Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

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Conversei com o governador eleito Eduardo Leite, no SBT RIO GRANDE – 2ª Edição. Ele deve definir ainda hoje o nome de quem coordenará a transição de governo com os representantes de José Ivo Sartori. No primeiro contato nesta terça-feira, Leite jÁ encaminhará com Sartori a data de envio para a Assembleia Legislativa do projeto pedindo que atual alíquota do ICMS seja mantida por dois anos. Para ele, mesmo que 56% dos atuais deputados não tenham sido reeleitos, não deve haver maiores problemas para aprovação porque o assunto foi debatido de forma transparente na campanha. Leite não espera nenhum tipo de retaliação da bancada do PMDB, em função dos tucanos terem votado contra o plebiscito para privatização das estatais em 2018.

Conversei com ele “fora do ar”, sobre a divulgação de nomes do secretariado. Leite me disse que, se revelasse, eu ficaria sem pauta para próximas entrevistas. Como ele não fala… Eu repasso informações colhidas com fontes. O que eu posso afirmar sobre secretariado é que Leite sonha com  grandes nomes para a equipe.  Já que o nome preferido Aod Cunha, já disse a interlocutores que não aceitaria voltar ao cargo que já ocupou no governo Yeda Crusius, economistas de projeção nacional estão sendo sondados para a Fazenda, Se a opção for local, o nome mais cotado é o de Leonardo Busatto, atual secretário do governo de Marchezan Jr,  em Porto Alegre. Já para a Casa Civil, o perfil é de alguém com habilidade política e técnica, nesse caso o nome mais cotado é o deputado federal eleito, Lucas Redecker, que foi secretário de estado e cumpre até 01 de fevereiro de 2019, mandato na Assembleia Legislativa.

 

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

 

 

 

 

Morre Eva Sopher. Presidente da Fundação Theatro São Pedro tinha 94 anos e comandava instituição desde 1975

Morre Eva Sopher. Presidente da Fundação Theatro São Pedro tinha 94 anos e comandava instituição desde 1975

Cultura Destaque

A D.Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro morreu nesta quarta-feira, em sua residência, na Capital gaúcha. O velório acontece a partir das 11h desta quinta-feira, no palco do São Pedro. O Governador José Ivo Sartori decretou luto oficial de três dias no Estado. No Twitter do governo gaúcho, a mensagem sobre o falecimento diz: Carinhosa guardiã do Theatro São Pedro e empreendedora cultural, a querida Eva Sopher nos deixou nesta quarta-feira, aos 94 anos. Nossos sentimentos aos familiares e amigos e nosso agradecimento eterno por ser uma guerreira da cultura gaúcha . Já o ator e diretor Zé Adão Barbosa, escreveu em sua página do Facebook: “Uma guerreira, uma mulher que construiu um teatro, uma amiga querida. A cultura perde um ícone.” Em nota aOpus Promoções lamentou profundamente o falecimento de Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro. São muitas memórias que nos unem em um laço eterno. Eva dedicou sua vida em benefício da cultura e nos deixa um legado repleto de espetáculos inesquecíveis, dedicação e amor à arte.  Será sempre lembrada com orgulho e muito carinho pela classe artística brasileira. 

“Estou consternado, muito triste. Graças ao nosso trabalho em prol da cultura, sempre estivemos próximos. Desde a Pro Arte, antes do Theatro São Pedro e, mesmo logo após a sua inauguração, estivemos juntos em muitos projetos. Tive a oportunidade de trabalhar dez anos ao lado da Eva e foi uma experiência de vida. Quando a Opus completou 15 anos, editamos o livro A Doce Fera, em homenagem a ela. Eva foi uma pessoa muito especial para mim. Me tratava como um filho e sempre retribui esse sentimento com muito carinho. Nosso último encontro foi no Teatro do Bourbon Country, na comemoração de 40 anos da Opus. Não esqueceria do nosso último abraço e de suas palavras. Eva disse estar muito orgulhosa. Lembrarei dela para o resto da vida”, Geraldo Lopes, fundador da Opus Promoções.

Eva Sopher, foi uma grande incentivadora das atividades da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). A Fundação Ospa lamenta a partida da presidente da Fundação Theatro São Pedro, uma das mais conhecidas personalidades da cultura no Rio Grande do Sul. “A Dona Eva foi uma parceira muito presente em diferentes momentos da história da Ospa. Seu legado junto ao Theatro São Pedro é enorme, mas também se estende para as outras instituições culturais do estado”, afirma Ivo Nesralla, presidente da Fospa. A orquestra presta solidariedade à família e aos amigos de Eva Sopher, e reafirma a sua admiração pelo consistente trabalho que ela desenvolveu ao longo de décadas de dedicação à cultura.

Nascida em Frankfurt, Alemaha( 18 de junho de 1923) ela foi uma empreendedora cultural teuto-brasileira. Tornou-se conhecida por seu trabalho bem-sucedido para a recuperação do Theatro São Pedro, um dos marcos mais importantes da cidade de Porto Alegre, após um longo período de decadência. De família de origem judaica, Eva Sopher emigrou da Alemanha para o Brasil em 1936, aos treze anos de idade, em razão da perseguição nazista. Ligou-se ao grupo Pro Arte de Theodor Heuberger, no Rio de Janeiro, e depois se fixou em São Paulo, onde estudou arte, desenho e escultura no Instituto Mackenzie.

Em 1950, adquiriu nacionalidade brasileira e, em 1960, transferiu-se para Porto Alegre, já estando casada com Wolfgang Klaus Sopher. Nessa cidade, Eva reativou o Pro Arte a pedido de Heuberger, organizando concertos, espetáculos de teatro e apresentações de grandes orquestras ao longo de mais de duas décadas, trazendo a Porto Alegre artistas como Jean-Pierre Rampal, Pierre Fournier, Narciso Yepes, Mauricio Kagel, o I Musici, a Orquestra de Câmara de Jean François Paillard, Sir John Barbirolli e a Orquestra Hallé, a Orquestra de Câmara de Moscou, e a Orquestra Sinfônica de Israel, regida por Zubin Mehta. Sua casa se tornou um ponto de reunião de intelectuais gaúchos.

Em 1975, Eva Sopher assumiu a direção do Theatro São Pedro, para gerenciar as obras de sua restauração, continuando a dirigi-lo depois de sua reabertura em 1984, ora como Presidente da Fundação Theatro São Pedro. Já foi homenageada diversas vezes por seu trabalho cultural, destacando-se o recebimento da Medalha do Mérito Farroupilha, a maior honra concedida pelo Legislativo gaúcho, o prêmio Personalidade Top Ser Humano 2008 da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul, uma das premiações mais cobiçadas do país na área de Recursos Humanos, e a sua escolha como patronesse do festival Porto Alegre em Cena de 2006.

Em 2015 recebeu a “Medalha de Goethe” (Goethe-Medaille) do Instituto Goethe na Alemanha pelo seu trabalho como presidente do Theatro Sao Pedro de Porto Alegre onde, segundo a justificativa do prêmio, criou “um local de encontro internacional para artistas de todos os estilos”.

A data de 07 de fevereiro, registra também a morte em 2014, aos 56 anos do músico e ator Nico Nicolaiewsky, um dos artistas recordista em apresentações no palco do Theatro São Pedro.  Confira a nota assinada pela D.Eva:

Hoje a cidade de Porto Alegre acordou triste

O Theatro São Pedro está de luto pelo falecimento de Nico Nicolaiewsky e a Sbórnia entristecida, pois perdeu hoje um de seus maiores talentos, o Maestro Pletskaya.

Quem quiser prestar homenagem ao nosso grande amigo poderá vir ao Theatro São Pedro, onde ele será velado, e que foi também o local em que o artista se apresentou por mais de 29 anos.

Hoje à tarde serão prestadas homenagens de diversos amigos no local. O horário para visitação inicia às 18h e segue até as 24h de hoje (07/02) e amanhã (08/02) reiniciará após as 9h, seguindo até o final da tarde.

Com pesar, porém com boas lembranças!

Eva Sopher e Equipe do Theatro São Pedro

 

SIMERS apela que TCE não aprove contas do governador nesta quarta. Segundo Sindicato Médico Sartori deixou de aplicar quase R$ 1 bilhão no SUS em 2016

SIMERS apela que TCE não aprove contas do governador nesta quarta. Segundo Sindicato Médico Sartori deixou de aplicar quase R$ 1 bilhão no SUS em 2016

Agenda Destaque Poder Política Saúde

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, deixou de aplicar quase R$ 1 bilhão na saúde da população gaúcha em 2016. Com isso, alerta o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), o governo estadual descumpriu a lei que determina o investimento de 12% das receitas no SUS, previsto em lei federal de 2012 e que define o mínimo a ser aplicado pelos estados. O Governo Sartori, adverte ainda o sindicato médico, lançou como gastos em assistência a servidores, aposentadorias e pensões e em outros órgãos da administração para dizer que ultrapassou os 12%. (ver detalhes no final do texto)

O SIMERS faz um apelo público, nesta terça-feira (24), para que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) não aprove as contas do ano passado de Sartori. Julgamento do relatório de prestação de contas será nesta quarta-feira (25), a partir das 10h30min, na sede do órgão em Porto Alegre. O TCE aprovou as contas de 2015 que também traziam a ilegalidade, e fez ressalvas indicando que não poderiam se repetir situações como estas dos gastos de saúde em áreas indevidas.

Os dados do Sindicato são baseados no relatório do Ministério Público de Contas (MPC-RS), que subsidia a apreciação dos conselheiros. “A Lei 141/2012 é clara sobre o que são Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), e pensões, aposentadorias, IPE-Saúde e gastos em outras áreas que não dá saúde, não são! Os conselheiros têm o dever moral de não aprovar a prestação de contas do governo” , apela o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes.

Na prestação de contas, o Estado diz que chegou a 12,12% de aplicação em saúde, mas o percentual correto é 8,97%. Portanto, em vez de ter gasto R$ 3,5 bilhões – como alega na prestação de contas, o governo gastou R$ 2,6 bilhões. A diferença entre 8,97% e os 12,12% (gastos contabilizados indevidamente pelo Governo) é de R$ 922,8 milhões.

“Este dinheiro é o que faz falta a hospitais, prefeituras e toda a rede e que explica por que temos uma situação cada vez mais precária na saúde”, reforça Argollo. “Os conselheiros não podem se calar, sob pena de serem coniventes com o sofrimento de milhares de gaúchos penalizados pela falta de atendimento médico.” Em março deste ano, Argollo se reuniu com o presidente do TCE, Marco Peixoto, e solicitou que o órgão recusasse as contas se incluíssem valores indevidos. Em 2015,o Estado disse que gastou 12,2% da RLIT no SUS, mas na realidade foram 8,84%. A diferença foi de R$ 900 milhões, O Estado gastou R$ 3,2 bilhões (12,2%), mas foram R$ 2,3 bilhões (8,84%) em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).

O que está no parecer do MPC-RS:

– O governo Sartori aplicou 8,97% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2016 Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).

– Na prestação de contas, o governo alega que aplicou 12,12%, mas neste percentual são lançados gastos vetados pela Lei Complementar 141/2012 (que regulamentou a aplicação de 12% em ASPS pelos estados).

– O governo do Estado incluiu gastos com assistência à saúde dos servidores públicos do RS (IPE-Saúde), aposentadorias/encargos sobre a folha de pensionistas e inativos e despesas em outros órgãos que não a Secretaria Estadual da Saúde.

– Os valores: o Estado aplicou, na verdade, R$ 2,616 bilhões (8,97%) em ASPS e não os R$ 3,538 bilhões, como diz ao alegar gasto de 12,12% da RLIT no SUS.

– A diferença entre 8,97% e os 12,12% é de R$ 922,8 milhões.

– O MPC-RS afirma que são despesas “consideradas controversas, em razão de carência de amparo de medida legal que viabilize o cômputo desses valores.

> Sobre 2015: a mesma situação se repete:

– MP de Contas apontou que não houve aplicação legal.

– O SIMERS apontou a MAQUIAGEM dos gastos e pediu, em agenda em março deste ano, com presidência do TCE, que não aceitasse que a mesma situação fosse apresentada na prestação de contas do Governo Sartori.

– Estado diz que gastou, em 2015, 12,2% da RLIT no SUS, mas na realidade foram 8,84%.

– A diferença foi de R$ 900 milhões: RS gastou R$ 3,2 bilhões (12,2%), mas foram R$ 2,3 bilhões (8,84%).

RS: Assembleia garante celeridade em análise de pedido de impeachment de Sartori

RS: Assembleia garante celeridade em análise de pedido de impeachment de Sartori

Agenda Destaque Poder Política Sartori
Após o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto (PT), ter recebido, nessa segunda-feira, mais um pedido de impeachment contra o governador José Ivo Sartori (PMDB), a Procuradoria da Casa deu início, hoje, à análise jurídica da peça. A presidente do Cpers, Helenir Schürer, esclarece que o pedido leva em conta, além do pagamento parcelado de salários do funcionalismo e o descumprimento de lei que determina pagamento integral, a denúncia de que Sartori recebeu suposta propina de R$ 1,5 milhão da JBS, dissimulada como doação oficial de campanha, em 2014.

Sem estimar uma data específica, o procurador da Assembleia, Fernando Ferreira, garantiu que a revisão dos “requisitos formais” do texto vai ser feita com celeridade. “É um material bem extenso. É uma pilha com vários documentos, então é muito difícil eu conseguir te dar, agora, uma previsibilidade mas, o quanto antes, a gente vai tocar adiante”, assegurou.

Esse é o segundo pedido de impeachment protocolado pelo Cpers contra Sartori. O primeiro havia sido recebido em 2016 pela então presidente Silvana Covatti (PP). A denúncia chegou em 24 de outubro, mas a Procuradoria da Casa concluiu a análise e devolveu o texto à presidência em 16 de janeiro. A deputada, que é integrante da base aliada, arquivou o pedido por entender que ele não possuía sustentação jurídica.

Opositor de Sartori, o hoje presidente da AL, Edegar Pretto, garantiu que quando receber o parecer jurídico vai agir com embasamento técnico, e não político. “Não espere de nós nenhuma irresponsabilidade política. Eu não farei o papel que Eduardo Cunha fez com a presidenta Dilma. Aqui nós vamos analisar por parte da Procuradoria e regimento interno todas as normas constitucionais. Um olhar sobre isso não pode ser político, tem que ser técnico”, finaliza.

Delação cita Sartori

Conforme a delação de Ricardo Saud, um dos diretores da JBS, a campanha de Sartori recebeu os recursos com a intercessão do então candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, a quem Sartori declarou apoio. O teor das delações veio à tona na sexta-feira passada.

Em nota, Sartori repudiou as acusações: “nunca participei desse mar de lama. Não me misturem com essa gente”, afirmou.

O coordenador financeiro da campanha de José Ivo Sartori, João Carlos Bona Garcia, também reiterou que todas as doações recebidas pela chapa que se elegeu em 2014 foram legais e classificou como “fantasiosa” a delação do diretor da JBS. Bona Garcia explicou que as doações da JBS para campanha de Sartori foram feitas dentro da legalidade e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

OAB pede detalhamento

Já o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier, vai pedir esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a delação do diretor da JBS, Ricardo Saud, que cita o suposto pagamento de propina em meio à corrida eleitoral do Rio Grande do Sul em 2014. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Juíza é alvo de discurso de ódio após proferir decisão contrária aos interesses do Governo do RS; do blog Justificando/Carta Capital

Juíza é alvo de discurso de ódio após proferir decisão contrária aos interesses do Governo do RS; do blog Justificando/Carta Capital

Comportamento Comunicação Destaque Direito Poder Política

A Juíza do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região (RS) e colunista do Justificando, Valdete Souto Severo, vem sendo violentada nas redes sociais após proferir decisões liminares sobre a manutenção no emprego de empregados de cinco das seis fundações extintas no Rio Grande do Sul.

Na madrugada de fim de ano, no dia 21 de dezembro, a pedido do Governador, a Assembleia Legislativa do Estado, com 30 votos a favor e 23 contrários, aprovou a extinção da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), da Fundação Zoobotânica (FZB), da Fundação de Economia e Estatística (FEE), da Fundação Cultural Piratini (TVE e FM Cultura) e da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). A votação foi intensamente criticada por ter se realizado na calada da madrugada, sem discussão com a população, em véspera de fim de ano.

Entidades que representam os trabalhadores ingressaram na Justiça do Trabalho para que houvesse uma negociação coletiva com os sindicatos antes dessa decisão em massa. O processo foi distribuído para Valdete, responsável pela 4ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, que atendeu ao pedido e determinou que o Estado se abstenha de demitir seus empregados até que houvesse negociação.

Deste então, a magistrada foi alvo de um discurso de ódio originado por um meme misógino na página no Facebook “Desouza Franja”, que traz a foto de Valdete escrita “Sou mesmo uma bitch. Essa juíza de Porto Alegre proibiu o governo de demitir funcionários de ONGs que recebem para não faz nada. Esse é o Judiciário que nos ferra.”

Com quase mil compartilhamentos, a postagem gerou uma série de comentários misóginos como “Vagabunda”, “Puta”, “Juíza de merda” e ainda acusações de que trabalha para criminosos.

Valdete atua na defesa dos direitos trabalhistas, é pesquisadora do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (USP) e da Rede Nacional de Pesquisa e Estudos em Direito do Trabalho e Previdência Social (RENAPEDTS). Além disso, é Coordenadora e Diretora da Fundação Escola da Magistratura do Trabalho do Rio Grande do Sul (FEMARGS).

O grupo de mulheres que compõe a coluna Sororidade em Pauta, composta por Magistradas do Trabalho feministas que publicam artigos semanalmente no Justificando, manifestou repúdio aos recentes ataques misóginos praticados contra a magistrada. –“Antes de tudo, a dignidade da pessoa da juíza, assim como toda pessoa humana, é resguardada como fundamento do Estado Democrático de Direito e da República Federativa do Brasil. Além disso, o combate a toda forma de discriminação, incluindo a sexista, também é objetivo fundamental da nossa República”, diz a nota.

Sororidade em Pauta defende, ainda, que a tentativa de desqualificar a mulher protagonista em qualquer campo de atuação, mas sobretudo na magistratura, buscar intimidar a todas que ousam escolher seus caminhos. “Por isso, repudiamos a toda e qualquer forma de constrangimento sexista utilizada para silenciar a todas as magistradas e expressamos nossa total sororidade à valente Valdete”, finaliza. (Justificando/Carta Capital)

Cpers entrega, na segunda, pedido de impeachment de Sartori à Assembleia. Documento vai ser repassado à presidente do Legislativo, deputada Silvana Covatti

Cpers entrega, na segunda, pedido de impeachment de Sartori à Assembleia. Documento vai ser repassado à presidente do Legislativo, deputada Silvana Covatti

Destaque Direito Poder Política

 

O CPERS Sindicato vai entregar, nesta segunda-feira, o pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori (PMDB) à presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti (PP). A iniciativa foi discutida e aprovada por unanimidade durante a reunião do Conselho Geral do Sindicato, realizado nesta última sexta-feira. Conforme a presidente do Cpers, Helenir Schürer, o que culminou com o pedido foram os atrasos constantes que os servidores públicos ligados ao Executivo estão sofrendo nos últimos meses, mesmo com a liminar do judiciário obrigando que o Piratini fizesse o pagamento integral dos salários. Porém, questionada sobre o que o magistério aguarda do posicionamento da Assembleia Legislativa, após receber o documento da entidade, Helenir aponta que o parlamento deverá ao menos cumprir o que determina a Constituição.

“O povo gaúcho, quando elege um deputado, não elege para ser base ou oposição do governo. Elege para cumprir a Constituição. E a parte que cabe os deputados é fiscalizar o governo e legislar. Qundo o governo não cumpre a Constituição, é uma das prerrogativas da Assembleia, na fiscalização, fazer com que ele o cumpra. Por isso, nós esperamos que a Assembleia faça e cumpra aquilo pela qual ela foi eleita”, afirmou a presidente do Cpers. A partir das 8h30min de segunda, educadores dos 42 Núcleos do CPERS estarão concentrados em frente à sede da entidade, na Alberto Bins, 480, Centro, para realizarem o Ato Público “Dia de Luta pela Educação”, que contará com o apoio de demais sindicatos.

Entenda o pedido

O Cpers consultou a categoria, por meio de uma enquete mantida durante duas semanas no site do sindicato, depois de o governo admitir mais um parcelamento de salário, que se confirmou em fim de setembro.

A consulta levou em conta uma liminar concedida pelo Judiciário, que impede que o governo parcele a folha do Magistério. A decisão sugere que o fracionamento dos salários pode levar ao impedimento de Sartori, considerando que ele desrespeitou a Constituição. Apesar disso, a Procuradoria-Geral do Estado recorreu da decisão. Foram oito parcelamentos seguidos em 2016.

No ano passado, um pedido de impeachment de Sartori foi arquivado na Assembleia Legislativa. A advogada autora da reivindicação recorreu ao Tribunal de Justiça mas, conforme o procurador da Assembleia, Fernando Ferrari, o Pleno do TJ desistiu de levar a questão adiante argumentando que o pedido não era suficientemente embasado. (Rádio Guaíba)

Governo Sartori antecipará reforma no secretariado para este ano. Medidas devem ser anunciadas após o segundo turno das eleições; por Taline Oppitz/Correio do Povo

Governo Sartori antecipará reforma no secretariado para este ano. Medidas devem ser anunciadas após o segundo turno das eleições; por Taline Oppitz/Correio do Povo

Destaque Poder Política Porto Alegre

Inicialmente prevista para 2017, a reforma no secretariado do governo José Ivo Sartori será antecipada para este ano. Provavelmente para depois do segundo turno das eleições, que ocorrem em 30 de outubro. Atualmente, quatro pastas são comandadas por interinos ou acumuladas por outros secretários. São os casos da Justiça, coordenada temporariamente por Maria Helena Sartori, secretária do Gabinete de Políticas Sociais; e da Secretaria do Turismo, Esporte e Lazer, acumulada pelo secretário de Cultura, Victor Hugo. Interinamente, estão no comando da Educação, Luís Antônio Alcoba; e do Planejamento, Mobilidade e Desenvolvimento Regional, José Reovaldo Oltramari. A tendência é a de que a pasta do Planejamento seja fundida com a Secretaria-Geral de Governo, que tem no comando Carlos Búrigo, homem de confiança de Sartori.

Um dos focos das articulações envolvendo as trocas e substituições no primeiro escalão é reforçar a base aliada na Assembleia para minimizar riscos de derrotas em projetos importantes para os planos do governo, como o de redução da máquina pública, que depende de aval do Legislativo. Entre as propostas estão as de extinções, vendas e fusões de órgãos da administração indireta. Algumas delas, dependem de alterações na Constituição Estadual, que estabelece, desde 2002, que casos de alienação, transferência do controle acionário, cisão, incorporação, fusão ou extinção da CEEE, da Companhia Riograndense de Mineração e da Companhia de Gás do Estado, somente podem ser realizadas após plebiscito popular. As duas principais dúvidas são as permanências do chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e do secretário da Fazenda, Giovani Feltes. Internamente, as apostas são de que Biolchi deve deixar a pasta até o fim do ano, por decisão pessoal, mas que Feltes permanece até resolver questões simbólicas, caso dos parcelamentos da folha do funcionalismo.

Após as urnas

Um dos motivos pelos quais o governo irá aguardar o fim do segundo turno das eleições para realizar a reforma no Secretariado é a possibilidade de aproveitar no governo candidatos majoritários do PMDB e de partidos da base que não sejam vencedores nas urnas. Em tempo: o PTB, que conta com cinco deputados estaduais, segue na mira do Executivo, cujos integrantes ainda acreditam que podem construir o ingresso do partido no governo e o reforço da base na Assembleia.

Impeachment de Sartori: Servidores da Segurança Pública querem audiência com a presidência da Assembleia para saber da viabilidade de impeachment; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Impeachment de Sartori: Servidores da Segurança Pública querem audiência com a presidência da Assembleia para saber da viabilidade de impeachment; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Cidade Destaque Direito Poder Política Segurança

Representantes de diferentes categorias da Segurança Pública decidiram solicitar uma agenda com a presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti, do PP, para consultar a viabilidade da abertura de um processo de impeachment contra o governador José Ivo Sartori. A medida é decorrente do sétimo parcelamento consecutivo e o nono da gestão Sartori. A leitura é de que o governador está cometendo um crime de responsabilidade ao atrasar salários e desrespeitar decisões judiciais que determinam o pagamento dos servidores do Executivo em dia.

O alerta dos sindicalistas é de que o próprio presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Felipe Difini, durante entrevista à Rádio Guaíba, afirmou que Sartori estaria agindo de forma irregular. Segundo Difini, atrasar salários e desrespeitar decisões judiciais são práticas mais graves do que as pedaladas fiscais que tiraram Dilma Rousseff, do PT, definitivamente do poder.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar se respalda nas declarações do presidente do TJ. Leonel Lucas entende que a fala da maior autoridade da Corte gaúcha deve ser levada em consideração. “Se o presidente do Tribunal de Justiça está garantindo que o governador comete um crime que pode resultar em impeachment, nós queremos saber qual a posição da Assembleia Legislativa. Os deputados vão calar diante desta interpretação do presidente do Tribunal de Justiça?”, questionou.

Já o presidente da Ugeirm Sindicato, que representa a Polícia Civil, também defende o impeachment do governador perante uma situação que está insustentável. Isaac Ortiz revela que é impossível conviver com um salário parcelado e com um primeiro depósito de R$ 800,00. “O governador está cometendo uma ilegalidade e é impossível viver assim. José Ivo Sartori é o governador que mais desrespeita a lei e queremos esta agenda sim na Assembleia Legislativa para que os deputados tomem providências sobre este crime de responsabilidade”, declarou.

Governo gaúcho voltará a pagar benefício para reduzir aposentadorias de PMs; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Governo gaúcho voltará a pagar benefício para reduzir aposentadorias de PMs; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Cidade Destaque Direito Segurança

Foto: Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba
Sartori também anunciou aumento dos valores pagos para brigadianos aposentados de desejam retornar à ativa. Foto: Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, anunciou nesta quinta-feira que o Estado voltará a pagar o abono permanência na tentativa de reduzir o número de brigadianos que pedem aposentadoria. A medida estava suspensa pelo Executivo desde o início da gestão Sartori. Com isso, os brigadianos que estão aptos a se aposentar, mas decidem permanecer na ativa, receberão ao menos R$ 1,5 mil a mais em seus salários. A expectativa do Piratini, com a medida, é reduzir em, ao menos, 500 os pedidos anuais de aposentadorias na corporação.

Sartori anunciou também o envio de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa gaúcha permitindo o aumento da remuneração aos brigadianos aposentados que desejem retornar à ativa para atuar em escolas, videomonitoramento e atividades administrativas. O projeto prevê aumento na remuneração do chamado Corpo Voluntário de Militares Inativos (CVMI) de R$ 1,1 mil para R$ 1,8 mil a esses servidores – que somam o valor às atuais aposentadorias.

O aumento do benefício visa a tornar o programa mais atrativo. Segundo o Piratini, a Brigada Militar terá autorização para recolocar na ativa até 500 servidores, nesse formato. O aumento no valor do programa não atinge os brigadianos do CVMI que são cedidos a outros poderes, pelo fato deles já receberem um complemento dos órgãos onde atuam.

Segundo Sartori, a implementação de melhorias na Segurança Pública exigirá cortes de gastos em todas as demais área do governo. ”Com certeza, posso adiantar que nós vamos ter que cortar em outras áreas para poder suportar e sustentar o que vai ser investido. Vai ser um processo em que todo mundo tem que oferecer um pouco para mostrar que a prioridade é a segurança”, afirmou.

O governador também afirmou que trabalha na construção de um projeto que crie benefício semelhante para os inativos da Polícia Civil.

Grupo volta a protestar por segurança em frente à casa de Sartori.  Manifestantes colheram assinaturas para abaixo-assinado que pede providências do governo estadual

Grupo volta a protestar por segurança em frente à casa de Sartori. Manifestantes colheram assinaturas para abaixo-assinado que pede providências do governo estadual

Destaque Poder Política Porto Alegre Segurança

Um grupo de manifestantes voltou a protestar por segurança, nesta sexta-feira, em frente à residência do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, na zona Sul de Porto Alegre. Cerca de 50 manifestantes se reuniram no local, com balões e cartazes pedindo “socorro, segurança já!”. Eles também colheram assinaturas para um abaixo-assinado pedindo providências da administração pública contra a violência.

O movimento, que se rotula apartidário, criou um documento entitulado “segurança urgente- #reagecidadão”, em que lista propostas e pede ações efetivas do governo contra a insegurança. Conforme os participantes, cerca de 35 mil assinaturas foram colhidas nos últimos cinco meses.

Nessa quinta, dois grupos, um da zona Norte e outro da zona Sul de Porto Alegre fizeram um “velório” simbólico do governo do Estado, com oito cruzes representando vítimas recentes da violência.

Ao menos três protestos para cobrar mais segurança nas ruas estão marcados para este final de semana, em Porto Alegre. O primeiro acontece no fim da manhã deste sábado no bairro Higienópolis, no entorno do Colégio Dom Bosco, onde a mãe de um aluno foi morta na quinta-feira em tentativa de assalto.

No final da tarde deste sábado, mais uma Serenata Iluminada acontece no Parque da Redenção, na área central. O evento já havia sido previsto para o fim de semana e busca cobrar mais segurança para a utilização de espaços públicos à noite. O grupo se concentra a partir das 18h, na área próxima ao Monumento ao Expedicionário.

Já no domingo, a partir das 15h, outra mobilização é promovida por pais, professores e alunos de colégios da zona Norte, no Parque da Encol. Os organizadores pedem que todos vistam preto ou se fantasiem como palhaços para demonstrar luto e indignação pela insegurança na Capital. (Correio do Povo)