Lula, o desmemoriado. Ex-presidente esquece o que disse e tenta se fazer de morto para ganhar sapato novo

Lula, o desmemoriado. Ex-presidente esquece o que disse e tenta se fazer de morto para ganhar sapato novo

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Bira Valdez, me apelidou de Marcia de Windsor. Eu lamentei muito quando a Velhinha de Taubaté morreu. Minha tendência é sempre dar crédito para as pessoas e tentar ver o lado bom de cada um. Sobre a cidadã que viveu no interior de São Paulo, sinceramente não acredito que Luis Fernando Veríssimo a tenha assassinado. Violência, não combina com ele. Imagino que um dia ela ressurgirá dizendo que estava refletindo sobre os últimos anos. Algo que tento fazer sempre. Mesmo sendo um sujeito propenso a acreditar nas pessoas, tenho cada vez mais duvidado dos políticos.  Por isso não me surpreendi quando hoje o ex-presidente Lula rasgou o seu discurso de que o Brasil ter o investment grade significava que era um “País sério!” Fazendo campanha eleitoral em Buenos Aires(não, ele não pretende se candidatar por lá e dar essa alegria a boa parte dos brasileiros) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou minimizar  o anuncio da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de rebaixar a nota de crédito do Brasil. “Isso não significa nada”, disse o homem dos 300 picaretas. Ele que teve Chefe da Casa Civil e presidente do partidos presos  acrescentou,  “Significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem. A gente tem que fazer o que a gente quer”. Quando Lula deixará de ser bravateiro? Ele não sabe que um gesto simples dos tempos atuais é dar um google e relembrar o que foi dito no passado seja ele longínquo ou recente.

Em  30 de abril de 2008, quando o Brasil recebeu o título de bom pagador da Standard & Poor’s e o dólar estava cotado a R$1,68 o discurso que hoje é de desprezo era de euforia. Algo está errado e infelizmente não é a agência de classificação de risco. E olha que eu não sou apaixonado por esse povo que bancava o Lehmam Brothers até a véspera da crise de 2008. Mas, naquela época o Brasil fazia a lição de casa e gastava menos que arrecadava. Economizava algum dinheiro, reduziu a dívida pública e conseguia com isso o superávit primário. Algo que evaporou com a necessidade de Lula fazer Dilma sua sucessora e ela de pagar o prejuízo da conta da eleição onde se gastou o que tinha e o que não tinha com políticas coronelistas e arcaicas. Saudade daquele discurso do PT de que tinha que se ensinar o povo a pescar… Mudaram pelo tratamento do foies gras, superalimentado o pato(se bem que patos somos nós que pagamos a conta do banquete deles) e fazendo boa parte da nação ficar dependente do dinheiro que chega do governo.

Alguns políticos brasileiros lembram os convidados para o Baile da Ilha Fiscal, se negam a reconhecer que o superávit virou déficit e querem que a Orquestra siga tocando Me dá um dinheiro ai. O governo que tá quebrado, não diminui o seu tamanho e se endivida cada vez mais. Como pouco produz e onde produz como a Petrobras permitiu qua a casa fosse saqueada precisa de mais dinheiro emprestado para pagar suas contas. Solução? A de sempre! Aumentar impostos. Eles não se flagram que já jantaram a galinha dos ovos de ouro e mamaram todo o leite da vaca das divinas tetas. A sorte deles é que de um lado nossas Forças Armadas estão profissionalizadas e  o povo brasileiro hoje não é mais afeito a revoluções farroupilhas, cabanagens, conjuração baiana, inconfidência mineira… Senão…

O problema é econômico, mas a origem é política. Dilma, que não gosta e não foi devidamente treinada para a arte da negociação nos gabinetes do Congresso… Nomeou Levy sem o respaldo de nenhum partido político. O ministro que tem que colocar o governo no eixo foi colocado na sua cadeira, sem que nenhuma sigla se comprometa com ele. Aí os abutres que dão voos rasantes no Eixo Monumental de Brasília e cheiram carniça de longe, do interior do ministério de menor orçamento da República ao Congresso Nacional deitam e rolam. Dilma, Levy e Barbosa não conseguem transmitir o recado que a farra terminou. A gente olha para o extenso planalto central do Brasil e não observa  uma articulação que resulte em um plano de ação com início, meio e fim que tenha o comprometimento dos políticos brasileiros. Senão de todos, porque afinal, o eleitor elegeu alguém para comandar e os outros para fazer oposição fiscalizadora, ao menos de um grupo que defenda minimamente o ajuste fiscal. Ao contrário a única mostra que temos ao virarmos os holofotes para Brasília é que existe uma visão totalmente distorcida do que propõe o governo e o que querem os nossos representantes no Congresso Nacional.

Bravateiro, Lula se faz de morto para ganhar sapato novo e tenta desconversar como se nada tivesse com isso. Tem e muito! O que estamos sentindo hoje é culpa do esbanjamento que houve no seu governo, sem que se formasse um mercado consumidor de longo prazo financiado por uma poupança forte. A velha história de viver como se não houvesse amanhã. O tempo não pára,  o amanhã é hoje e chegou cobrando a conta. Tá na hora do PT e PMDB se entenderem. Pararem de colocar bolas nas costas uns dos outros e perceberem que se pretendem permanecer no governo é melhor presidir um País que tenha uma economia ajustada que uma nau sem rumo como está o Brasil hoje. E a oposição também tem que parar de colocar armadilhas que representam gastos públicos para agradar parcelas da população. Já que essas armadilhas podem cair na cabeça deles em breve. A perda do grau de investimento é uma sinalização forte de que ou o Brasil acerta um plano de voo, calibra os instrumentos e segue uma rota segura, mesmo que no caminho tenhamos turbulências ou nos espatifaremos antes de ganhar altura no primeiro buraco da pista cavado por políticas inconsequentes de curto prazo. 2015 e 2016 já estão perdidos. Tem economista garantindo que 2017 também. Chegaremos em 2018, ano das eleições de que forma? Simples discutindo como o futuro presidente fará o ajuste fiscal que não foi em 2012, 2013, 2014, 2015… E la nave va…

Ordem gaúcha oficia ALRS e TJRS para rejeição do projeto de redução das RPVs de 40 para 7 salários mínimos

Ordem gaúcha oficia ALRS e TJRS para rejeição do projeto de redução das RPVs de 40 para 7 salários mínimos

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O presidente da OAB/RS, Marcelo Bertoluci, oficiou a Assembleia Legislativa (ALRS) e o Tribunal de Justiça para manifestar contrariedade e requerer a rejeição do projeto de lei, que será apresentado pelo Executivo, que propõe novas restrições no pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), reduzindo o limite de enquadramento de 40 para 7 salários mínimos.

Segundo Bertoluci, em dezembro de 2013, o Governo do Estado também apresentou projeto para reduzir o limite de pagamento de RPVs de 40 para 10 salários mínimos. À época, durante reunião com líderes de todas as bancadas partidárias da ALRS, o Governo do Estado cedeu à mobilização da OAB/RS e retirou a proposta de tramitação. “Tanto em 2013 quanto agora, a proposta de restrição nasce absolutamente viciada, pois aumentaria ainda mais a fila dos precatórios, que são valores superiores aos das RPVs, prejudicando seriamente os interesses dos cidadãos-credores”, afirmou.

Bertoluci lembrou que, em 2011, a OAB/RS ajuizou no Supremo Tribunal Federal, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4668, contra a Lei Estadual 13.756/2011, que restringiu a sistemática de pagamento das RPVs. A ação conta com parecer da Procuradoria-Geral da República quanto à inconstitucionalidade dos dispositivos que aumentam o prazo para o pagamento das RPVs de 60 para 180 dias e, principalmente, que limitam o montante anual de valores a serem saldados, em 1,5% das receitas líquidas. “Fomos ao STF questionar justamente o núcleo do problema, que é o instituto das RPVs”, reforçou.

Para Bertoluci, essa nova proposição da atual gestão do Executivo representa verdadeiro calote ao afrontar aos direitos da cidadania. “Se o projeto for aprovado, fará com que os credores do Estado, que passam anos buscando seus direitos, sejam surpreendidos com nova legislação impondo mais entraves no recebimento de seus créditos”, reiterou.

PGR pede arquivamento do inquérito contra tucano na Lava Jato

PGR pede arquivamento do inquérito contra tucano na Lava Jato

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Na noite desta sexta-feira (28), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito aberto na operação Lava Jato contra o senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais. A Procuradoria entendeu que não havia elementos mínimos contra ele. A decisão final será do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF.

A investigação foi aberta em março, após o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, afirmar em depoimento que entregou, em 2010, R$ 1 milhão, a mando do doleiro Alberto Youssef, a uma pessoa que parecia ser Anastasia. Youssef negou que tenha dado dinheiro ao tucano.

O advogado Maurício Oliveira Campos, que defende o senador, declarou que isso confirma o que ele argumentava desde o início: que não havia elementos mínimos contra Anastasia. (JN-Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado)

EXCLUSIVO! Ministro do Supremo e Presidente do Tribunal de Justiça/RS conversam sobre forma de utilização do dinheiro dos depósitos judiciais pelo judiciário e executivo no RS. Marco Aurélio Mello diz sobre dívida do Estado: “Compromisso entre Estado e União não pode ser esquecido”. Ministro ainda não analisou pedido do governo para evitar bloqueio de contas

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Em entrevista exclusiva ao jornalista Felipe Vieira, no programa Agora/Rádio Guaíba, que contou com a participação do presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, José Aquino Flores de Camargo, o ministro do STF Marco Aurelio Mello falou sobre a ação que o Estado ingressou no Supremo. O governo gaúcho foi ao STF tentar evitar o bloqueio das contas do Rio Grande do Sul em função do não pagamento da parcela de dívida com a União. O processo, que foi distribuído para a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, ainda não foi analisado. Mello, no entanto, acredita que o compromisso firmado entre Estado e União não pode ser ignorado.

“É possível que o pedido já esteja na pasta, mas como a carga de processos semanal é muito grande, ainda não tive contato com a matéria. De início, essa relação jurídica tem que ser tratada na mesa de negociações. Não sei qual é a causa de pedido junto ao STF, mas não podemos esquecer o compromisso entre Estado e a União e passarmos por cima disso”, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello em entrevista à Rádio Guaíba nesta quinta-feira.

Embora não tenha tido acesso ao conteúdo do pedido do governo do Estado para evitar o bloqueio das contas, Mello quer entender o que motivou o pedido e disse que o Executivo é quem precisar o exemplo em relação ao pagamento das dívidas. “O cidadão comum quando deve, ele não tem que honrar a sua dívida? Nós temos que entender que o exemplo precisa vir de cima. Precisamos saber o que houve com o Rio Grande do Sul para chegar nesta situação”, explicou o ministro. “Alguma coisa está errada e precisa ser corrigida”, acrescentou.

Mello não soube determinar o momento em que será analisado o pedido do governo do Estado,ainda que tenha sido feito em caráter de urgência. “Eu não sou um juiz de um único processo. Eu recebo por semana 100 novos processos, o que é impensável em termos de suprema corte. Meu gabinete não é uma fábrica. Tenho assessores, mas eles não julgam”, argumentou.

A ação do Palácio Piratini é preventiva, já que neste mês, mais uma vez, ocorrerá o atraso do pagamento da parcela da dívida, no valor de cerca de R$ 280 milhões. Devido ao atraso de julho, o Executivo ficou nove dias com as contas bloqueadas, perdendo integralmente a gerência sobre pagamentos e transferências municipais, do dia 11 ao dia 20. (Correio do Povo)