Trajetória exportadora da Souza Cruz é destaque no Prêmio Sul for Export

Trajetória exportadora da Souza Cruz é destaque no Prêmio Sul for Export

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Durante o 3º Fórum de Comércio Exterior do Sul – O desafio da Competitividade, realizado na tarde da última terça-feira, 12, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), a Souza Cruz, empresa integrante do Grupo British American Tobacco (BAT), teve sua trajetória exportadora reconhecida pelo Prêmio Sul for Export. “Este prêmio é o resultado do comprometimento e atitude de todos os nossos colaboradores, bem como do Sistema Integrado de Produção, um modelo vitorioso implementado pela Souza Cruz e que completa 100 anos em 2018. Temos orgulho de ser, há alguns anos, o maior exportador de tabaco do país”, destacou o gerente de Exportação, Alex Genehr, que representou a empresa na ocasião, juntamente com o gerente de Supply Chain, Carlos Vitali.

Promovido pela Fiergs e Federações da Indústria de Santa Catarina (Fiesc) e do Paraná (Fiep), com realização da Revista Amanhã, o Prêmio reconheceu as grandes empresas que se destacaram no comércio exterior da Região Sul em 2016, seja pelo volume total exportado ou por sua liderança no respectivo setor. A premiação, cuja solenidade de entrega contou com a presença do vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli, utiliza como base os dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Atualmente, a Souza Cruz possui clientes em todos os continentes e em mais de 45 países. De todo o volume de tabaco comprado pela BAT, 40% são oriundos do Brasil. Sozinha, a empresa é responsável por aproximadamente 25% do total de exportações brasileiras de tabaco, ficando entre as 100 maiores exportadoras do país. Com 114 anos de história e com uma trajetória exportadora iniciada em 1969, a empresa tem como principal destino de exportação a Europa, seguida pela Ásia, América do Norte, América Latina, África e Oriente Médio.

Produção – No campo, a Souza Cruz é pioneira no Sistema Integrado de Produção de Tabaco, iniciado em 1918. Mantém cerca de 27 mil produtores integrados na Região Sul do Brasil, orientados por uma equipe formada por mais de 200 técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos. Suas unidades de processamento estão localizadas em Santa Cruz do Sul (RS), Rio Negro (PR) e Blumenau (SC), atendendo também o mercado doméstico no fornecimento à sua fábrica em Uberlândia (MG).

Opinião: Até quando nossos governantes farão vista grossa para o contrabando e o comércio ilegal? CDL POA e Smic unem esforços em prol do comércio regular

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Eu não sei você caro leitor, mas eu fico impressionado quando ando pelo Centro de Porto Alegre e a toda hora sou abordado por vendedores de produtos ilegais e contrabandeados. É um absurdo o que acontece a céu aberto, sem que a gente note uma “guerra” da prefeitura de Porto Alegre e Governo do Estado a esta pouca vergonha. Esses dias ao transitar entre a Praça da Alfândega e o Palácio do Comércio, no trajeto Rua da Praia/Borges de Medeiros fui abordado por vendedores de cigarros, óculos de sombra e grau, relógios, CDs e DVDs, eletrônicos, tênis e obviamente maconha. Não é possível que os governos sigam cobrando altos impostos de quem produz, vende legalmente, gera emprego e renda e pouco combatam estas ilegalidades.

Não fumo, mas apesar de todas campanhas em contrário existe quem fume e o fumo gera renda no campo e cidade. A situação é tão grave no contrabando, que a Souza Cruz fechou uma fábrica em Cachoeirinha. Não pelo motivo de que a crise diminuiu o número de consumidores ou as pessoas estão cuidando mais da saúde. Não, a verdadeira causa do fechamento da indústria e postos de trabalho, foi o fato de que os governos que cobram altos impostos de quem consome os cigarros, não tem competência para garantir os empregos de quem trabalha na produção e indústria. Perderam-se empregos e arrecadação, sem que se tenha diminuído o número de fumantes. O que fizeram nossos governantes? Lamentaram e só. Não tomaram uma atitude real para fechar nossas fronteiras ao contrabando que causa diminuição da arrecadação de impostos, da renda do trabalhador legal e claro desemprego.

Em fevereiro de 2009, foi inaugurado o Centro Popular de Compras (Camelódromo) em Porto Alegre. Chegou com a promessa de colocar ordem no “comércio informal” da Capital, muita gente dizia que não daria certo. Por um tempo deu. Ao fim e ao cabo, percebe-se no entanto que eles estavam certos. A fiscalização diminuiu e os vendedores de tabuleiros voltaram a invadir o centro da Capital. A prefeitura divulga que 1400 óculos foram apreendidos no primeiro trimestre de 2016. Sei que milhares de outros produtos foram recolhidos e destruídos por órgãos municipais, estaduais e federais. Mesmo assim, o número é pífio perto dos que estão sendo vendidos em um raio de 250 metros do gabinete de José Fortunati e do praticamente vizinho dele, Secretário Estadual da Fazenda, Giovani Feltes que se queixa diariamente de falta de dinheiro. Talvez os dois e a Receita Federal de Dilma desprezem esse valores, afinal há volumes bem maiores em outros setores para serem cobrados. Deveriam aprender com a galinha que de grão em grão enche o papo e lembrar que esses recursos, por menor que sejam – e não são – , significariam mais segurança, educação e saúde para a população.

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O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Alcides Debus, em visita à SMIC onde foi recebido pelo secretário Antonio Kleber de Paula. Foto: SMIC

O presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus, visitou esta semana o secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC), Antonio Kleber de Paula.  Na pauta do encontro, o crescente e desordenado aumento do comércio informal nas ruas da Capital gaúcha. “Precisamos coibir a comercialização ilegal de produtos concorrentes ao comércio regular, que paga impostos, aluguéis e funcionários”, observou Debus. De acordo com o secretário, o número de fiscais da Smic que faziam as vistorias nos pontos mais críticos reduziu drasticamente, passando de 170 para 73. “Hoje, percebemos que até nos espaços definidos, como a Praça da Alfândega, Azenha e Assis Brasil existe um número maior do que o previsto para os licenciados. Além disso, onde deveriam ser vendidos apenas artesanatos, são comercializados produtos industrializados, na maioria chineses”, analisou. Sim! O Secretário sabe o que acontece, o que me deixa mais indignado!  Onde está o poder público que não une esforços? Juntem os 73 fiscais da Prefeitura, o pessoal da Secretaria Estadual da Fazenda e a Receita Federal e abram uma verdadeira guerra contra esta máfia. Na hora que o Estado tem que ser forte, ele simplesmente abre o flanco para contrabandistas e com isso vê a arrecadação de impostos cair. Como todos nós sabemos, ali na frente a sociedade pagará a conta com aumento de impostos.  A solução para o problema de Porto Alegre será um trabalho conjunto da CDL com a prefeitura. Farão um levantamento sobre os segmentos mais prejudicados e em que áreas da cidade estão sendo comercializados. Alô! No Centro, não precisa pesquisa e sim ação da SMIC, BM, Fazenda Estadual, Receita e Polícia Federal . Sim, PF também. Esses produtos não caem do céu né? Tem que haver uma guerra declarada e sem trégua ao contrabando de produtos ilegais.

O pior é que essas vendas ilegais acontecem em frente ao comércio legalmente estabelecido. Lojistas que nos últimos meses, em função da crise e incompetência dos governos tem que cortar postos de trabalho formal. Isso quando não fecham as portas por perderem clientes que adquirem produtos ilegais vendidos em suas próprias calçadas. A crise brasileira é grave? É ! Contudo, se “nossos líderes”  focassem nesta questão seria um pouco menor. E talvez uma das manchetes de hoje fosse um número diferente que o estampado nos sites de informação nesta sexta-feira: Cerca de 120 mil pessoas foram demitidas em março, diz Caged.

A soma de tudo isso, pode ser chamada de descaso, desleixo ou mais apropriadamente in-com-pe-tên-cia. Todos nós sabemos a solução que os “gatos gordos” dos governos que dormem em berço esplêndido darão… aumento de impostos. Com raríssimas exceções – não me pergunte quais – esta é a única saída que eles encontram para equilibras as contas públicas. Desequilibrar ainda mais as nossas, que nos vimos obrigados a diminuir o consumo de itens essenciais para pagar a conta do pesado Estado brasileiro, sua incompetência e corrupção. Como sempre, o ciclo se fechará com menos consumo legal, mais contrabando e sonegação, mais desemprego e mais impostos. Até quando governantes incompetentes?

Fabrica de cigarros da Souza Cruz em Cachoeirinha encerra atividades. Empresa chegou a gerar 25% do orçamento do município, mas, no ano passado, contribuiu com 3%

Fabrica de cigarros da Souza Cruz em Cachoeirinha encerra atividades. Empresa chegou a gerar 25% do orçamento do município, mas, no ano passado, contribuiu com 3%

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A fábrica de cigarros da Souza Cruz em Cachoeirinha, na região metropolitana da Capital, encerrou as atividades hoje. O prefeito do município disse compreender os motivos alegados pela empresa, que atribuiu o fechamento à concorrência com o produto contrabandeado e ao aumento de impostos federais e estaduais. Segundo Vicente Pires, 3% do orçamento do município vem da multinacional. No ano passado eram 12%. O repasse da multinacional já chegou a representar 25% do que a prefeitura arrecada.
O turno da manhã já havia sido desativado no ano passado. Com o fechamento total, mais 240 funcionários estão sendo dispensados. A empresa estima que cerca de 40 poderão ser realocados em outros setores. A partir de agora, a única fábrica de cigarros da Souza Cruz no Brasil é a de Uberlândia, em Minas Gerais. Em Cachoeirinha permanecerá o Centro de Pesquisa e, em Santa Cruz do Sul, permanecerá com atividade normal, a Usina de Beneficiamento de Tabaco.
O imposto sobre o cigarro representa 68% do custo do produto. A previsão é que até o final do ano a carga tributária chegue a 80%. A empresa alegou que quase metade do cigarro consumido no Rio Grande do Sul tem a origem no contrabando. De acordo com o deputado presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, Adolfo Brito,  “o fechamento da indústria significa uma grande perda na arrecadação ao poder público e aos demais entes da cadeia produtiva do tabaco”. Ele recebeu representantes da Souza Cruz, hoje. (Samuel Vettori / Rádio Guaíba)