Dez são presos por atos preparatórios de terrorismo nos Jogos Olímpicos

Dez são presos por atos preparatórios de terrorismo nos Jogos Olímpicos

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Dez pessoas foram presas nesta quinta-feira durante a primeira operação da Polícia Federal (PF) baseada na lei antiterror. O ministro da Justiça e da Cidadania, Alexandre de Moraes, confirmou que o grupo foi detido por iniciar atos preparatórios para realizar ataques terroristas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Os suspeitos detidos não haviam definido o alvo.

“Prendemos essas pessoas a partir do nosso rastreamento. Identificamos esses suspeitos, que faziam simples comentários de atentados e agora se preparavam para um ataque. Ele saíram daquele estado de quase apologia para um status de atuação. A partir de uma solicitação de uma AK 47 a um site de armas do Paraguai nós decidimos agir”, disse Alexandre de Moraes.

Conforme o ministro, alguns integrantes do grupo realizaram contato via internet com pessoas ligadas ao Estado Islâmico. “Eles entraram em contato e fizeram inclusive um juramento. A partir disso, toda situação foi progredindo até essa solicitação da arma. Não temos a informação de que o armamento tenha chegado às mãos do suspeito, mas a tentativa de compra já demonstra um ato preparatório”, explicou.

Durante o monitoramento do grupo, o serviço de inteligência brasileiro encontrou comentários em que os suspeitos comemoram o atentado contra uma boate em Orlando, nos Estados Unidos, e o ataque terrorista feito em Nice, na França. “Cumprimos mandado de busca e apreensão e confiscamos celulares, computadores e outros equipamentos. Há ainda duas pessoas que não foram encontradas, mas já foram rastreadas”, completou Alexandre de Moraes. ( Radio Guaíba e Correio do Povo)

Brasil deporta professor da UFRJ acusado de terrorismo

Nascido na Argélia e naturalizado francês, o físico Adlène Hicheur foi deportado ontem do Brasil, onde morava havia três anos. Após dois anos preso na França sob acusação de planejar atentados, o que ele nega, Hicheur ganhou liberdade provisória e mudou- se para o Rio, onde virou professor- visitante da UFRJ. A instituição repudiou a deportação. O Ministério da Justiça disse tê-la autorizado “por recomendação da Polícia Federal” e “dada a conveniência ao interesse nacional”. (O Estado de São Paulo)

Governo Temer: Ministro do Gabinete de Segurança Institucional fala sobre Olímpiada, exército auxiliar policias militares e diz que Comissão da Verdade abandonou direito de defesa dos militares

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O general gaúcho Sérgio Etchegoyen, que assumiu como ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República de Michel Temer, falou hoje sobre Olímpiada, Exército auxiliando PMs Estaduais, tratamentos aos movimentos sociais e outros assuntos.  Ele reforçou lamentar o trabalho realizado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) durante o governo Dilma. Para o militar, que representa a terceira geração de uma família com integrantes do Exército Brasileiro, a investigação sobre o período da ditadura não permitiu o direito à defesa e ao contraditório. Em entrevista ao programa Agora da Rádio Guaíba, Etchegoyen defendeu que um grupo para analisar o período de exceção deveria tentar encontrar um consenso entre os dois lados.

“Não critiquei o conceito da Comissão da Verdade. Não tenho nada contra ele e acho que temos de contar a história do país. Eu aplaudiria uma ação na qual sentassem todos os atores , discutissem sobre o que aconteceu e encontrássemos uma história comum para que esse período que passamos não ficasse com uma tarja preta o escondendo. A minha crítica, e da minha família, foi o modelo utilizado quando a comissão se limitou no tempo, no objeto e só teve representantes de um lado. E, principalmente, o que me parece mais grave, quando a comissão abandonou o conceito constitucional do contraditório e da ampla defesa”, justificou.

O nome do pai do ministro, Leo Guedes Etchegoyen, foi incluído na lista das 377 pessoas apontadas pela CNV como principais responsáveis por crimes contra os direitos humanos entre 1946 e 1988. A crítica pública foi feita pela família Etchegoyen em nota divulgada em dezembro de 2014, quando a comissão apresentou o relatório. Conforme o general, a conclusão foi tomada sem que os integrantes da comissão requisitassem qualquer tipo de informação ao Exército.

“De repente, meu pai apareceu na lista. Ninguém perguntou, ninguém questionou, o Exército não recebeu pedido de informação como recebeu de centenas de outros. Uma pessoa falecida, sem nenhuma possibilidade de contestar, que não teve nenhuma investigação que tenha passado pelo Exército para confirmar se ele estava em determinado local em tal época. Quando a gente levanta dados e estabelece relação de causa e efeito entre os dados, sem ter embasamento de pesquisa, contraditório e ampla defesa, apenas para estabelecer relação que convenham a uma tese, é sempre questionável”, declarou.

A comissão respondeu que, entre outros episódios, foi comprovado que Leo Guedes Etchegoyen recebeu um norte-americano especialista em métodos de tortura para ministrar uma oficina aos policiais gaúchos. A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) rebateu os argumentos do general, através do Twitter, afirmando que “quem não teve como defender-se foram Vlado Herzog, Rubens Paiva e todos os torturados e mortos pela ditadura”. A parlamentar viabilizou a criação da Comissão Nacional da Verdade como ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2011. (Texto: Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

Dilma defende ação internacional urgente contra o terrorismo em reunião do Brics.  Presidente brasileira está na Turquia para participar da reunião do G-20

Dilma defende ação internacional urgente contra o terrorismo em reunião do Brics. Presidente brasileira está na Turquia para participar da reunião do G-20

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A presidente Dilma Rousseff reiterou hoje repúdio pelos ataques terroristas ocorridos em Paris na sexta-feira, na abertura da reunião de líderes do Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Expresso o meu mais veemente repúdio, que é também o de todo povo brasileiro, ao atos de barbárie praticados pela organização terrorista Estado Islâmico que levaram morte e sofrimento a centenas de pessoas de várias nacionalidades em Paris na sexta-feira passada. Essas atrocidades tornam ainda mais urgente uma ação conjunta de toda comunidade internacional no combate sem tréguas ao terrorismo”, disse a presidente em Antália, na Turquia.

Dilma participou do encontro do Brics que precedeu o início da décima Cúpula do G20, que reúne as principais economias avançadas e emergentes do mundo. A reunião da cúpula vai até amanhã.

Belek - Turquia, 15/11/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante Reunião de Líderes dos Brics. Fotos: Rafael Carlota/Roberto Stuckert - PR
Belek – Turquia, 15/11/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante Reunião de Líderes dos Brics. Fotos: Rafael Carlota/Roberto Stuckert – PR

Nessa sábado,  Dilma enviou uma carta ao presidente francês, François Hollande, em que expressou a solidariedade do governo brasileiro ao povo e ao governo da França e condenou os atentados de forma veemente. “Estou certa de que a nação francesa saberá enfrentar com altivez e determinação esse momento difícil, e dele sairá mais forte e coesa. Hoje, somos todos franceses”, disse, na carta.

O Estado Islâmico reivindicou, em comunicado, os atentados de sexta-feira em Paris, que causaram pelo menos 129 mortes e deixaram 352 feridos, 99 em estado grave.

Oito terroristas, sete deles suicidas, que usaram cintos com explosivos para finalizar os atentados, morreram, segundo fontes policiais francesas.

Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde ocorria uma partida de futebol entre as seleções da França e da Alemanha. A França decretou estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras após os episódios que foram classificados por Hollande, como “ataques terroristas sem precedentes no país”. (Agência Brasil)