SIMERS: “SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”

SIMERS: “SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”

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A notícia de que mais quatro faculdades de Medicina, todas privadas, serão abertas no Rio Grande do Sul virou comemoração para alguns e fonte de alerta para entidades como o Sindicato Médico do RS (SIMERS). “O SUS não precisa de mais cursos de Medicina, mas de investimentos”, adverte o presidente da entidade, Paulo de Argollo Mendes.O Estado soma 16 faculdades, que ofertam por ano 1,4 mil vagas. “Com as quatro novas escolas e as outras seis abertas desde 2010, dobraremos o número e continuaremos com problemas de falta de médico e de estrutura para atender a população”, afirmou Argollo. Além disso, a formação prevista em novos currículos tem menor carga horária e menos conteúdos que os cursos como o da Ufrgs, que soma mais de 10,6 mil horas-aula, enquanto os novos tem pouco mais de 7 mil horas-aula para a diplomação.

O anúncio feito nesta terça-feira (27) pelo Ministério da Educação segue plano de abrir 39 faculdades no Brasil. O Rio Grande do Sul terá cursos em Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo, somando 230 novas vagas. Um dos gargalos é a ausência de uma carriera médica que incentive os profissionais a atuarem em pequenas localidades. O SIMERS já entregou ao atual ministro da Saúde proposta de criar a carreira.

O País é o segundo em escolas de medicina no mundo (271), tendo mais de 400 mil médicos em atividade, ficando atrás somente da Índia (381). No Rio Grande do Sul são quase 27.800 profissionais em atividade. “Existe apenas um país no planeta, a Índia, que tem mais faculdades de Medicina que nós. Porto Alegre tem quatro vezes mais médicos do que a Inglaterra. O Japão não tem nem um quinto do número de faculdades do Brasil, mas uma saúde de primeira. Ou seja, não faltam profissionais.

Brasil passará a usar vacina contra a dengue. País registrou 1,4 milhão de casos este ano

Brasil passará a usar vacina contra a dengue. País registrou 1,4 milhão de casos este ano

Notícias Saúde

O Brasil, que teve 1,4 milhão de casos de dengue confirmados só este ano, deverá começar a usar, em apenas três meses, uma vacina contra a doença. A Anvisa autorizou ontem a comercialização do produto desenvolvido pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, mas o governo ainda avalia se ele será oferecido pelo SUS. A vacina foi testada em 15 países, inclusive o Brasil, e demonstrou eficácia na prevenção dos quatro tipos da dengue, principalmente para quem tem entre 9 e 45 anos. O medicamento, porém, não protege contra o zika e o chicungunha. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 800 pessoas morreram vítimas da dengue, este ano, no Brasil. No Rio, foram 16.896 casos da doença, seis vezes mais que em 2014. A reportagem completa está em O Globo.

Saúde: Ampliação do Moinhos de Vento pode aumentar recursos para o SUS

Saúde: Ampliação do Moinhos de Vento pode aumentar recursos para o SUS

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O Hospital Moinhos de Vento realizou hoje o lançamento do projeto de ampliação de suas dependências. A direção da instituição assinou o contrato com a construtora que vai executar a obra do novo prédio, com 100 leitos divididos em unidades de internação, Centro de Terapia Intensiva e Centro de Terapia Hematológica. Em três anos, o hospital pretende ampliar em R$ 20 milhões os recursos repassados anualmente ao fundo do SUS. Na solenidade, que marcou também a comemoração dos 88 anos do hospital, o superintendente executivo, Fernando Andreatta Torelly apresentou o projeto da obra, que ficará localizada na rua Dr. Vale, junto ao complexo do Hospital Moinhos de Vento. Com 9.300 metros quadrados e investimento de R$ 55 milhões, a nova unidade vai empregar 500 novos colaboradores e beneficiar três mil pacientes por ano.

O prefeito José Fortunati destacou que, apesar de ser um empreendimento voltado para pacientes de convênios, a saúde pública também será beneficiada. “Hoje o problema da superlotação não imagem146664atinge apenas o SUS, mas também os hospitais privados. São 100 leitos que irão absorver parte da demanda que vai parar na rede pública devido à grande procura pelo sistema como um todo. Ou seja, irão desafogar o SUS, garantindo oferta maior de leitos aos cidadãos que mais precisam e não tem acesso aos convênios”, afirmou o prefeito.

As obras iniciam ainda neste mês e a previsão é que o prédio fique pronto em 18 meses. Além de ajudar a desafogar a demanda no SUS, a direção do hospital acredita que em até três anos, os R$ 50 milhões repassados anualmente pela instituição ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) salte para R$ 70 milhões. A construção do complexo hospitalar Restinga e Extremo Sul, que atende 100% SUS, se deu com esses recursos. “O Moinhos de Vento tem sido um grande parceiro da prefeitura na missão de levar saúde pública de qualidade às comunidades mais carentes da cidade. Com vontade e ousadia, continuaremos avançando juntos para atender cada vez mais pessoas pelo SUS com a excelência dos melhores hospitais do mundo”, concluiu Fortunati.

Criada em 2009, pelo Ministério da Saúde, a iniciativa é realizada em parceria com instituições de excelência e tem como objetivo principal desenvolver novos modelos que sejam capazes de auxiliar no fortalecimento e qualificação do SUS no país.

O presidente do Hospital Moinhos de Vento, José Adroaldo Oppermann, recebeu os convidados para a cerimônia de assinatura do contrato. Além do prefeito, os secretários estadual, João Gabardo, e municipal de Saúde, Fernando Ritter, também participaram do evento.