Uber adverte para preços 30% maiores e demora de 15 minutos caso Câmara aprove regulamentação na Capital. Empresa oferece aplicativo, desde ontem, para que usuário simule como fica o serviço caso as regras passem como estão

Uber adverte para preços 30% maiores e demora de 15 minutos caso Câmara aprove regulamentação na Capital. Empresa oferece aplicativo, desde ontem, para que usuário simule como fica o serviço caso as regras passem como estão

Cidade Destaque Porto Alegre prefeitura

Em comunicado disparado para os usuários, desde ontem, sempre que uma corrida é chamada, a empresa Uber adverte que os preços do serviço em Porto Alegre podem ficar 30% maiores, e com espera de até 15 minutos, caso a regulamentação do aplicativo seja aprovada pela Câmara de Vereadores da forma como está. O Legislativo retoma, na manhã desta quinta, o debate sobre o projeto.

Em paralelo, o Uber passou, desde o início da tarde dessa terça, a permitir que os usuários simulem o novo valor das corridas se o projeto de lei for aprovado sem modificações. Para isso, o cliente da empresa deve instalar o aplicativo NovoUber, que também chama a atenção para o risco de maior dificuldade em conseguir um carro, sobretudo em horários de pico.

Para a empresa norte-americana, o projeto de lei torna o serviço ineficiente, criando prejuízos aos usuários e motoristas parceiros, como o pagamento de uma taxa fixa, por exemplo, seja qual for o número de horas e de dias de trabalho que o condutor puder cumprir. A Uber vê como positivos outros modelos de regulamentação, como os de Vitória, São Paulo e Brasília, além de contestar o artigo que exige que o motorista parceiro resida em Porto Alegre e que o veículo seja emplacado na cidade.

Retomada da discussão

A Câmara de Porto Alegre retoma, na manhã desta quinta, a votação do projeto do Executivo que regulamenta os aplicativos de transporte individual de passageiros, como o Uber e os concorrentes Cabify e WillGo. A sessão abre às 9h30min e prossegue à tarde, no Plenário Otávio Rocha.

O esquema de segurança vai ser o mesmo montado em 29 de setembro, quando a matéria começou a ser votada. A partir das 8h30min, serão distribuídas senhas para os representantes dos motoristas de aplicativos e para os taxistas poderem ingressar nas galerias do plenário. Em fim de setembro, quando o debate começou, a Câmara distribuiu 100 senhas a apoiadores e mais 100 a manifestantes contrários ao projeto. Além disso, proibiu o acesso com bandeiras, faixas com mastros e equipamentos sonoros como buzinas, cornetas, tambores e similares.

Às vésperas do pleito em primeiro turno, os vereadores discutiram o texto e votaram a emenda de número 1, aprovada por 16 votos a oito. Apresentada pelos vereadores Bernardino Vendruscolo (PROS), Idenir Cecchim (PMDB) e Dr. Thiago (DEM), ela permite a instalação de equipamentos de áudio e vídeo para gravação das viagens nos carros que trabalhem com aplicativos de celular. No total, foram apresentadas 57 emendas ao projeto, mas uma foi retirada pelo autor, o vereador Clàudio Janta (SD). (Rádio Guaíba)

Porto Alegre: Discussão sobre regulamentação do Uber fica para o dia 20 de outubro

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Em reunião de líderes da Câmara de Vereadores da Capital nesta quinta-feira, os parlamentares decidiram que a retomada das discussões sobre a regulamentação do aplicativo Uber só deve ocorrer no próximo dia 20. O adiamento da discussão ocorreu, segundo o presidente da Casa, Cássio Trogildo, tendo em vista que o Legislativo precisa votar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) –  que tem prazo legal a ser enviado ao Executivo até 10 de outubro – e mais nove vetos, que têm prioridade na pauta de votações.

Proposta pelo poder Executivo, o projeto visa regulamentar o modelo Uber e outras plataformas de aplicativos para transporte de passageiros em Porto Alegre. As discussões iniciaram no dia 29 de setembro. (Vitória Famer | Rádio Guaíba)

Uber começa a operar em Novo Hamburgo nesta tarde. Presidente de associação de taxistas discutirá situação com membros da administração municipal

Uber começa a operar em Novo Hamburgo nesta tarde. Presidente de associação de taxistas discutirá situação com membros da administração municipal

Destaque

Começa a operar às 14h da tarde desta quinta-feira, em Novo Hamburgo, o serviço de transporte Uber. Segundo responsáveis pelo aplicativo, que não comentam quantos motoristas estão aptos para realizar o serviço no município, a ferramente já foi baixada por cerca de 130 usuários na cidade. O aplicativo já opera em outras vinte e cinco cidades do País e tem seu valor calculado com o preço base de R$ 2,30 somado a R$ 1,20 por quilômetro rodado e mais R$ 0,20 por minuto de viagem.

Guilherme Ledur, de 29 anos, é dos profissionais que já estão trabalhando de Uber na cidade. “Eu já realizava algumas viagens em Porto Alegre, e nas últimas semanas participei de reuniões da coordenação do aplicativo em Novo Hamburgo. É um serviço sério, ao contrário do que algumas pessoas pensam”, define ele, salientando que entre as exigências para se tornar um motorista parceiro é preciso ter um automóvel quatro portas, com ar condicionado e que tenha fabricação data a partir de 2008.

Segundo o presidente da Associação dos Taxistas de Novo Hamburgo, João Vargas, o serviço vai afetar os taxistas, mas não haverá violência. “A licitação para táxis feita, em março deste ano, qualificou muito nosso trabalho, claro que estamos receosos, mas haverá respeito e diálogo”, disse. Vargas afirmou que pretende discutir a situação com membros da administração municipal na próxima semana. (Stephany Sander/Correio do Povo)

TJ mantém operação da Uber em Porto Alegre. Desembargadores consideraram que o tema é controvertido e demanda maior análise do caso

TJ mantém operação da Uber em Porto Alegre. Desembargadores consideraram que o tema é controvertido e demanda maior análise do caso

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A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça julgou hoje o mérito de recurso do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) contra a liminar que manteve a operação da empresa Uber na Capital. Por unanimidade, os magistrados consideraram que o tema é controvertido e demanda maior análise do caso. Com isso, fica mantida a decisão anterior, que permite que o aplicativo de celular siga funcionando.

Na ação, o Sintáxi pedia o bloqueio do tráfego de dados de internet para o uso e download da ferramenta, sob o argumento de que o serviço prestado pela Uber não é regulamentado pelo Município.

O relator, desembargador Túlio Martins, que já havia concedido a liminar, considerou que as provas e alegações do Sindicato foram insuficientes para mudar a decisão. O magistrado ainda ponderou que o exercício da atividade econômica de transporte público individual de passageiros não pode ser limitado ao monopólio do táxi.

Ele ainda entendeu ser precipitado reconhecer a natureza de utilidade pública no serviço prestado pela Uber, o que, em tese, exige a regulamentação municipal. Martins lembrou que só conseguem chamar o serviço usuários de smartphones que aderem livremente ao aplicativo. (Rádio Guaíba)

Câmara encerra sessão e votação para regulamentar o Uber fica para depois das eleições. Até agora, vereadores só aprovaram uma emenda, que prevê circuito de vídeo nos carros, em caráter facultativo; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Câmara encerra sessão e votação para regulamentar o Uber fica para depois das eleições. Até agora, vereadores só aprovaram uma emenda, que prevê circuito de vídeo nos carros, em caráter facultativo; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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A Câmara Municipal de Porto Alegre previa votar o texto antes das eleições, mas só deu início hoje ao debate sobre projeto que prevê regulamentar o transporte individual de passageiros com uso de aplicativos de celular em Porto Alegre, como o Uber, o Cabify e o WillGo. Devido ao fim do tempo regimental, de quatro horas, a sessão extraordinária foi encerrada perto das 20h, com só uma das 55 emendas votada até o momento.

A sessão desta quinta começou às 14h, com apenas um parlamentar ausente dos 36 – Rodrigo Maroni (PR). Eram 57 emendas, de início, mas duas foram retiradas durante a tarde.

Um forte esquema de segurança foi montado próximo ao plenário Otávio Rocha para as sessões. Até agora, os vereadores só aprovaram a emenda sobre a instalação de circuito de vídeo de segurança nos carros, por 16 votos a 8. O item, porém, é facultativo.

Em função do número elevado de emendas, o vereador Clàudio Janta (SDD) protocolou requerimento para adiar a votação. No entanto, por 21 votos a 4, a sessão prosseguiu. Além disso, pedidos de verificação de quorum foram solicitados a fim de encerrar a sessão extraordinária. Com a presença de 19 vereadores, a discussão em plenário continuou.

A direção da Casa optou por distribuir 200 senhas de acesso para as galerias do Plenário Otávio Rocha, durante a manhã. Ao todo, 100 senhas foram entregues para os apoiadores e 100 para os contrários ao projeto. Além disso, ficou proibido o acesso com bandeiras, faixas com mastros e equipamentos sonoros como buzinas, cornetas, tambores e similares.

No início da sessão, houve uma discussão ríspida entre manifestantes contrários e apoiadores do projeto. Um grupo de vigilantes terceirizados da Câmara foi acionado para conter os ânimos. Além disso, pelo menos 20 guardas municipais fizeram o acompanhamento da sessão. Em função de problemas no sistema de informática da Casa, o painel foi desligado em meio à sessão extraordinária. Com isso, os votos passaram a ocorrer de forma nominal depois das 18h.

Desde 25 de agosto, o texto está apto a ser votado em plenário. O atraso na entrega da reforma do Plenário Otávio Rocha, porém, retardou a votação.

Porto Alegre: Veto à cota de taxistas mulheres deve ser votado hoje na Câmara

Porto Alegre: Veto à cota de taxistas mulheres deve ser votado hoje na Câmara

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O plenário da Câmara de Porto Alegre deve votar, na tarde de hoje, o veto parcial do Executivo ao projeto que estabelece cota de 20% para mulheres como motoristas de táxis e prevê que o mesmo índice seja respeitado em novos processos licitatórios para permissionários. O parecer da EPTC, apresentado pela prefeitura, coloca como injustificável a percentagem de condutoras mulheres. Isso porque inexiste um número limitador para motoristas, o que não permitiria calcular uma cota. Para a EPTC, qualquer mulher pode se cadastrar junto ao órgão, e o baixo número de condutoras se deve ao fato de que o trabalho não é “suficientemente atrativo às profissionais”.

O veto da prefeitura é parcial, refere-se apenas ao percentual de condutores, mantendo a cota nos novos processos licitatórios. A autora, Fernanda Melchionna (P-Sol), justifica a mudança pela insegurança de mulheres e LGBTs nos táxis. Ela apresenta relatos de meninas que passaram por agressões envolvendo taxista. Por se tratar de um veto, a proposta deve ser a primeira apreciada na sessão. Na tarde, ainda deve ser votado o projeto de Mauro Pinheiro (Rede) sobre transferência de índices construtivos para proprietários de imóveis inventariados como patrimônio cultural. (Jornal do Comércio)

Uber x Taxi: Termina sem incidentes audiência pública sobre a regulamentação do Uber no Gigantinho

Uber x Taxi: Termina sem incidentes audiência pública sobre a regulamentação do Uber no Gigantinho

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Terminou sem incidentes, em Porto Alegre, a audiência pública que discutiu, no Ginásio Gigantinho, a audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores para discutir o projeto de lei da Prefeitura que regulamenta o serviço de transporte via aplicativo de celular, como o Uber e o WillGo, por exemplo. O evento reuniu 1.240 pessoas (cabem mais de 5 mil no local) e durou duas horas e meia. Pelo menos dez viaturas da Brigada Militar acompanharam a saída dos manifestantes a fim de evitar confronto na parte externa.

Manifestantes contrários à matéria eram maioria. Mais cedo, taxistas tentaram organizar uma carreata em direção ao complexo do Beira-Rio, mas não tiveram a adesão esperada. Vaias, tensão no ar e espaço exíguo para o diálogo conciliatório marcaram a audiência. A expectativa é de que o projeto seja votado até o fim do ano em plenário depois de ser analisado em pelo menos três comissões. Parte dos parlamentares estima, ainda assim, que a matéria possa ser analisada dentro de 30 a 60 dias.

O presidente da Câmara, vereador Cássio Trogildo (PTB) presidiu a audiência. Agentes terceirizados fizeram a segurança interna do Gigantinho. A entrada de faixas, cartazes, instrumentos musicais e capacetes era proibida.

Taxistas acessaram o ginásio pela Padre Cacique, enquanto os “uberistas” entraram pela avenida Edvaldo Pereira Paiva. Cada grupo teve espaço para 10 oradores durante a discussão. Cada vereador também podia usar a palavra por cinco minutos, mas apenas quatro se manifestaram: Claudio Janta (SDD), contrário ao Uber; Mauro Pinheiro (Rede), a favor; e Engenheiro Comassetto (PT) e Airto Ferronato (PSB), que se mostraram neutros em torno da discussão.

O tom dos discursos, pelo lado dos defensores do Uber, foi o respeito ao cliente e a concorrência com carros particulares. Os taxistas reclamaram que a empresa é de fora do país e que a carona paga é, basicamente, um serviço clandestino. Como forma de protesto,  muitos taxistas viravam de costas em meio à fala de defensores do aplicativo.

Regulamentação

O projeto do Executivo encaminhado à Câmara de Vereadores, após seis meses de elaboração, já recebeu o aval jurídico de entidades como o Ministério Público. Caso aprovado pela maioria dos vereadores, o sistema da Uber (e de concorrentes como a WillGo, por exemplo) deixa de ser classificado como clandestino no município. Algumas exigências, que ainda podem ser alteradas através de emendas, são o pagamento ao poder público de taxa mensal de R$ 182,50, por veículo, e mais 5% sobre cada corrida. O texto exige, ainda, identificação especial nos carros, vistorias periódicas e disponibilização dos cadastros de motoristas à Prefeitura.

O relator do PL na Câmara, vereador Mauro Zacher (PDT), garantiu que vai pedir regime de urgência para a votação caso o debate se estenda por mais um mês. O PL ainda não foi aceito na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da casa devido a um pedido de vistas pelo vereador Claudio Janta (SDD). (Rádio Guaíba)

Taxistas estimam queda de 40% nas corridas desde o início das operações do Uber em Porto Alegre

Taxistas estimam queda de 40% nas corridas desde o início das operações do Uber em Porto Alegre

Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura

O Sintaxi estima que as operações do aplicativo Uber diminuíram em até 40% o número de corridas de táxi em Porto Alegre. Em média, cada veículo fazia 25 corridas por dia, mas este número caiu para 15 viagens. Devido a isso, o sindicato pretende entrar com uma ação judicial na tarde desta quarta-feira pedindo a suspensão do sinal do aplicativo em empresas de telefonia celular móvel na cidade. Segundo os advogados do sindicato, a ferramenta digital opera de forma ilegal e gera prejuízos para o serviço regulamentado de táxi. O diretor Administrativo do Sintaxi, Adão Ferreira de Campos, o Uber está causando queda nos lucros e praticamente inviabilizando o sistema.

“O Uber está provocando um desequilíbrio muito grande ao sistema de táxis. Está praticamente impossível se trabalhar a noite. Até 22h ou 23h, tu até faz umas corridas. Depois, o sistema praticamente para. O taxista está sendo desestimulado a trazer o sustento para sua família”, afirmou.

Uma manifestação também foi convocada pelo Sintaxi para as 14h30 desta quarta-feira, em frente ao prédio 2 do Tribunal de Justiça. O aplicativo Uber começou as operações em Porto Alegre em novembro de 2015. Através de uma plataforma digital, a ferramenta interliga motoristas autônomos e passageiros em busca de transporte privado.

Regulamentação prevê audiência pública em 22 de junho

O impasse em torno do Uber tende a se estender pelo menos até o fim do ano, enquanto tramita na Câmara de Vereadores um projeto para regulamentar o serviço de transporte individual oferecido via aplicativo de celular na Capital. Uma audiência pública para ampliar esse debate foi marcada, hoje, para as 19h de 22 de junho, uma quarta-feira.

Pelo menos quatro comissões permanentes da Casa vão analisar a matéria até que ela chegue a plenário: Constituição e Justiça (CCJ); Finanças, Orçamento e Mercosul (Cefor); Urbanismo, Transporte e Habitação (Cuthab); e Defesa do Consumidor e Direitos Humanos (Cedecondh).

A proposta que regulamenta o Uber e concorrentes, como o WillGo, em fase de implantação na Capital, prevê, por exemplo, que o Executivo tenha acesso aos dados operacionais das empresas, e que elas paguem uma taxa mensal para cada veículo associado.

Saiba detalhes

A Prefeitura exige, no projeto, que haja autorização prévia do município; que a contratação do serviço se dê exclusivamente entre as empresas e os usuários por meio de aplicativo; que haja cadastramento de condutores e veículos e vistorias periódicas, de seis em seis meses, e que ocorra compartilhamento, em tempo real, de dados das empresas com a EPTC.

Além disso, quer que os veículos sejam emplacados exclusivamente em Porto Alegre e que haja recolhimento de ISS e o pagamento, pelas empresas, de uma taxa anual de R$ 182 por veículo, além de contratação de seguro que cubra acidentes.

O projeto também estabelece que haja um canal de atendimento 24 horas e que os veículos, com no máximo cinco anos de vida útil, sejam identificados com adesivo da empresa. O texto prevê, ainda, que os motoristas façam curso de formação e apresentem certidão negativa. (Eduardo Paganella / Rádio Guaíba)

Em encontro com taxistas, Fortunati promete enviar regulamentação do Uber à Câmara até 15 de maio

Em encontro com taxistas, Fortunati promete enviar regulamentação do Uber à Câmara até 15 de maio

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O prefeito José Fortunati, o vice Sebastião Melo e o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, receberam hoje dirigentes do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), da Associação dos Taxistas de Porto Alegre (Aspertáxi) e de permissionários do sistema de táxi na Capital. Além de apresentar outras reivindicações, a categoria entregou colaborações ao projeto que prevê regulamentar o serviço do Uber na Capital. O prefeito estimou enviar o texto à Câmara de Vereadores até 15 de maio.

Os taxistas alegaram concorrência desleal com os carros da multinacional, citando que os rendimentos à noite caíram cerca de 50% desde que o aplicativo de celular começou a operar.

“A cidade é plural, dinâmica, existem outros agentes neste processo. Estamos buscando a regulamentação de todo o sistema com normas adequadas, que atendam a cidade como um todo”, declarou Fortunati. Ele também citou medidas do poder municipal para contribuir com a categoria, como a ficha limpa dos taxistas da cidade, a fiscalização e a revisão rigorosa da frota, o carteirão provisório e o simulador Tarifa POA, que dá transparência ao valor da tarifa.

Na semana passada, um grupo de aproximadamente cem taxistas protestou, fazendo caminhada pelo Centro da Capital. Conforme o grupo, existe uma fiscalização muito intensa em relação aos taxistas e “nada é feito contra o Uber”. Os profissionais seguiram em caminhada da Assembleia em direção a rua Julio de Castilhos, Camelódromo e Rodoviária.

Em fim de março, a EPTC confirmou que funcionários do órgão fingem ser clientes para penalizar motoristas da Uber, considerado transporte clandestino enquanto não houver a regulamentação. Desde o fim do ano passado, cerca de 40 veículos já foram apreendidos em função disso. A multa e os custos de guincho e depósito, conforme os motoristas, podem custar juntos mais de R$ 7 mil. (Agência Brasil)

EPTC vai vender permissões de táxis pelo valor  mínimo R$ 63.882,00. Sintaxi crítica valor elevado

EPTC vai vender permissões de táxis pelo valor mínimo R$ 63.882,00. Sintaxi crítica valor elevado

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Depois de 42 anos, quando surgiu uma legislação específica para regulamentar o sistema de táxi em Porto Alegre – Lei nº 3790, de 5 de setembro de 1973 -, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), realiza a primeira licitação do modal, que se tem notícia, visando o retorno de 89 prefixos na frota, veículos adaptados ao transporte de cadeirantes. Os envelopes lacrados com as propostas dos interessados serão abertos em sessão pública, a partir das 9h30min desta sexta-feira, dia 12, no Auditório Araújo Viana, na Av. Osvaldo Aranha, 685. Os integrantes da Comissão Especial de Licitação não revelam o número total de propostas apresentadas. Quem participa da Concorrência nº 3/2015, terá que desembolsar no mínimo R$ 63.882,00, além de adquirir o veículo e adaptá-lo ao transporte de cadeirantes. O novo permissionário poderá gastar algo em torno de R$ 150 mil. A licitação está prevista na Lei nº 11.591, de 14 de março de 2014. A licitação, na modalidade de concorrência, prevê o pagamento à vista pelo lance registrado na proposta, ou o parcelamento do valor em 240 meses (20 anos), corrigido pela variação da Unidade Financeira Municipal (UFM), hoje em R$ 3,6501.

A ideia da EPTC é selecionar os 150 maiores lances a partir de R$ 63.882,00, que passarão para a etapa seguinte da concorrência: a prova técnica, de caráter eliminatório, onde cada candidato deverá embarcar e desembarcar um cadeirante, observando todas as etapas do processo, desde o estacionamento do táxi, abertura da porta, colocação da rampa de acesso da cadeira de rodas, embarque do cadeirante, recolhimento da rampa, fechamento do veículo e partida. Após será necessário fazer o desembarque do cadeirante, observando os mesmos detalhes. Tudo isto em até 15 minutos cronometrados pelos avaliadores. A quantidade de permissões será de 89, equivalente ao número de prefixos desativados ao longo do tempo, de modo a recolocar em operação a frota original de veículos existente à época da publicação da primeira lei em 1973. Os demais ficarão num cadastro reserva com validade de dois anos e poderão ser chamados futuramente, se houver necessidade, respeitando a ordem de classificação.

Os novos permissionários serão lotados em pontos fixos, deverão estar vinculados, de forma obrigatória, em alguma das sete radiotáxis em operação na capital e cumprirão todas as determinações impostas na Nova Lei do Táxi, como o cumprimento de jornada diária e semanal.

A primeira data prevista para a abertura dos envelopes era 21 de dezembro do ano passado, mas foi adiado sem justificativa por parte do presidente da Comissão, José Otávio Ferreira Ferraz. “O adiamento da abertura dos envelopes deve ter sido pelo reduzido número de propostas apresentadas. O jeito foi ampliar o prazo para que mais pessoas se interessassem em participar da concorrência.” O comentário é do presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari. Como não foi revelado o número de propostas apresentadas, é possível especular que não existam 150 concorrentes como queria a EPTC. Para Nozari, se não houver um número significativo, será por culpa do poder público que insistiu em comercializar as permissões e por um preço muito elevado. “Em novembro do ano passado já havíamos alertado sobre a possibilidade de inúmeros condutores auxiliares, que desejavam se tornar permissionários, serem alijados da concorrência”, explica Luiz Nozari.

É muito difícil que um condutor auxiliar tenha cerca de R$ 150 mil à vista para ingressar na concorrência e acabará se tornando um “escravo” do poder público municipal e dos bancos, pois terá que buscar financiamento para adquirir o veículo e adaptá-lo ao transporte de cadeirantes e assumir um compromisso de 20 anos com a prefeitura de Porto Alegre pagando a mensalidade equivalente à outorga. “O taxista vai trabalhar todos os dias, cumprindo uma carga horária determinada pela lei, terá alguns sócios ocultos, no caso a prefeitura, via EPTC e o banco que financiará o veículo e os equipamentos para adaptação. Outro detalhe é que ele não será dono da permissão, pois as novas regras são bem claras e depois de 35 anos perderá o direito de explorar o serviço, além disso, em caso de morte, antes do final deste tempo, a permissão não poderá ser transferida aos herdeiros e ninguém sabe o que acontecerá com os valores já pagos no financiamento da outorga”, relata Nozari.

Quem vencer a concorrência e obter a permissão, pagando o valor em 240 meses, financiando o veículo e os equipamentos obrigatórios para adaptá-lo ao transporte de cadeirantes, terá que arcar com um valor mensal, incluindo outras despesas como renovação do carteirão, taxas de vistorias e cadastro, cobradas pela EPTC, verificação anual do taxímetro e do sistema de gás natural veicular (GNV), mensalidade da radiotáxi, condomínio do ponto fixo, abastecimento do veículo e manutenção do mesmo (mecânica, pneus e acessórios), por isso, a EPTC não deveria cobrar nenhum valor monetário pela licitação.

Mudança

A abertura dos envelopes seria realizada no dia 4, mas por conta do fenômeno natural que atingiu Porto Alegre no dia 29 de janeiro, a Comissão Especial de Licitação foi obrigada a adiar a data do evento e alterar o local para o Auditório Araújo Viana, pois o Ginásio Esportivo Osmar Fortes Barcellos, o Tesourinha, localizado na Av. Erico Verissimo, está interditado por tempo indeterminado.