Após agressão a motorista da Uber, taxista vai responder por lesão corporal. Suspeito negou envolvimento no crime, ocorrido ontem à noite nas imediações do Beira-Rio

Após agressão a motorista da Uber, taxista vai responder por lesão corporal. Suspeito negou envolvimento no crime, ocorrido ontem à noite nas imediações do Beira-Rio

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A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar a agressão cometida por um taxista contra um motorista da Uber após a audiência pública que discutiu, na noite de ontem, no Ginásio Gigantinho, o projeto que regulamenta o aplicativo de celular em Porto Alegre.

De início, a informação compartilhada em grupos de WhatsApp era de que o condutor havia sido agredido com uma tijolada na cabeça. Conforme a investigação, porém, a vítima levou um tapa no rosto em frente à escola Imperadores do Samba, na avenida Padre Cacique, nas imediações do estádio Beira-Rio. Uma foto recebida, ainda ontem, pela reportagem mostra o motorista sangrando na região da face e do pescoço.

A ocorrência foi registrada pela 2ª Delegacia de Polícia Pronto Atendimento, que classificou a agressão como lesão corporal leve. O taxista assinou termo circunstanciado e foi liberado. Em depoimento, ele negou envolvimento no crime. O inquérito fica, agora, a cargo da 20ª Delegacia de Polícia.

Identificada apenas como Claiton, a vítima explicou, em entrevista à Guaíba, como a agressão ocorreu. “Eu estava de costas para o carro e ouvi ‘taxista traidor’ e logo levei um soco”.

Ainda na noite de ontem, um motorista que presenciou a agressão chegou a sugerir a colabores do Uber, também via grupos de WhatsApp, a não trabalharem durante a madrugada. “Não trabalhem hoje que o ambiente tá bem ‘xarope’. Nos pegaram em um lugar bem retirado, quando não tinha nada na volta. Graças a Deus passou uma viatura da Brigada que nos prestou socorro. Fiquem em casa, descansem”, recomendou. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)