Uberti, e dos artistas plásticos Ernani Chaves, Amaro Abreu e Vera Rotta, que estarão circulando e distribuindo autógrafos. No Bazar também poderão ser encontrados os artesanatos de Lídia Fabrício, Saia Rodada, Nina de Oliveira e Sílvia Marcuzzo. Camisetas impressas e pintadas à mão e muitos outros itens ainda constam no catálogo e podem ser conferidos pelos facebook da ALICE e do Bazar dos Arteiros.

O quê: Bazar dos Arteiros da ALICE

Quando: 12 e 13 de dezembro (sábado e domingo), das 10 às 22 horas

Onde: Consulado do Café e Antiquário Resto Bar (Lima e Silva com Joaquim Nabuco)

Porque: Para oferecer um Natal criativo e solidário, livre da paranoia comercial

Feira do Livro: Odeio essa eleição para patronáveis

Feira do Livro: Odeio essa eleição para patronáveis

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A Câmara Rio-Grandense do Livro divulgou a lista dos patronáveis da 61ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, que será realizada entre 30 de outubro e 15 de novembro: Cíntia Moscovich, Dilan Camargo, Maria Carpi, Santiago e Valesca de Assis. O posto foi ocupado, em 2014, pelo escritor Airton Ortiz e o nome do próximo patrono deve ser anunciado no final de setembro.
Na escolha, serão levados em conta aspectos como qualidade, extensão e importância do conjunto da obra; representatividade no meio intelectual e na sociedade; e serviços prestados ao livro. Os candidatos podem ter obras publicadas em qualquer gênero (não exclusivamente literário) e devem ser gaúchos ou radicados no Estado há mais de cinco anos. Já disse no Rádio e aproveito o release que recebi para como AMIGO DO LIVRO, escolhido pela própria Câmara Rio-Grandense do Livro, em 2006 registrar que não gosto desta ideia da forma de escolha do Patrono(a) através de uma “eleição”. Por mais que me digam que todos candidatos concordam e se sentem honrados com a simples presença dos seus nomes na lista… Eu não gosto! Não adianta. Na minha opinião, sempre que há uma disputa existem vencedores e perdedores. E qualquer um dos cinco nomes que escolhidos para 2016 representariam muito bem a literatura gaúcha. Por mais que me repitam: que bobagem isso que tu diz! Eu e sei que outros ficam com a impressão de derrota dos quatro não eleitos. E quem escreve e coloca em livros belas histórias, não pode nunca ser considerado um derrotado. Isto não pode existir em um mundo criativo como o de escritores(as). Mas, essa é só a minha opinião… Eu preferia que voltasse ao modelo antigo com a escolha servindo para homenagear uma pessoa que representasse a história do livro no Rio Grande do Sul como um todo e não uma eleição que infelizmente pode beneficiar um “queridinho(a) da mídia” ou alguém que tenha mais poder de exposição no período da Feira.

Para quem não sabe, a escolha do patrono é realizada em duas etapas. Primeiro, a Câmara Rio-Grandense do Livro promove uma votação entre seus associados, para a escolha dos patronáveis. Participa da segunda votação o conselho integrado por patronos de edições anteriores da Feira, ex-presidentes e associados da Câmara e representantes da comunidade cultural (reitores, diretores de faculdades, titulares de entidades culturais e sociais envolvidas com o livro, e parceiros especiais da Feira). O mais votado é o homenageado e recebe o posto das mãos de seu antecessor.

Os candidatos nem todos meus amigos, mas com certeza cinco pessoas que merecem a honraria são:

Cíntia Moscovich – Nasceu em Porto Alegre em 1958. É escritora, jornalista, mestre em Teoria Literária e foi diretora do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul. Seu livro de estreia, O Reino das Cebolas (1996), foi indicado ao prêmio Jabuti. Em 2013, ganhou o primeiro lugar no Prêmio Literário Portugal Telecom, na categoria contos/crônica, e venceu o Prêmio Clarice Lispector, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional. Em 1995, ganhou o Concurso de Contos Guimarães Rosa, da Rádio France Internationale, de Paris. Entre suas obras, estão os volumes de contos Essa Coisa Brilhante que é a Chuva (2012), Anotações Durante o Incêndio e Arquitetura do Arco-Íris, e romances como Duas Iguais e Por Que Sou Gorda, Mamãe?. Em 2009, uma de suas histórias curtas foi incluída na nova edição da antologia Os Melhores Contos Brasileiros do Século, organizado por Ítalo Moriconi para a editora Objetiva.

Maria Carpi – Nascida em Guaporé, em 1939, mora em Porto Alegre desde os 15 anos. Começou a publicar seus poemas aos 50 anos. Em 2014, lançou seu 13º livro: O Perdão Imperdoável. Professora, advogada e defensora pública, já publicou, entre outros, Nos Gerais da Dor (1990), Desiderium Desideravi (1991), Vidência e Acaso (1992) e A Migalha e a Fome (2000). Também organizou as antologias pessoais Pequena Antologia (1992) e Caderno das Águas. Seu livro A Chama Azul venceu o Açorianos 2012 na categoria Poesia. Tem obras traduzidas para o francês e o italiano.

Dilan Camargo – Poeta, escritor e compositor nascido em Itaqui. Estreou na literatura com a coletânea poética Em Mãos, em 1976, e, de lá para cá, publicou vários outros livros de poemas e infantis, como Diário sem Data de uma Gata, O Embrulho do Getúlio e BrincRIar – este último vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura em 2008. Em 2012, lançou a antologia de contos para o público juvenil O Man e o Brother e, em 2014, publicou três livros de poesia infantil: Um Caramelo Amarelo Camarada, Álbum da Fe-Li-Cidade II e Rimas pra Cima. É coautor de sucessos da música nativista, como Pampa Pietá e Tropas de Maio.

Valesca de Assis – Natural de Santa Cruz do Sul, Valesca cursou a Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É professora de História especializada em Ciências da Educação. Em 2010, lançou sua primeira obra infanto juvenil, Um Dia de Gato. Tem participado de várias antologias e publicou um e-book, Tábua dos Destinos, pela Tertúlia e-books, de Portugal. Estreou como escritora em 1990, com A Valsa da Medusa, obra que recebeu Voto de Congratulações da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Também publicou os livros. A Colheita dos Dias, O Livro das Generosidades – Receitas Compartilhadas, Harmonia das Esferas, que obteve o prêmio Revelação de Autor, da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 2002 e o Prêmio Especial do Júri, da União Brasileira de Escritores além de ter sido finalista do Prêmio Açorianos. Pelo livro Todos os Meses, recebeu o Prêmio AGES/Livro do Ano/2003, na categoria, e por Diciodiário, da coleção Grilos, o Prêmio O SUL-Nacional e os Livros/2005;

Santiago – Neltair Rebés Abreu (Santiago) nasceu em Santiago do Boqueirão, no Estado do Rio Grande do Sul, em 14 de setembro de 1950. Iniciou-se na arte da caricatura, retratando humoristicamente os professores dos tempos de escola. Publicou pela primeira vez no suplemento humorístico O Quadrão, do jornal Folha da Manhã. Começou a trabalhar profissionalmente na Folha da Tarde, onde fez por nove anos a charge editorial do jornal, até o seu fechamento. Colaborou, ainda, com Correio do Povo, Coojornal, Pasquim e O Estado de S. Paulo. É autor de 16 livros e vencedor de vários prêmios nacionais e internacionais. Criador do Macanudo Taurino Fagunde, personagem baseado no gaúcho típico do pampa, Santiago dedica grande parte de seu tempo à produção de desenhos feitos para mostras, concursos e publicações internacionais. Integra grupo de cartunistas distribuído no mundo inteiro pela agência “Cartoonists & Writers Syndicate” de Nova Iorque.
Em 1994, a revista Witty World, voltada para profissionais do desenho humorístico, incluiu Santiago na lista dos 13 melhores do mundo no gênero “Gag Cartoon” (cartum de uma única cena), após uma pesquisa realizada entre os leitores-cartunistas. (foto-montagem: ZH.clicrbs.com.br)