Repercussão no Senado das novas conversas de Machado foi diferente de quando áudios de Jucá foram divulgados. Maioria procurou minimizar, inclusive senadores do PT

Repercussão no Senado das novas conversas de Machado foi diferente de quando áudios de Jucá foram divulgados. Maioria procurou minimizar, inclusive senadores do PT

Negócios Notícias Poder Política

A sessão marcada para as 14h, quando acontecem os debates, foi cancelada. Oficialmente porque a votação de terça-feira (24) do Congresso, da nova meta fiscal, só terminou de madrugada.

Renan Calheiros não foi para o Senado. Ficou na residência oficial, onde recebeu alguns senadores. Depois, segundo a assessoria, viajou para Alagoas.

Os senadores reagiram às novas gravações, mas foi uma reação bastante diferente da que houve quando os áudios do senador Romero Jucá foram divulgados. A maioria procurou minimizar, até mesmo senadores do PT.

O líder do PMDB disse que Renan já tinha defendido mudanças na lei de delação premiada.

“Aquilo que o presidente Renan fala numa gravação clandestina de uma outra pessoa é que ele já tinha tornado público para a imprensa brasileira qual era o posicionamento dele, do ponto de vista da questão das delações. Absolutamente nada, nada que possa comprometê-lo nessa gravação”, afirmou Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O líder do PT também defendeu Renan.

“Não vejo nenhuma gravidade. Comentar que tem que mudar esta ou aquela lei, eu acho que isso é próprio do parlamentar que está preocupado em solucionar os problemas do país”, disse o senador Paulo Rocha (PT-PA).

O PSDB foi citado nas gravações de Romero Jucá e de Renan Calheiros.  O líder do partido minimizou o que foi dito.

“São meras citações, que são feitas pelo próprio delator, sem nenhuma prova, sem nenhum indício, sem nenhum fato sequer, apenas na tentativa leviana de levar todos para a vala comum”, falou Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Já o líder do PV criticou Renan. Falou em tentativa de interferir na Operação Lava Jato.

“Sem dúvida há gravidade nesses fatos. Mais uma vez revela-se uma tentativa de comprometer a ação de investigadores e julgadores da Operação Lava Jato. Mas o que se revela também é que é uma tentativa que se frustra porque a Operação Lava Jato prossegue de forma ininterrupta e irresistível, e irá até o fim. Os avanços devem ser consagrados e não devemos permitir retrocessos. Me refiro à delação premiada e à prisão com condenação em segunda instância”, declarou Álvaro Dias (PV-PR).

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi enfático. Ao contrário de Renan, diz que não há o que mudar na lei que trata de delação premiada.

“Os quatro grandes atores do sistema jurídico participam. Participa a polícia, participa o Ministério Público como o titular da ação penal, o Judiciário que homologa e o advogado, a defesa participa após a delação ser realizada, mas podendo impugnar se houver denúncia; podendo impugnar formal e materialmente. Não há o que se falar em falhas na delação premiada, porque os quatro grandes atores participam e mais do que isso: só existe delação premiada se o Poder Judiciário homologar a delação premiada. Não acho que haja necessidade de nenhuma alteração legislativa”, afirmou Alexandre de Moraes.

No meio da tarde, a reportagem sobre a gravação de José Sarney. Humberto Costa, do PT, leu a notícia no corredor do Senado, mas não viu nada de grave com o senador Renan ou com o ex-presidente José Sarney.

“Não creio que haja ainda algo que possa ser identificado como tentativa de obstrução da Justiça ou algum tipo de atividade ilegal ou irregular. Agora isso só será possível por um processo de investigação e também pelo conhecimento do teor completo dessa delação”, disse Costa.

O líder da Rede discordou. Randolfe Rodrigues disse que a gravação de José Sarney é muito grave: “É gravíssima, não tenho dúvidas que se processa nessa gravação um atentado à Operação Lava Jato e uma clara obstrução à Justiça”. (JN)

Dilma tem até 1º de junho para apresentar defesa prévia

Dilma tem até 1º de junho para apresentar defesa prévia

Notícias Poder Política
A comissão do Senado que analisa o impeachment da presidente Dilma Rousseff se reuniu nesta quarta-feira (25) pela primeira vez desde que ela foi afastada.

O cronograma foi apresentado pelo relator, senador Antônio Anastasia, do PSDB. Dilma Rousseff tem até 1º de junho, quarta-feira que vem, para apresentar a defesa prévia. Depois serão ouvidas testemunhas, perito e juntadas as provas.

O interrogatório da presidente afastada está previsto para o dia 20. Em seguida, a comissão vai receber as alegações da acusação e da defesa, tudo por escrito. O parecer é lido, discutido e votado. No fim do mês, está prevista a leitura no plenário do Senado.

A discussão e votação do parecer no plenário, sob o comando do presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, seria no início de agosto.

O plano de trabalho não foi votado – ficou para semana que vem. Mas já provocou reclamações:

“É importante, tanto para a defesa quanto para aqueles que acusam, que nós possamos discutir no tempo suficiente para que todos os fatos sejam esclarecidos. E nesse cronograma que aí está eu tenho certeza que não vamos conseguir”, disse o senador Humberto Costa.

O relator disse que as datas não são fixas, podem mudar.

“Nós vamos, ao mesmo tempo sempre, juntamente com o presidente e membros da comissão, garantir a defesa e fazer com que o processo ande”, afirmou Anastasia.

A presidente afastada Dilma Rousseff pode não comparecer ao interrogatório na comissão especial. E indicar um representante.

Só depois dessa votação no plenário do Senado, prevista para o início de agosto, é que o processo de impeachment inicia a fase do julgamento final.  Aí sim seriam necessários 54 votos dos 81 senadores para cassar o mandato de Dilma Rousseff. (JN)

Senado define na terça-feira novo cronograma do processo de impeachment de Dilma

Senado define na terça-feira novo cronograma do processo de impeachment de Dilma

Notícias Poder Política

A segunda etapa do processo contra a presidenta afastada Dilma Rousseff no Senado começa nesta terça-feira (24) com a apresentação do plano de trabalho do relator da Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Até agora, já foi dado prazo de 20 dias, que terminam no dia 31 de maio, para que a presidenta afastada apresente uma nova defesa por escrito. Chamada de pronúncia, é nesta fase que também são juntadas ao processo todas as provas consideradas importantes por acusação e defesa. Pode haver ainda audiência de testemunhas, diligências e debates entre a acusação e a defesa.

A partir daí, um novo relatório será elaborado por Anastasia, votado na comissão e depois no plenário da Casa. Assim como na fase de admissibilidade, de novo, em ambas as votações (na comissão e no plenário), será exigida maioria simples, ou seja, metade mais um dos senadores presentes a sessão. Se aprovado o relatório no plenário, após 48 horas, será marcado o último julgamento que pode tirar definitivamente a presidenta Dilma do cargo.

A Comissão Especial do Impeachment continua a ser presidida pelo senador Raimundo Lira (PMDB-PB), mas caberá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, atuar como presidente dos dois julgamentos que ainda podem ocorrer no plenário do Senado sobre o caso. Lewandowski também dará a palavra final sobre questões de ordem apresentadas na comissão, mas que forem objeto de recurso no plenário da Casa.

Brasília - Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, em sessão para julgar liminar de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, disse que vai funcionar como órgão recursal no processo de impeachment de Dilma Rousseff. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 

Lewandowski já tem uma sala de apoio para trabalhar na 1º vice-presidência do Senado, porém deve continuar despachando do Supremo. Ao assumir essa função no Senado, em 12 de maio, mesmo dia em que o plenário da Casa aceitou a admissibilidade do processo que resultou no afastamento temporário de Dilma, o ministro afirmou que os juízes são os senadores e que ele atuará como um órgão recursal. O presidente do STF disse ainda que os procedimentos a serem seguidos são baseados no processo de impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992.

Dólar em queda fecha a R$ 3,44; bolsa cai 0,58%

Dólar em queda fecha a R$ 3,44; bolsa cai 0,58%

Economia Negócios Notícias Poder Política

O dólar fechou em baixa hoje, com o mercado atento à sessão no Senado Federal que decide sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 3,44 na venda, com queda de 0,6% em relação ao último pregão.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa), operou em alta parte do dia, mas entrou em terreno negativo a partir das 14h. O indicador encerrou o pregão com queda de 0,58%, aos 52.764 pontos.

Além do desenlace da sessão no Senado, que ainda está em curso, o investidor da bolsa acompanhou os mercados internacionais, que operaram em queda nesta quarta-feira. (Agência Brasil)

Governistas e oposição divergem sobre como serão os próximos 180 dias no país

Governistas e oposição divergem sobre como serão os próximos 180 dias no país

Notícias Poder Política

A expectativa que governistas e oposicionistas têm para os próximos 180 dias divergem, caso se confirme a admissilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado Federal. Para os senadores ligados ao governo, será um período de instabilidade, em função da “ilegitimidade” de um eventual governo Temer que, segundo eles, colocaria em risco não só direitos dos trabalhadores, mas também as riquezas que o país poderia obter com o pré-sal.  Já os oposicionistas acreditam que serão dias melhores: um período de transição em que propostas discussões significativas ajudarão o Brasil a crescer, se desenvolver e criar mais empregos.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) prevê dias de instabilidade, caso Michel Temer assuma interinamente o governo do país. Lindbergh, no entanto, garante que os governistas “batalharão até o final”, mesmo após a admissibilidade ser aprovada. “Acho que um eventual governo Temer vai, inclusive, nos ajudar [politicamente], porque será um governo frágil, de crise, e com um presidente sem legitimidade, que vai tomar medidas que aumentarão a crise econômica, além de destruir o legado de Lula e de Getúlio Vargas”, disse, ao chegar para a sessão. Segundo o senador, os próximos 180 dias serão um “período de muita instabilidade, porque Temer virá com várias medidas para retirar direitos dos trabalhadores”. Diante disso, acrescentou, “as ruas virão com tudo, pedindo a saída dele, para preservar as conquistas”.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) diz que o futuro imediato do país será ruim, porque será decidido por um “tribunal de exceção, nascido da sede nacional do PSDB, um partido político que perdeu as eleições e que, pela peça do processo, pagou R$ 45 mil para desestabilizar o país”. Para ela, há a possibilidade de, nos primeiros meses, um eventual governo Temer “até fazer alguma demagogia para não perder completamente o apoio”. Mas isso, segundo ela, terá vida curta, e o prognóstico é, portanto, muito ruim.

“O que está em curso não é um impeachment, mas um golpe para mudar o projeto político e econômico da nação. Esse projeto é de conhecimento público e está escrito com todas as letras no programa Ponte para o Futuro do PMDB que, já temendo uma grande oposição de trabalhadores e trabalhadoras, vem negando essa base de programa apresentada”, afirmou a senadora à Agência Brasil. Segundo ela, os partidos que estão ao lado do PMDB também defendem as mesmas coisas. “São forças políticas brasileiras que entendem que manter política de valorização do salário-mínimo, mesmo em momento de crise econômica, é inflacionário, e deveria acabar. Aqueles que acham que mulheres se aposentarem cinco anos antes dos homens, um dos poucos reconhecimentos que conquistamos perante a sociedade, pela tripla jornada de trabalho que exercemos sem remuneração, eles acham que é oneroso para o Estado brasileiro e para o setor produtivo. Vão querer entregar o pré-sal em um momento de baixa de preço e vão querer retirar direito dos trabalhadores.”

Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) diz que o país entrará em um período de “salvação nacional”, caso se confirme o novo governo. Ele aponta como uma de suas grandes preocupações para os próximos 180 dias a oposição que será feita pelo PT. “Por um lado teremos o PT, que é o grande responsável por essa crise, tentando aprofundar ainda mais a crise. Ele voltará a ser o velho PT de antigamente, da política de terra arrasada e do quanto pior melhor, para que eles, nesse ambiente de caos econômico, possam sobreviver politicamente. Do outro lado estaremos nós, os brasileiros desatrelados aos partidos políticos e desvinculados a qualquer governo, que querem o Brasil crescendo novamente e se desenvolvendo”, afirmou Cunha Lima.

Em relação a um eventual governo Temer, o senador paraibano diz esperar que o futuro presidente tenha a sensibilidade de compreender a mensagem que veio das ruas. “O que a população brasileira deseja nesse instante é uma mudança real. Uma transformação efetiva da forma de fazer política e da maneira de construir a coalizão partidária, para que acabe o balcão de negócio e o toma lá dá cá. Quer que mudanças estruturantes sejam feitas para a diminuição da máquina pública, e que ações sejam desenvolvidas para melhorar a produtividade e a competitividade da nossa economia, para que assim tenhamos novamente investimentos, desenvolvimento e emprego”.

O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse à Agência Brasil esperar que “os próximos 180 dias sejam melhores do que os últimos 180 dias”. Em relação ao governo Temer, Aécio afirmou que caberá a ele o papel de ser um governo de transição. “Não pode ser visto como governo de um partido político, mas de coalizão em torno da qual deveremos nos esforçar para votar um conjunto de propostas, uma agenda corajosa e audaciosa de reformas estruturantes que permitam o resgate da credibilidade do país”, disse o senador tucano.

Para Aécio, o governo Dilma foi responsável por sucessivos erros de gestão pública. “Hoje é o dia em que o Brasil tem possibilidade de se reencontrar com seu próprio futuro. O mais grave é que o governo do PT retirou dos brasileiros a capacidade de sonhar com um futuro melhor. É um dia histórico, porque o Congresso não vai apenas dizer não à Dilma ou ao governo do PT, mas de dizer sim à democracia e a um novo futuro dos brasileiros.”

“O PSDB apoiou o impeachment por responsabilidade para com o Brasil. Não somos beneficiários do impeachment. Não indicaremos nomes para o governo, mas o presidente Michel Temer poderá buscar, onde achar mais adequado, inclusive no PSDB, os melhores quadros para fazer um governo à altura das expectativas do país. Tem de ser um governo qualificado e enxuto, para dar eficiência à máquina pública”, acrescentou.

Presidente da comissão que aprovou o parecer favorável à admissibilidade da denúncia contra Dilma, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) disse estar bastante otimista com o futuro do país. “Acho que vai melhorar, porque a economia vive de expectativas, e o novo governo vai trazer uma expectativa positiva. Aí, a crise política tende a amenizar, a ficar menor e com perspectiva de ser solucionada”, disse à Agência Brasil. “Não tenho nenhuma preocupação, porque tivemos toda essa experiência de um processo de crise política intensa, com uma crise econômica intensa e, mesmo assim, com todas as instituições funcionando perfeitamente”, acrescentou.

Outro senador que se disse otimista foi Ronaldo Caiado (DEM-GO). “Eu sou otimista. Acredito que neste momento o sentimento da sociedade é de dar apoio a um novo governo que chega com a pauta que foi produzida pelas ruas, porque os partidos foram caudatários de uma decisão que foi da sociedade brasileira, e como tal ele está alicerçado para fazer as mudanças que precisam ser feitas.” (Agência Brasil)

Senado cassa mandato de Delcídio do Amaral

Senado cassa mandato de Delcídio do Amaral

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O plenário Senado decidiu hoje (10), por 74 votos favoráveis, uma abstenção e nenhum voto contrário, cassar o mandato do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). A votação aberta foi feita por meio de painel eletrônico. A  abstenção foi da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE). Com a perda do mandato de Delcídio, o suplente do senador, Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), será convocado para assumir a vaga. Ele terá até 30 dias para assumir a cadeira de Delcídio.

Delcídio teve o pedido de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar aprovado após um longo processo iniciado logo depois do senador ter sido preso, em novembro do ano passado, por obstrução da Justiça. O senador foi flagrado em conversa com o filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, oferecendo propina e um plano de fuga para que Cerveró não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público no âmbito da Operação Lava Jato.

Para que o parlamentar perdesse o mandato eram necessários os votos favoráveis da maioria absoluta dos 81 senadores, ou seja, 41 votos.

Ausente na votação

Delcídio do Amaral não compareceu à sessão que julgou a cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar por obstrução à Justiça. Por causa disso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) suspendeu a sessão por cinco minutos para designar um defensor dativo. O servidor do Senado Danilo Aguiar, diretor da Consultoria Legislativa do Senado Federal, foi definido como defensor de Delcídio.

Antes da nomeação do defensor, os senadores se revezaram na tribuna para pedir a perda de mandato de Delcídio. Integrante do partido que representou contra Delcídio no Conselho de Ética, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que o momento é de constragimento para o Senado. “Este não é o primeiro caso que membros desta Casa que são presos, mas o caso do senador Delcídio é um dos poucos casos de prisão de um parlamentar por tentativa de obstrução da Justiça e não há dúvida de que isso constrangeu o Senado”, disse.

O relator do processo contra Delcídio no Conselho de Ética e Decoro parlamentar, Telmário Mota (PDT-RR), ao se dirigir ao plenário, disse que o mandato de Delcidio deveria ser cassado pelo senador não possuir condições morais e éticas de permanecer na Casa. “Trata-se da última instância de preservar a própria imagem da democracia representativa”.

Cerceamento de defesa

Durante o processo, a defesa de Delcídio pediu a nulidade do procedimento alegando cerceamento de defesa. “O processo tramitou enquanto ele [Delcídio] se encontrava em licença médica”, diz documento da defesa. A defesa também argumentou que o pedido de cassação estaria embasado numa gravação obtida de maneira irregular.

O relator do processo na Comissão de Constituição e Justiça, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) rebateu as acusações . “Não observamos qualquer tipo de violação a ampla defesa e ao contraditório. Por isso o relatório foi aprovado por unanimidade pela comissão. A meu juízo e da comissão esse processo deve proseguir em razão das conclusões a que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar chegou”, disse.

Votação do impeachment

Brasília - Presidente do Senado, Renan Calheiros, na sessão para votar parecer do Conselho de Ética que pede a cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Renan Calheiros apresentou para os senadores os procedimentos da sessão para votar o parecer da Comissão Especial do Impeachment. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 

Antes de anunciar o resultado, Renan apresentou para os senadores os procedimentos da sessão para votar o parecer da comissão especial constituída para avaliar o afastamento da presidenta Dilma Rousseff por susposto crime de responsabilidade, marcada para amanhã (11).

Segundo Renan, a sessão marcada para iniciar às 9 h começa com as falas dos senadores inscritos por ordem de inscrição. “A palavra será distribuida por 15 minutos por cada orador. Temos que assegurar o tempo regimental de cada senador”, disse.

Os trabalhos serão suspensos em dois momentos, ao meio-dia e depois às 19h para que os senadores possam se alimentar ou fazer outras tarefas. “Guardamos os dois intervalos para preservar esse bloco [de senadores] que já passa dos 60 anos”, brincou Renan.

Até o início da noite desta terça-feira havia mais de 50 oradores inscritos. Antes de encerrar a discussão da sessão de amanhã, o plenário terá as falas do relator do processo na Comissão Especial do Impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), e do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

Não haverá orientação de bancada e nem a participação dos autores do pedido. “A votação será feita pelo processo eletrônico de votação”, disse Renan. (Agência Brasil)

Orla Poa: Autorizado em Comissão do Senado empréstimo externo de US$ 92 milhões para a Capital. Sessão aprovou, também, urgência para que projeto seja votado em plenário

Orla Poa: Autorizado em Comissão do Senado empréstimo externo de US$ 92 milhões para a Capital. Sessão aprovou, também, urgência para que projeto seja votado em plenário

Cidade Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura Turismo

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou por unanimidade, hoje, mensagem da Presidência da República autorizando uma operação de crédito externo, no valor de US$ 92 milhões, entre o Município de Porto Alegre e a Corporação Andina de Fomento (CAF). Os recursos vão financiar o Programa Orla POA, além de obras de asfaltamento na cidade e investimentos de

Porto Alegre, RS - 15/04/2016 Visita à fase 1 das obras de revitalização da Orla do Guaíba Foto: Joel Vargas/PMPA
Fase 1 das obras de revitalização da Orla do Guaíba. Foto: Joel Vargas/PMPA

modernização da Companhia de Processamento de Dados do Município (Procempa).

A situação fiscal equilibrada de Porto Alegre, motivo de elogios de senadores, garantiu a aprovação do relatório, que recomenda aos senadores que avalizem o financiamento. Na mesma sessão, a Comissão aprovou, por unanimidade, o requerimento de urgência para que o projeto seja votado em plenário. (Rádio Guaíba)

Confira como vai ser a votação do impeachment no Senado nesta quarta

Confira como vai ser a votação do impeachment no Senado nesta quarta

Notícias Poder Política

A análise da admissibilidade do processo de impeachment movido contra a presidente da República, Dilma Rousseff, está prevista para esta quarta-feira. A data foi mantida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, nessa segunda-feira.

Segundo Renan, um encontro com os líderes partidários deve definir o tempo de duração das intervenções. O presidente da Casa, no entanto, já adiantou parte do rito da sessão.

Abertura e duração

Cada senador vai ter 10 minutos para discutir e mais cinco minutos para encaminhar o voto. “O ideal é que cheguemos a um meio termo, tudo acertado com os líderes dos dois lados”, destacou Renan. A expectativa é que pelo menos 60 senadores falem, o que soma 10 horas de sessão.

Senadores inscritos

As inscrições para a sessão desta quarta-feira serão abertas a partir das 15h desta terça-feira, em dois livros – um para os parlamentares a favor da admissibilidade do processo e outro para os que são contra.

Horário e intervalos

A sessão vai se iniciar às 9h, com uma interrupção às 12h, retorno das 13h às 18h, mais uma pausa, com retomada às 19h. A votação deve ser realizada via painel eletrônico. É possível votar sim, não ou abstenção.

O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), só vota em caso de empate.

Se for aprovado o relatório da comissão, o processo é oficialmente instaurado e a presidente Dilma Rousseff afastada por 180 dias. Em caso contrário, o processo é arquivado e Dilma segue à frente do Executivo. (Agência Brasil)

Renan Calheiros vai dar continuidade ao processo de Impeachment de Dilma. Acompanhe AO VIVO a sessão do Senado

Mundo Notícias Poder Política

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está convencido de que a decisão do presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a sessão que autorizou a continuação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, é “ilegal” e “intempestiva”. A informação é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que afirmou, ao deixar a residencia oficial do Senado, que Renan promoverá, às 16h, a leitura em plenário do parecer do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), favorável à admissibilidade do impedimento da presidenta da República.

“A tendência da decisão dele é nesse sentido. Ouve um apelo dos senadores do PT e do PCdoB, mas o presidente reafirmou estar convencido de que a decisão de Waldir Maranhão foi ilegal e intempestiva”. Raldofe disse ainda que, durante a reunião de líderes, alguns senadores sugeriram que Renan aguardasse um posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). “Entretanto, ele acha que não devemos judicializar ainda mais essa questão. Está na hora de ação política e de tomar uma decisão, “acrescentou o senador do Amapá.

Antes de anunciar sua decisão aos líderes, Renan se reuniu, na residência oficial com lideranças do PT, do PCdoB e da oposição para discutir a decisão do presidente da Câmara.

A leitura do parecer no plenário da da Casa está confimada para as 16h de hoje (9) e abrirá prazo de 48 horas para a sessão de votação do nreçlatório. Se ele for aprovado, a presidenta será imediatamente afastada do cargo. (Agência Brasil)

Semana no Senado terá votações de impeachment e da cassação de Delcídio. CPI que investiga denúncias contra CBF deve concluir trabalhos

Semana no Senado terá votações de impeachment e da cassação de Delcídio. CPI que investiga denúncias contra CBF deve concluir trabalhos

Notícias Poder Política

A semana começará cheia no Senado, com votações importantes sobre duas cassações de mandato. Os senadores se debruçarão sobre a análise da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff – que, se for aceita, implicará no afastamento imediato dela do cargo – e da cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (Sem Partido-MS). Além disso, os membros da comissão parlamentar de inquérito que investiga denúncias contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) devem concluir os trabalhos, com a votação do relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Diante da aprovação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) na Comissão Especial do Impeachment, na última sexta-feira, a previsão é que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faça a leitura do resultado ao plenário nesta segunda-feira. Com isso, começará a contar o prazo de 48 horas para que a votação do parecer pela admissibilidade do processo seja marcada no plenário.

Assim, a sessão para discussão do parecer começará na próxima quarta-feira, mas a previsão é que a votação só ocorra na quinta-feira porque, se os senadores quiserem, o presidente poderá suspender a sessão na quarta-feira à noite e retomá-la no dia seguinte pela manhã. O tempo estimado apenas para a fase de discursos dos senadores é de 20 horas, mas o plenário ainda deve discutir questões de ordem que serão apresentadas pela base governista e o encaminhamento dos líderes. A previsão é que a votação ocorra pelo painel eletrônico, sem a chamada nominal que houve na votação da Câmara.

Delcídio

Antes da votação da admissibilidade do impeachment, no entanto, os senadores deverão se debruçar sobre outra questão relevante logo no início da semana: a cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral. Na segunda-feira a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deverá aprovar o parecer do Conselho de Ética da Casa que recomenda a perda do mandato por quebra de decoro parlamentar, atestando a constitucionalidade do processo.

Com isso, o plenário poderá votar, na terça-feira, se cassa o senador, que foi flagrado em conversa com o filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, oferecendo propina e um plano de fuga para que Cerveró não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público no âmbito da Operação Lava Jato. O próprio Delcídio, posteriormente, firmou esse tipo de acordo, no qual disse que a tentativa de atrapalhar as investigações foi feita a pedido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff.

CBF

Senado terá ainda que votar o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito do Futebol. A previsão inicial é que o relatório seja votado na terça-feira, logo após ser lido aos membros da CPI. Diante do anúncio feito pelo presidente da comissão, Romário (PSB-RJ), de que apresentaria um voto em separado para ser também analisado, a votação pode ser adiada para vistas. (Agência Brasil)