Levantamento da CDL Porto Alegre revela que lojistas gaúchos preferem não contabilizar prejuízo com a falta de segurança

Levantamento da CDL Porto Alegre revela que lojistas gaúchos preferem não contabilizar prejuízo com a falta de segurança

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Com a crescente sensação de insegurança nas ruas da Capital e em cidades do interior gaúcho, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre realizou uma pesquisa com lojistas e associadas do Rio Grande do Sul para saber, de fato, o quanto cada um dos estabelecimentos comerciais entrevistados já somou de prejuízo e no que precisou investir para tentar reverter o quadro atual, no período de janeiro a março de 2016.

As 86 respostas obtidas em uma semana de enquetes revelaram um dado inquietante: 44,2% responderam que preferem não contabilizar o quanto tiveram de prejuízo por falta de segurança. Outros 30,2% também trouxeram uma questão que preocupa, ao salientarem que não teriam como estimar este valor e 17,4% observaram que tiveram um gasto entre R$ 20 mil e R$ 50 mil. Outros 4,7% dos entrevistados mensuraram um gasto acima de R$ 100 mil e 3,5%, entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

Segundo o presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus, esta pesquisa condiz com a realidade enfrentada pelo setor. “Os varejistas gaúchos têm sofrido muito com a falta de segurança que, além de prejudicar a marca do empreendimento, também compromete a sua venda, uma vez que a população acaba ficando com medo de circular pelas ruas em determinados dias e horários, o que diminui o consumo”, enfatiza. “Aliás, entre as respostas abertas, percebemos que o sábado, dia tradicional de vendas altas, acabou ficando bastante prejudicado, pois alguns lojistas optaram em não abrir nestes dias ou em fechar a loja mais cedo”, acrescenta Debus. Conforme a amostragem, 47,7% salientaram que tiveram que alterar o horário e as datas de funcionamento de suas lojas em virtude da falta de segurança.

Entre as atitudes tomadas para tentar reverter esta situação e se sentir um pouco mais seguro em seu estabelecimento comercial, um total de 45,9% disseram que instalaram equipamentos de monitoramento, outros 18,9% colocaram novos sistemas de alarmes e, um mesmo percentual, disseram que substituíram portões e grades externas. Entre os entrevistados, 29,1% comentaram que tiveram sua loja furtada neste primeiro trimestre, outros 16,3% roubada (assaltada) e 47,7% que algum de seus funcionários teria sido assaltado neste período.

Do total, 87,2% dos entrevistados eram representantes de lojas de rua, 2,3% de shopping e 10,5% de ambos. Entre os segmentos estavam lojas de vestuário (39,5%), de eletroeletrônicos (16,3%), de material de construção (12,8%), de móveis e decoração (11,6%), concessionárias de veículos (8,1%), farmácias (7%), supermercados e hipermercados (3,5%) e postos de gasolina (1,2%). Vale lembrar que a CDL Porto Alegre já tem realizado reuniões periódicas sobre a Segurança Pública, com lojistas e representantes de entidades privadas e do poder Executivo e Legislativo, em busca de soluções ou alternativas para os varejistas.

 

Rio Grande do Sul não vai ceder mais policiais para atuar na Olimpíada. Prioridade absoluta da segurança será para a população do RS, diz o governador

Rio Grande do Sul não vai ceder mais policiais para atuar na Olimpíada. Prioridade absoluta da segurança será para a população do RS, diz o governador

Notícias Segurança

O governo do Estado não vai mais ceder policiais militares para atuar nos Jogos Olímpicos deste ano no Rio de Janeiro. A comunicação foi feita nesta quinta-feira (14) pelo governador José Ivo Sartori, que informou também que a Secretaria da Segurança Pública está empenhada em verificar outras maneiras do Estado contribuir para o evento.

De acordo com Sartori, a cedência só ocorreria se fossem deslocados policiais militares que exercem funções na área administrativa. “O estudo técnico que me foi apresentado hoje (nesta quinta) mostra que isso não é possível. Não temos como autorizar a retirada de nenhum policial da atividade de rua. Nossa prioridade absoluta é a segurança da população do RS”, afirmou.

Moradores da zona Sul fazem protesto em frente à casa de Sartori pedindo mais segurança

Moradores da zona Sul fazem protesto em frente à casa de Sartori pedindo mais segurança

Direito Notícias Poder Política Segurança

Um grupo de aproximadamente 200 pessoas protestou, na tarde deste domingo, em frente ao edifício onde mora o governador José Ivo Sartori, na avenida Icaraí, zona Sul da Capital. Os manifestantes reivindicaram policiamento nas ruas do bairro Tristeza devido ao aumento do número de ataques criminosos na região, além da convocação da Força Nacional de Segurança.

Com faixas e um balão inflável com os dizeres “Socorro, segurança já”, o grupo partiu da rua Pereira Neto, local onde o capitão reformado do Exército Carlos Norberto Barbosa dos Santos foi vítima de latrocínio, no fim de março. O caso foi o estopim do movimento, mas assaltos ocorrerem todas as semanas na região, segundo a organizadora do movimento, Juliane Jardim.

“O movimento todo começou por causa dessa brutalidade, mas a violência é persistente no dia a dia. Os alunos da Escola Mãe de Deus são assaltados todos os dias, sem contar os assaltos a motoristas. Nas paradas de ônibus, motoqueiros atacam os pedestres. Você não pode sair para caminhar na rua com o cachorro por medo de assalto e roubo do cão. Não dá para ir aos bares e restaurantes porque acontecem arrastões”, lamenta.

Os manifestantes pretendem solicitar apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na questão. Em março, o Pleno da seccional gaúcha da Ordem autorizou que o presidente da entidade elabore e formalize uma ação judicial obrigando o governo estadual a aumentar investimentos em Segurança Pública. (Samantha Klein/Rádio Guaíba e Cláudio Isaías/Correio do Povo)

CNA divulga nota oficial pedindo “segurança e previsibilidade para o setor continuar produzindo”

CNA divulga nota oficial pedindo “segurança e previsibilidade para o setor continuar produzindo”

Direito Economia Negócios Notícias Poder Política

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou hoje uma nota oficial. A entidade está preocupada com a crise política e seus reflexos na economia.   O setor hoje ultrapassa  R$ 1 trilhão de reais em produção, algo em torno de 23% do PIB brasileiro. Confira abaixo a nota da Confederação:

 

CNA pede segurança e previsibilidade para o setor continuar produzindo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade máxima de representação da agropecuária brasileira, diante do grave impasse político a que fomos arrastados, sente-se no dever de transmitir à sociedade, aos partidos políticos e parlamentares sua profunda preocupação com a marcha dos acontecimentos.

Todas as famílias brasileiras e todos os setores produtivos da Nação são testemunhas diretas do processo de desmoronamento da economia, que acentua-se a cada dia. Há dois anos, a produção se retrai, fábricas e estabelecimentos comerciais fecham suas portas ou recorrem à Justiça para recuperação judicial, milhões de empregos são perdidos e até os programas públicos de proteção social apresentam sinais de esvaziamento. Toda a Nação está vivendo horas sombrias.

O setor agropecuário vinha resistindo a esta maré depressiva e mantendo seus níveis de produção, de emprego e de vendas ao exterior. Porém, como já advertimos, os efeitos do esfacelamento da economia agora chegam até nós.

Produtores de todo o País se preparam para tempos muito difíceis e adiam investimentos, prevendo os riscos que se prenunciam no horizonte. A produção cresce na medida em que houver segurança e previsibilidade.

Por todos esses motivos, fazemos um apelo ao Congresso Nacional para que cada parlamentar tome consciência da gravidade do que estamos vivendo e, em nome do interesse público e do bem-estar de todos os brasileiros, busque o mais rápido possível as soluções legais cabíveis para o retorno da estabilidade econômica e social e a retomada do crescimento do Brasil.

CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL (CNA)

Após protestos, governo oferece segurança a ministros do STF

Após protestos, governo oferece segurança a ministros do STF

Direito Notícias Poder Política Segurança

O Ministério da Justiça ofereceu reforço na segurança dos ministros do Supremo, depois da decisão de Teori Zavascki de tirar da Justiça Federal do Paraná investigações relacionadas a Lula. Grupos contrários à medida protestaram em Brasília e em Porto Alegre, diante do prédio onde Teori tem apartamento. A pasta determinou que a PF investigue possíveis “instigações e ameaças aos magistrados”. (O Estado de São Paulo)

Delegado Emerson Wendt é o novo Chefe da Polícia Civil. Coronel Andreis Silvio Dal’Lago assume como subcomandante-geral da Brigada Militar

Cidade Comportamento Direito Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura Segurança
Delegado Emerson Wendt comandava o Denarc | Foto: Secretaria de Segurança / Divulgação / CP
Delegado Emerson Wendt comandava o Denarc | Foto: Secretaria de Segurança / Divulgação / CP

O Governo do Estado trocou o comando da Polícia Civil. O delegado Emerson Wendt, que dirigia o Denarc, será o novo Chefe de Polícia, no lugar de Guilherme Wondracek.O substituído estava no cargo desde março de 2014, período ainda da gestão do governador Tarso Genro. Também foi confirmada a nomeação do novo subcomandante-geral da Brigada Militar. O coronel Andreis Silvio Dal’Lago fica no lugar de Paulo Moacir Stocker dos Santos, que foi para a reserva.

A motivação da troca do chefe de polícia não foi explicada pelo Palácio Piratini, que anunciou em nota as substituições. O comunicado indica que o secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, falará sobre o assunto nesta quinta-feira, às 10h30min, em entrevista coletiva. As trocas foram confirmadas por ele, depois de reunião que teve com o governador José Ivo Sartori. (Rádio Guaíba)

Sartori estuda contratar jovens do serviço militar para policiamento

Sartori estuda contratar jovens do serviço militar para policiamento

Direito Notícias Porto Alegre Segurança

O governador José Ivo Sartori analisa a possibilidade de contratar – em caráter emergencial – jovens egressos do serviço militar obrigatório para suprir a falta de efetivo na Brigada Militar (BM). Em audiência com aliados, Sartori afirmou que o governo não pretende chamar os aprovados em concurso público antes da regulamentação do novo regime de previdência, aprovado pela Assembleia em 2015.

A viabilidade de contratação emergencial, conta o presidente do PDT, deputado federal Pompeo de Mattos, ocorreria por um projeto de lei encaminhado pelo governo à Assembleia. “Não tendo como nomear servidores antes da nova previdência entrar em vigor, a contratação de PMs temporários seria uma boa solução.”

A proposta, no entanto, causa contrariedade na oposição. “É um contrassenso. Até as pedras sabem que o Estado precisa da reposição de policiais civis e militares para o enfrentamento à criminalidade. Nossa bancada defenderá a nomeação dos soldados aprovados em concurso”, diz vice-líder do PT na Assembleia, Tarcísio Zimmermann.

Líder do PMDB, Gabriel Souza, rebate a crítica. “O limite de gasto com pessoal foi ultrapassado, o que torna a contratação emergencial uma boa solução. Seria uma resposta possível e rápida para a sociedade, diante da impossibilidade financeira do Estado.”

Ideia não agrada sindicato dos policiais

A ideia de aproveitar egressos do serviço militar obrigatório como solução emergencial para suprir as falhas no policiamento do Estado desagrada sindicatos de policiais. “Não seria mais do que uma medida paliativa. Mais que isso: poderia ser um erro estratégico, já que é necessário treinamento e preparação. Servir à comunidade é diferente de servir às Forças Armadas. Problemas podem ocorrer, mais que soluções”, adverte Aparício Santellano, presidente da Associação de Sargentos, Sub-tenentes e Tenentes da Brigada Militar.

Cerca de 2 mil policiais militares, 650 policiais civis e mais de 500 agentes penitenciários, aprovados em concursos públicos, aguardam serem chamados pelo governo do Estado. (Correio do Povo – Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória)

Estado paga dívida com empresa de segurança e Margs volta a abrir. Outros espaços culturais também voltam a contar com equipe regular de segurança

Cultura Notícias Poder Política

Foto: Arquivo

Depois de fechar as portas ontem por falta de segurança, o Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli) volta a abrir nesta sexta-feira em horário normal, das 10h às 19h. Em negociação com a Secretaria da Fazenda, o secretário da Cultura do Estado, Victor Hugo, conseguiu antecipar o pagamento da dívida com a empresa de vigilância, que ocorreria apenas na próxima quarta-feira. Cerca de R$ 670 mil serão quitados até o final do dia e outros R$ 230 mil, correspondentes a atrasos da gestão anterior do Piratini, ainda ficarão pendentes.

O impasse começou na última quarta-feira, quando a Job Vigilância designou apenas dois funcionários para monitorar cada espaço cultural público pela qual é responsável. A Casa de Cultura Mario Quintana manteve atividades graças ao auxílio financeiro da associação de amigos do espaço. Já o Margs, que costuma contar com 20 seguranças, decidiu fechar ao público. A Biblioteca Pública e o Memorial do Rio Grande do Sul também tiveram a segurança afetada.

O secretário ressalta que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo governo desde o ano passado, a situação só saiu da normalidade durante 48 horas. Ainda, destaca que não foi preciso retirar verbas de incentivo a projetos culturais para que o atendimento fosse mantido nos museus.

“Faço parte de um governo que também tem dificuldades em outras áreas. Eu até escuto as pessoas dizerem que a primeira área a ser cortada é a Cultura. Não, né, gente: estamos no segundo ano e este ambiente de normalidade vinha ocorrendo. Tivemos uma dificuldade que durou 48 horas. Na Casa de Cultura, já tínhamos um outro modelo com seguranças privados pagos pela associação de amigos. O mais difícil era no Margs e isso está sendo restabelecido”, disse Victor Hugo.

Mesmo com as restrições, a Lei de Incentivo à Cultura mantém orçamento de R$ 35 milhões neste ano. A segurança terceirizada de todos os espaços culturais do Estado custa R$ 359 mil ao mês à secretaria. Victor Hugo ainda anunciou que, através de licitação já em andamento, o gasto deverá ser reavaliado. (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

Fortunati diz que ao contrário de outras grandes cidades brasileiras Porto Alegre não deve registrar queda na arrecadação. Em entrevista à Rádio Guaíba prefeito falou ainda sobre obras, metrô, segurança e limpeza da cidade

Cidade Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura Saúde Segurança

Apesar da diminuição no repasse de verbas dos governos estadual e federal à Prefeitura de Porto Alegre, o município não deve registrar queda na arrecadação de 2015 foi o que me garantiu hoje o prefeito José Fortunati. Em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba, Fortunati afirmou que o resultado positivo é fruto do aperfeiçoamento de um modelo – introduzido em 2005 por José Fogaça e implantado a partir de 2013 – baseado em contratos de gestão. “É um instrumento usado pela iniciativa privada em que departamentos, setores e até subsidiárias firmam metas em cima de orçamentos a serem gastos ao longo do ano”, explicou. Ele ainda não tem os dados referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mas adiantou que a Prefeitura de Porto Alegre deve fechar o ano em azul. “A entrada do IPTU (parcela única) é fundamental para que a gente possa planejar o primeiro semestre de 2016″, destacou.

Para o prefeito da Capital, 2016 deve ser ainda mais difícil para os prefeitos brasileiros devido às crises econômica e ético-política. “Pela primeira vez, corruptos e corruptores estão indo para a cadeia. Grandes empreiteiros do país estão na cadeia e isso é positivo”, avaliou.

Sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Fortunati disse que apesar de os prefeitos torcerem para que as investigações sobre corrupção se aprofundem, a maioria acredita que nenhum ato de improbidade atinge, até o momento, a presidente. O prefeito comparou com o processo contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello.  “Eu era deputado federal e havia sinais muito fortes de improbidade do ex-presidente. A reforma da Dinda foi claramente feita por empreiteiros. Foi impressionante o casting da “Operação Uruguai”, quando bilhões de dólares foram desviados e as digitais do ex-presidente estavam impressas”, relatou.

Em relação à Segurança Pública, Fortunati disse que tem reservas quanto à municipalização do serviço. “Acho que quem deve cumprir com esta função, por estar melhor preparada, é a Brigada Militar. Obviamente hoje o efetivo é muito inferior ao desejado, mas não é culpa do atual governo, já está há mais de 20 anos com redução, e isso acaba acarretando presença muito menor de policiamento ostensivo e preventivo”, acrescentou. (Rádio Guaíba/Correio do Povo –  Foto: Paulo Nunes / CP Memória)

Governo defende alta de ICMS e prega que Estado se volte “menos para si e mais para o cidadão”. Nota oficial foi publicada hoje, véspera da votação do texto na Assembleia

Governo defende alta de ICMS e prega que Estado se volte “menos para si e mais para o cidadão”. Nota oficial foi publicada hoje, véspera da votação do texto na Assembleia

Notícias Poder Política

Em uma nota intitulada Comunicado ao Povo Gaúcho, o governo do Rio Grande do Sul defendeu hoje o aumento de ICMS alegando que o Estado vive situação de emergência, decorrente de décadas de desequilíbrio entre receita e despesa, sem conseguir custear ações de saúde, segurança, e educação, assim como o salário dos servidores, os repasses a municípios e o pagamento da dívida com a União. A nota também justifica cortes e a readequação da aposentadoria pública para um modelo sustentável: “Precisamos de um novo Estado: menos voltado para si e mais voltado para o cidadão”, pondera a nota.

O Piratini sustenta já ter adotado medidas de economia imediata, como diminuir secretarias, gastos e cargos de confiança. Salienta, ainda, já ter feito mudanças estruturais, como o regime de Previdência Complementar, aprovado na semana passada pela Assembleia, e deixa claro que o aumento de impostos não tira a competitividade da indústria.

De acordo com o texto, a medida, para evitar um colapso da economia, não atinge a cesta básica, o gás de cozinha, o óleo diesel e a energia elétrica do meio rural e de residências de menor consumo. Além disso, lembra que o projeto equipara as alíquotas de ICMS com as adotadas em outros estados e mantém os índices interestaduais.

No comunicado, o Piratini também defende a lei de responsabilidade estadual, que impede que governos concedam reajustes com vigência prevista para as gestões seguintes sem prever receita para isso. E adverte: “A caminhada de mudança é difícil, complexa e longa, mas inadiável. O ajuste fiscal é apenas o ponto de partida”.

Veja o texto na íntegra:

Comunicado ao povo gaúcho

O Governo do Rio Grande do Sul vive a mais grave crise financeira da história. Comunicar essa realidade é questão de transparência e respeito aos gaúchos.

Faltam recursos para pagar despesas essenciais, como o custeio da saúde, segurança, educação e o salário dos servidores.

Essa situação é resultado de décadas com desequilíbrio entre receita e despesa. Agora chegamos a uma situação de emergência.

A atual gestão adotou medidas de economia imediata, como diminuir secretarias, cargos de confiança, gastos com automóveis, telefones, diárias, passagens, cedências e consultorias.

Também fez mudanças estruturais, como o regime de Previdência Complementar, já aprovado pela Assembleia Legislativa, que valerá para os futuros servidores. É um modelo sustentável, herança importante para as próximas gerações.

Mesmo assim, o problema de curto prazo permanece. Em 2015, faltam R$ 5,4 bilhões para fechar as contas – o que equivale a cerca de cinco folhas de pagamento do funcionalismo público. Esse quadro gerou parcelamento de salários, atraso da dívida com a União e suspensão de repasses a municípios.

É por tudo isso que, com responsabilidade, o Governo do Estado está propondo alteração nas alíquotas do ICMS. É uma medida extrema, mas necessária para evitar o colapso dos serviços públicos.

O novo ICMS não atinge alimentos da cesta básica, gás de cozinha, óleo diesel e energia elétrica do meio rural e de residências com menor consumo. Preserva as famílias mais humildes e o transporte de pessoas e da produção.

Além disso, o projeto não tira competitividade das empresas gaúchas, pois mantém as alíquotas interestaduais. Há uma equiparação com os valores já praticados pelos maiores estados do país.

Outras propostas de reestruturação precisam avançar, em especial a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que proíbe os gestores de comprometerem despesas sem garantir receitas. Isso evitará novas crises no futuro.

A caminhada de mudança é difícil, complexa e longa, mas inadiável. O ajuste fiscal é apenas o ponto de partida.

Precisamos de um novo Estado: menos voltado para si e mais voltado para o cidadão. Só assim teremos um novo ciclo de qualidade de vida e melhoria dos serviços públicos no Rio Grande do Sul.

A hora é de responsabilidade com o presente e o futuro. Precisamos da união e da solidariedade de todos os gaúchos.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL