SIMERS apela que TCE não aprove contas do governador nesta quarta. Segundo Sindicato Médico Sartori deixou de aplicar quase R$ 1 bilhão no SUS em 2016

SIMERS apela que TCE não aprove contas do governador nesta quarta. Segundo Sindicato Médico Sartori deixou de aplicar quase R$ 1 bilhão no SUS em 2016

Agenda Destaque Poder Política Saúde

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, deixou de aplicar quase R$ 1 bilhão na saúde da população gaúcha em 2016. Com isso, alerta o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), o governo estadual descumpriu a lei que determina o investimento de 12% das receitas no SUS, previsto em lei federal de 2012 e que define o mínimo a ser aplicado pelos estados. O Governo Sartori, adverte ainda o sindicato médico, lançou como gastos em assistência a servidores, aposentadorias e pensões e em outros órgãos da administração para dizer que ultrapassou os 12%. (ver detalhes no final do texto)

O SIMERS faz um apelo público, nesta terça-feira (24), para que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) não aprove as contas do ano passado de Sartori. Julgamento do relatório de prestação de contas será nesta quarta-feira (25), a partir das 10h30min, na sede do órgão em Porto Alegre. O TCE aprovou as contas de 2015 que também traziam a ilegalidade, e fez ressalvas indicando que não poderiam se repetir situações como estas dos gastos de saúde em áreas indevidas.

Os dados do Sindicato são baseados no relatório do Ministério Público de Contas (MPC-RS), que subsidia a apreciação dos conselheiros. “A Lei 141/2012 é clara sobre o que são Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), e pensões, aposentadorias, IPE-Saúde e gastos em outras áreas que não dá saúde, não são! Os conselheiros têm o dever moral de não aprovar a prestação de contas do governo” , apela o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes.

Na prestação de contas, o Estado diz que chegou a 12,12% de aplicação em saúde, mas o percentual correto é 8,97%. Portanto, em vez de ter gasto R$ 3,5 bilhões – como alega na prestação de contas, o governo gastou R$ 2,6 bilhões. A diferença entre 8,97% e os 12,12% (gastos contabilizados indevidamente pelo Governo) é de R$ 922,8 milhões.

“Este dinheiro é o que faz falta a hospitais, prefeituras e toda a rede e que explica por que temos uma situação cada vez mais precária na saúde”, reforça Argollo. “Os conselheiros não podem se calar, sob pena de serem coniventes com o sofrimento de milhares de gaúchos penalizados pela falta de atendimento médico.” Em março deste ano, Argollo se reuniu com o presidente do TCE, Marco Peixoto, e solicitou que o órgão recusasse as contas se incluíssem valores indevidos. Em 2015,o Estado disse que gastou 12,2% da RLIT no SUS, mas na realidade foram 8,84%. A diferença foi de R$ 900 milhões, O Estado gastou R$ 3,2 bilhões (12,2%), mas foram R$ 2,3 bilhões (8,84%) em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).

O que está no parecer do MPC-RS:

– O governo Sartori aplicou 8,97% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2016 Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).

– Na prestação de contas, o governo alega que aplicou 12,12%, mas neste percentual são lançados gastos vetados pela Lei Complementar 141/2012 (que regulamentou a aplicação de 12% em ASPS pelos estados).

– O governo do Estado incluiu gastos com assistência à saúde dos servidores públicos do RS (IPE-Saúde), aposentadorias/encargos sobre a folha de pensionistas e inativos e despesas em outros órgãos que não a Secretaria Estadual da Saúde.

– Os valores: o Estado aplicou, na verdade, R$ 2,616 bilhões (8,97%) em ASPS e não os R$ 3,538 bilhões, como diz ao alegar gasto de 12,12% da RLIT no SUS.

– A diferença entre 8,97% e os 12,12% é de R$ 922,8 milhões.

– O MPC-RS afirma que são despesas “consideradas controversas, em razão de carência de amparo de medida legal que viabilize o cômputo desses valores.

> Sobre 2015: a mesma situação se repete:

– MP de Contas apontou que não houve aplicação legal.

– O SIMERS apontou a MAQUIAGEM dos gastos e pediu, em agenda em março deste ano, com presidência do TCE, que não aceitasse que a mesma situação fosse apresentada na prestação de contas do Governo Sartori.

– Estado diz que gastou, em 2015, 12,2% da RLIT no SUS, mas na realidade foram 8,84%.

– A diferença foi de R$ 900 milhões: RS gastou R$ 3,2 bilhões (12,2%), mas foram R$ 2,3 bilhões (8,84%).

SIMERS alerta: irregularidades ameaçam atendimento nas UPAs Niterói e Guajuviras, em Canoas

Falta de materiais, medicamentos e segurança ameaçam o atendimento médico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Niterói e Guajuviras, em Canoas. O SIMERS comunicou a situação ao Conselho Federal de Medicina (Cremers) e ao responsável pelas escalas médicas dos estabelecimentos. A entidade reivindicou providências urgentes quanto as irregularidades.

Conforme os profissionais dos locais, há diversos registros de invasão nas UPAS e ameaças de agressão física aos trabalhadores nos últimos 10 dias. Além disso, os médicos estão sem receber suas remunerações desde julho.

Saúde: HPS e UPA de Canoas estão sem exames médicos e medicamento

Saúde: HPS e UPA de Canoas estão sem exames médicos e medicamento

Direito Notícias Saúde

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) constatou, nesta quinta-feira (29/06), a falta de medicamento e exames em Canoas, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava. Além disso, alguns médicos estão sem receber os honorários há três meses nas unidades administradas pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP).

O descaso com a saúde da comunidade de Canoas volta a preocupar o SIMERS. Por falta de reagentes, os médicos da UPA Caçapava estão incapacitados de realizar exames fundamentais, como hemograma (exame de sangue), de avaliação da função renal (creatinina), PCR (proteína C reativa e magnésio plasmático), inviabilizando o diagnóstico em um pronto atendimento. Outra queixa dos profissionais é relativa à demora nos resultados dos exames, que levam 12 horas para serem entregues, o que prejudica a avaliação e o tratamento de pacientes com quadro grave. No HPS de Canoas, que é referência para mais de 130 municípios, não há Heparina, medicação essencial no atendimento de urgência e emergência, e nem são feitos exames de proteína C reativa e hemocultura.

O GAMP impõe como condição para a contratação dos médicos que os serviços sejam prestados exclusivamente por meio de Pessoa Jurídica. No entanto, os profissionais contratados nessa modalidade estão com três meses de atraso nos honorários. “É uma manobra do atual gestor para burlar a legislação trabalhista e o fisco, além de não honrar com o pagamento prometido aos profissionais”, destaca a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, complementando que a falta de condições de trabalho nas unidades resulta em aumento dos pedidos de demissão dos médicos celetistas. Ciente da situação, o Sindicato Médico tem denunciado aos órgãos competentes, desde que o GAMP assumiu, em dezembro de 2016, a precariedade da saúde existente em Canoas.

“Queremos cobrar do gestor público municipal, que é o responsável pela situação, assim como denunciar à população a situação de risco existente para o exercício da medicina na cidade. Essa realidade está se tornando cada vez mais grave e pode levar a piora dos índices de saúde da população, assim como colocar em risco a vida dos munícipes de Canoas”, alerta Maria Rita.

Saúde: SIMERS divulga dossiê sobre descaso com a saúde de Canoas

Saúde: SIMERS divulga dossiê sobre descaso com a saúde de Canoas

Agenda Destaque Saúde

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) exige que a prefeitura de Canoas tome atitude em relação aos problemas na administração do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP), que desde dezembro passado, está à frente da gestão do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), Hospital Universitário (HU), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Caçapava e Rio Branco e Centros de Atendimento Psicossocial (CAPs) Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos. A gravidade do cenário é uma preocupação do Sindicato, que tem acompanhado e denunciado para os órgãos competentes. O registro de ações e ocorrências feitas pelo SIMERS está registrado em dossiê produzido pela entidade.

Desde que assumiu a gerência dos estabelecimentos, em dezembro do ano passado, o GAMP falha com pagamentos de funcionários, com a manutenção e reposição de materiais, insumos e medicamentos, bem como promove a precarização nas contratações de médicos. Para piorar a situação, a prefeitura municipal, responsável pela contratação e fiscalização do atual gestor, não toma as providências necessárias para garantir a assistência da comunidade canoense e de outras cidades que utilizam os serviços prestados pelo GAMP.

O descaso com a situação é alarmante. No HPSC, que é referência para mais de 130 municípios, é precário o abastecimento de medicamentos básicos, antibióticos e analgésicos, que faltam em certos períodos, o que coloca em risco a vida dos pacientes. Tal desassistência resultou em ocorrência policial, feita pelo SIMERS, após vistoria. O caos no atendimento também faz parte do cotidiano dos profissionais e pacientes atendidos nas demais unidades de saúde administradas pelo grupo.

Com base em denúncias feitas pelo SIMERS, a promotoria da Infância e Juventude de Canoas ingressou, nesta sexta-feira (28/04), com ação civil pública na Justiça contra a prefeitura de Canoas, em função da desassistência existente no HSPC e HU. A medida, que tramita em segredo de justiça, visa, em caráter de urgência, que os gestores assegurem condições para o atendimento à população.

 

CONFIRA O DOSSIÊ

Justiça fixa multa diária de R$ 20 mil ao Gamp, gestor hospitalar em Canoas

Justiça fixa multa diária de R$ 20 mil ao Gamp, gestor hospitalar em Canoas

Destaque Saúde

O juiz Cesar Pritsch da 3ª Vara do Trabalho de Canoas determinou nesta sexta-feira (17) que o Grupo de Apoio à Medicina e à Saúde Pública (Gamp), gestor dos hospitais de Pronto Socorro, Universitário, além de Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) e dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) forneça o informe de rendimentos relativo ao mês de dezembro de 2016 e 13º salário a todos os empregados. Se a medida não for cumprida, será aplicada pena de multa diária de R$ 20 mil, limitada ao dia 31 de março, quando ocorrerá nova audiência de conciliação entre as partes envolvidas. A ação contra o Gamp e o município de Canoas foi ajuizada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e teve audiência de conciliação nesta sexta feira (17).

Apesar do gestor afirmar que pagou integralmente os salários, o SIMERS tem informação de que alguns médicos receberam apenas 25% dos pagamentos. Ao todo, quase 2.500 funcionários foram afetados pelos atrasos nos pagamentos. A entidade médica monitora e atua intensamente para que os médicos tenham seus direitos trabalhistas assegurados. O SIMERS acompanha a mudança que ocorre em Canoas desde a saída do Mãe de Deus da administração dos hospitais e demais unidades de saúde. Após habilitação, pela prefeitura de Canoas, o Gamp assumiu a gestão das unidades em 1º de dezembro de 2016.

Porto Alegre: Caminhada marca segundo dia da greve dos trabalhadores em hospitais da Capital

Porto Alegre: Caminhada marca segundo dia da greve dos trabalhadores em hospitais da Capital

Notícias prefeitura Saúde

Caminhada dos médicos e demais trabalhadores de hospitais em Porto Alegre está prevista para o fim da manhã desta quinta-feira (10) dentro do segundo dia da greve do setor. As categorias, que lutam por reposição da inflação de 12 meses e melhores condições de trabalho e pressionam o Sindicato dos Hospitais e Clínicas (Sindihospa), saem às 11h30min da frente do Hospital Conceição (avenida Francisco Trein, 596) e rumam para o Cristo Redentor, próximo à avenida Assis Brasil.

Nesta sexta-feira (11), haverá assembleia geral para avaliar o rumo do movimento e a proposta de trégua até dia 18, pois o Sindihospa prometeu no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) apresentar nova proposta. Até agora a oferta é de 5% de reajuste, pouco mais que metade da reposição das perdas.

Os profissionais da saúde seguem mobilizados neste segundo dia de paralisações. No Conceição, eles se concentram desde o início da manhã. Para a vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Maria Rita de Assis Brasil, o movimento está forte e muito significativo.

“Nós já perdemos ao redor de 10% todos os meses da nossa remuneração. Eu tenho dito que essa é a conta do que nós estamos fazendo aqui. Fazer uma paralisação na área da saúde é sempre muito difícil. Mas é sagrado o nosso salário, é sagrado o significado da nossa remuneração mensal”, destaca Maria Rita.

Ela lembra ainda que, enquanto os hospitais ligados ao Sindicato de Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa) seguem ampliando suas estruturas com obras milionárias, o trabalhador segue desvalorizado e não recebe nem ao menos o reajuste inflacionário.

Websérie gaúcha “Nascidos para Medicina” retrata vida real dos médicos

Websérie gaúcha “Nascidos para Medicina” retrata vida real dos médicos

Comunicação Cultura Destaque Notícias Tecnologia Vídeo

As conquistas e os dilemas vividos pelos médicos no seu dia a dia serão retratados na websérie “Nascidos para Medicina”, uma produção do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). Com lançamento nesta terça-feira, dia 18, Dia do Médico, a produção de estreia terá cinco episódios que retratam a vida real de médicos emergencistas e sua rotina para driblar problemas em seu cotidiano, como insegurança nas unidades de saúde, estrutura precária, dilemas médicos, sobrecarga de trabalho e carreira médica. Para conferir, basta acessar www.nascidosparamedicina.com. Com a websérie, o Simers cria uma plataforma interativa para que o médico confira e compartilhe momentos de sua rotina na profissão. Nessa primeira série, os episódios têm duração entre 5 e 10 minutos e são estrelados por Lucila Clemente, como dra. Julia, Rodolfo Ruscheinsky ( dr. Marco), João França (dr. Hermes) e Nadya Mendes, como a enfermeira Juçara. As cenas foram gravadas no Hospital Parque Belém, em Porto Alegre.

No primeiro episódio, a discussão sobre a insegurança nas unidades é tratada pela rotina da dra. Julia. Entre tiros e desespero das pessoas da unidade, a médica precisa enfrentar o medo para continuar atendendo os pacientes. Uma mulher baleada nos braços do marido é o desafio da médica. A cena é o retrato fiel da realidade vivida pela categoria, que enfrenta a falta de segurança como uma das maiores carências nos serviços de atendimento de saúde, instalando medo e risco real de morte dos profissionais e população.

A estrutura precária é o drama enfrentado no segundo episódio pelo doutor Marco, médico residente que inicia sua trajetória profissional, após chegar de bicicleta no hospital. A paciente é Gisele, vítima de violência doméstica. O episódio revela como os profissionais driblam a carência de equipamentos essenciais para a realização de procedimentos, como falta de aparelho de ultrassom, realidade enfrentada diariamente por médicos do Sistema único de Saúde (SUS) no País.

Nos demais episódios, pode-se conferir histórias da vida real que envolvem outros dilemas médicos, como a morte de um paciente e a doação de órgãos, a sobrecarga de trabalho e o conflito entre carreira médica e vida pessoal. Dentro dessa problemática, pode-se conferir a maneira como a doutora Julia encontra para driblar a ansiedade proveniente da gravidez não planejada, que coloca em xeque a rotina dos longos plantões e sua dedicação pela medicina, drama enfrentado por muitas jovens médicas.

Ficha técnica:

Nascidos para Medicina:

Elenco Principal:

Lucila Clemente – dra. Julia

Rodolfo Ruscheinsky – dr. Marco

João França – dr. Hermes

Nadya Mendes – enfermeira Juçara

Roteiro – Camila Gonzatto

Direção geral – Lisiane Cohen

Produção Executiva – Flavia Krieger

Realização – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS)

SIMERS: “SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”

SIMERS: “SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”

Destaque Educação Poder Política Saúde

A notícia de que mais quatro faculdades de Medicina, todas privadas, serão abertas no Rio Grande do Sul virou comemoração para alguns e fonte de alerta para entidades como o Sindicato Médico do RS (SIMERS). “O SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”, adverte o presidente da entidade, Paulo de Argollo Mendes.O Estado soma 16 faculdades, que ofertam por ano 1,4 mil vagas. “Com as quatro novas escolas e as outras seis abertas desde 2010, dobraremos o número e continuaremos com problemas de falta de médico e de estrutura para atender a população”, afirmou Argollo. Além disso, a formação prevista em novos currículos tem menor carga horária e menos conteúdos que os cursos como o da Ufrgs, que soma mais de 10,6 mil horas-aula, enquanto os novos tem pouco mais de 7 mil horas-aula para a diplomação.

O anúncio feito nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Educação segue plano de abrir 39 faculdades no Brasil. O Rio Grande do Sul terá cursos em Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo, somando 230 novas vagas. Um dos gargalos é a ausência de uma carriera médica que incentive os profissionais a atuarem em pequenas localidades. O SIMERS já entregou ao atual ministro da Saúde proposta de criar a carreira.

O País é o segundo em escolas de medicina no mundo (271), tendo mais de 400 mil médicos em atividade, ficando atrás somente da Índia (381). No Rio Grande do Sul são quase 27.800 profissionais em atividade. “Existe apenas um país no planeta, a Índia, que tem mais faculdades de Medicina que nós. Porto Alegre tem quatro vezes mais médicos do que a Inglaterra. O Japão não tem nem um quinto do número de faculdades do Brasil, mas uma saúde de primeira. Ou seja, não faltam profissionais.

SIMERS conquista prêmio Top Cidadania 2016

SIMERS conquista prêmio Top Cidadania 2016

Destaque Saúde

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) é um dos vencedores do Prêmio Top Cidadania 2016 da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), na Categoria Organização, com o case “RS Contra Aedes”. Realizada em parceria com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, a campanha desenvolveu ações de conscientização para o combate ao zika vírus e a epidemia de microcefalia no Estado. A solenidade de entrega da premiação será na próxima terça-feira (27), às 20h, no Grêmio Náutico União, na Capital.

Lançada em dezembro de 2015 e desenvolvida nas principais cidades gaúchas, a iniciativa exigiu a montagem de Plano Estratégico e Tático, em frentes múltiplas de ação. Entre elas, uma sequência de ações corpo-a-corpo informativas, motivacionais e de transformação social, realizadas junto à população para combate ao contágio do Zika Vírus, considerado um dos vírus mais nocivos à saúde presentes no Brasil nos últimos anos. “O SIMERS tem compromisso com a categoria médica, porque ao dar melhores condições de trabalho, garante um melhor atendimento à população e assegura a todos o direito à saúde de qualidade”, salienta o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes.

Durante o período, foram distribuídos 3,5 milhões de flyers informativos em 46 municípios do Estado, além da veiculação de campanha de conscientização na mídia. Em Porto Alegre, 141 postos da rede municipal de saúde receberam os materiais de comunicação. Foram implementadas diversas ações informativas, tais como: teatro nas colônias de férias das escolas públicas do Estado, com distribuição de cartilha ilustrada sobre o assunto com linguagem lúdica voltada ao público infantil, blitz nos pedágios da Concepa e no Aeroporto Salgado Filho nos dias que antecederam o carnaval de 2016.

Para reforçar as informações sobre a epidemia junto a categoria médica do Estado, o SIMERS trouxe de Recife para palestrar a neuropediatra Vanessa Van Der Liden, umas das especialistas que identificou a correlação entre o Zika e a microcefalia. Além disso, foi distribuída para os médicos uma cartilha com informações detalhadas para orientação da população na prevenção da epidemia.

A participação de colaboradores-voluntários do SIMERS na Sala de Monitoramento RS Contra Aedes, criada pela Secretaria Estadual da Saúde, foi definitiva na rápida tomada de decisões, juntamente com representantes do Ministério da Saúde, Ministério Público do Estado, UFRGS e demais entidades envolvidas na campanha.

Para assegurar o sucesso da iniciativa, o engajamento de funcionários do SIMERS e a construção de parcerias com empresas e instituições da sociedade em todas as regiões do Estado foram decisivos. Entre as ações que asseguraram o resultado da campanha, destaque para a participação dos veículos de comunicação, que divulgaram um vídeo informativo sobre o Zika Virus, assim como a doação de papel feita pela Celulose Riograndense, destinado à impressão do material da campanha, assim como a parceria com Panvel e Zaffari para a distribuição dos panfletos à população, entre outras. A adesão do corpo diretivo do SIMERS foi essencial na elaboração e execução de todas as fases da campanha, tanto na Capital com no interior do Estado.

É a segunda vez que o SIMERS conquista o Prêmio Top Cidadania ABRH. A primeira vitória ocorreu com o Trote Solidário, em 2013, iniciativa de solidariedade que reúne estudantes de medicina para doação de sangue e arrecadação de alimentos.

Porto Alegre perdeu 431 leitos do SUS nos últimos 12 meses. Abertura de leitos foi o anseio mais citado pela populaçãpo na Campanha Desejos para Saúde, promovida pelo Sindicato Médico do RS

Porto Alegre perdeu 431 leitos do SUS nos últimos 12 meses. Abertura de leitos foi o anseio mais citado pela populaçãpo na Campanha Desejos para Saúde, promovida pelo Sindicato Médico do RS

Destaque Poder Política Porto Alegre prefeitura Saúde Tecnologia

O recado da população de Porto Alegre é claro. Aumentar a rede de leitos do Sistema Único da Saúde (SUS) foi apontado como anseio mais votado na Campanha Desejos para a Saúde, plataforma digital inédita lançada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) para captar as prioridades da população. Além de Porto Alegre, moradores dos demais municípios (476) do Rio Grande do Sul também elegeram seus anseios. A população foi convidada a indicar três desejos. Mais de 145 mil votos foram computados entre 21 de julho e 30 de agosto pela plataforma.

Abertura de leitos teve 10,76% da votação, seguida por agilidade no atendimento (10,1%) e melhor infraestrutura na saúde pública (9,76%) lideraram os anseios da Capital.

O pedido para abrir leitos reforça o impacto do corte de vagas. Foram suprimidos 431 leitos entre julho de 2015 e julho de 2016. Um dos efeitos diretos desse enxugamento é a superlotação crescente das emergências em hospitais e postões, pauta diária da Imprensa.

O encontro com os candidatos a prefeito de Porto Alegre, nesta segunda (5/9), abre oficialmente a entrega dos resultados a quem disputa a sucessão. Um dossiê completo com um diagnóstico de problemas e propostas para ajudar a melhorar a saúde faz parte da ação da entidade. “Estabelecemos um canal direto com as pessoas. Agora vamos buscaras melhorias”, diz a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil. Maria Rita reforçou que este ano o diferencial na interlocução com os candidatos foi trazer as demandas da população. “Mais importante é que elas coincidem com o que os médicos já vêm apontando.”

Em Porto Alegre, o Sindicato lembra ainda que já há maior demanda por atendimento pela população desempregada que ficou sem plano de saúde. Ao lado disso, 15,4% da população da Capital tem 60 anos ou mais (Censo 2010), número que é crescente e exigirá cada vez mais serviços e profissionais para os cuidados. No dossiê da saúde, a entidade aponta um conjunto de temas que mais preocupam, da rede de atendimento, segurança e quadro de pessoal.

IMPRENSA SIMERS: ELIO BANDEIRA (51) 9964-7878 / NANÁ HAUSEN (51)  9222-1863

Como foi a votação em todos os itens da campanha:

  • Aumento nos leitos em unidades de saúde pública: 10,76%
  • Agilidade no atendimento: 10,10%
  • Melhor infraestrutura na saúde pública: 9,76%
  • Agilidade para realização de procedimentos: 9,05%
  • Valorização dos profissionais de saúde pública: 8,91%
  • Medicamentos para a população: 8,07%
  • Melhoria na segurança nas unidades de saúde: 7,58%
  • Aumento nas unidades de saúde pública: 6,52%
  • Disponibilidade de especialistas no SUS: 5,84%
  • Agilidade para realização de exames: 5,50%
  • Melhores condições de trabalho para os profissionais do SUS: 5%
  • Contratação de mais profissionais para o SUS: 4,76%
  • Melhoria na estrutura de atendimento para saúde mental: 3,45%
  • Melhora no atendimento e cobertura dos convênios médicos: 2,05%
  • Aumento da frota de ambulâncias: 1,47%
  • Melhor estrutura de apoio aos familiares de pacientes: 1,19%

Dossiê da saúde: principais problemas em Porto Alegre

– Leitos: Levantamento do SIMERS apontou que foram suprimidos 431 leitos entre julho de 2015 e julho de 2016. Além da – redução de 280 leitos que é mostrada pelo Cadastro Nacional de Estalecimento de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, no período, o SIMERS contabilizou151 vagas do Hospital Parque Belém que aparecem como ativas no sistema federal, mas na prática não são ofertadas. Números: eram 5.557 leitos pelo SUS em julho de 2015, que passaram a 5.277 emjulho 2016 (dados do CNES), queda de 5%. Ao retirar os 151 leitos do Parque Belém, o número de leitos cai a 5.126, ou -7,7%. Hospitais que cortaram vagas: Santa Casa de Misericórdia (232 leitos,-28%), e Hospital Beneficência Portuguesa (38 leitos, -34,5%).

– Unidades de Estratégia de Saúde da Família: cobertura de 48,59% da população.

– Atendimentos em Pronto Atendimento: mais de 70% das consultas não são de urgência e poderiam ser resolvidas em postos.

– Informatização: problemas técnicos, falta de atualização do sistema e falta de rede conectada com central para agendamento.

– 28 mil pessoas esperam consultas com especialistas: Ortopedia, Oftalmologia, Neurologia e Otorrinolaringologista são as mais requisitadas.

– Vistorias do SIMERS apontam principais problemas nos postos: número insuficiente de médicos (58%), falta medicamentos (51%), móveis deteriorados e espaço físico perqueno (55%), ventilação precária (100%), sem vacinação por falta de geladeira (67%), presença de animais e insetos – ratos, pulgas, mosquitos e baratas (77%) e infiltração (89%).

– Saúde mental: leitos e serviços ambulatoriais insuficientes, pacientes ficam em colchonetes no chão em emergências, em afronta aos direitos humanos.

– Segurança: ocorrências crescem 115% em 2015, chegando a 22 casos. Em 2016, até fim de agosto, foram 11 casos, com violência crescente.

– Carreira médica: falta de plano de carreira que garanta valorização dos profissionais. Medidas vão de proporcionalidade na remuneração por jornada (20h, 30h e 40h), pagamento de insalubridade a todos os médicos e condições de trabalho.