Morre Eva Sopher. Presidente da Fundação Theatro São Pedro tinha 94 anos e comandava instituição desde 1975

Morre Eva Sopher. Presidente da Fundação Theatro São Pedro tinha 94 anos e comandava instituição desde 1975

Cultura Destaque

A D.Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro morreu nesta quarta-feira, em sua residência, na Capital gaúcha. O velório acontece a partir das 11h desta quinta-feira, no palco do São Pedro. O Governador José Ivo Sartori decretou luto oficial de três dias no Estado. No Twitter do governo gaúcho, a mensagem sobre o falecimento diz: Carinhosa guardiã do Theatro São Pedro e empreendedora cultural, a querida Eva Sopher nos deixou nesta quarta-feira, aos 94 anos. Nossos sentimentos aos familiares e amigos e nosso agradecimento eterno por ser uma guerreira da cultura gaúcha . Já o ator e diretor Zé Adão Barbosa, escreveu em sua página do Facebook: “Uma guerreira, uma mulher que construiu um teatro, uma amiga querida. A cultura perde um ícone.” Em nota aOpus Promoções lamentou profundamente o falecimento de Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro. São muitas memórias que nos unem em um laço eterno. Eva dedicou sua vida em benefício da cultura e nos deixa um legado repleto de espetáculos inesquecíveis, dedicação e amor à arte.  Será sempre lembrada com orgulho e muito carinho pela classe artística brasileira. 

“Estou consternado, muito triste. Graças ao nosso trabalho em prol da cultura, sempre estivemos próximos. Desde a Pro Arte, antes do Theatro São Pedro e, mesmo logo após a sua inauguração, estivemos juntos em muitos projetos. Tive a oportunidade de trabalhar dez anos ao lado da Eva e foi uma experiência de vida. Quando a Opus completou 15 anos, editamos o livro A Doce Fera, em homenagem a ela. Eva foi uma pessoa muito especial para mim. Me tratava como um filho e sempre retribui esse sentimento com muito carinho. Nosso último encontro foi no Teatro do Bourbon Country, na comemoração de 40 anos da Opus. Não esqueceria do nosso último abraço e de suas palavras. Eva disse estar muito orgulhosa. Lembrarei dela para o resto da vida”, Geraldo Lopes, fundador da Opus Promoções.

Eva Sopher, foi uma grande incentivadora das atividades da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). A Fundação Ospa lamenta a partida da presidente da Fundação Theatro São Pedro, uma das mais conhecidas personalidades da cultura no Rio Grande do Sul. “A Dona Eva foi uma parceira muito presente em diferentes momentos da história da Ospa. Seu legado junto ao Theatro São Pedro é enorme, mas também se estende para as outras instituições culturais do estado”, afirma Ivo Nesralla, presidente da Fospa. A orquestra presta solidariedade à família e aos amigos de Eva Sopher, e reafirma a sua admiração pelo consistente trabalho que ela desenvolveu ao longo de décadas de dedicação à cultura.

Nascida em Frankfurt, Alemaha( 18 de junho de 1923) ela foi uma empreendedora cultural teuto-brasileira. Tornou-se conhecida por seu trabalho bem-sucedido para a recuperação do Theatro São Pedro, um dos marcos mais importantes da cidade de Porto Alegre, após um longo período de decadência. De família de origem judaica, Eva Sopher emigrou da Alemanha para o Brasil em 1936, aos treze anos de idade, em razão da perseguição nazista. Ligou-se ao grupo Pro Arte de Theodor Heuberger, no Rio de Janeiro, e depois se fixou em São Paulo, onde estudou arte, desenho e escultura no Instituto Mackenzie.

Em 1950, adquiriu nacionalidade brasileira e, em 1960, transferiu-se para Porto Alegre, já estando casada com Wolfgang Klaus Sopher. Nessa cidade, Eva reativou o Pro Arte a pedido de Heuberger, organizando concertos, espetáculos de teatro e apresentações de grandes orquestras ao longo de mais de duas décadas, trazendo a Porto Alegre artistas como Jean-Pierre Rampal, Pierre Fournier, Narciso Yepes, Mauricio Kagel, o I Musici, a Orquestra de Câmara de Jean François Paillard, Sir John Barbirolli e a Orquestra Hallé, a Orquestra de Câmara de Moscou, e a Orquestra Sinfônica de Israel, regida por Zubin Mehta. Sua casa se tornou um ponto de reunião de intelectuais gaúchos.

Em 1975, Eva Sopher assumiu a direção do Theatro São Pedro, para gerenciar as obras de sua restauração, continuando a dirigi-lo depois de sua reabertura em 1984, ora como Presidente da Fundação Theatro São Pedro. Já foi homenageada diversas vezes por seu trabalho cultural, destacando-se o recebimento da Medalha do Mérito Farroupilha, a maior honra concedida pelo Legislativo gaúcho, o prêmio Personalidade Top Ser Humano 2008 da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul, uma das premiações mais cobiçadas do país na área de Recursos Humanos, e a sua escolha como patronesse do festival Porto Alegre em Cena de 2006.

Em 2015 recebeu a “Medalha de Goethe” (Goethe-Medaille) do Instituto Goethe na Alemanha pelo seu trabalho como presidente do Theatro Sao Pedro de Porto Alegre onde, segundo a justificativa do prêmio, criou “um local de encontro internacional para artistas de todos os estilos”.

A data de 07 de fevereiro, registra também a morte em 2014, aos 56 anos do músico e ator Nico Nicolaiewsky, um dos artistas recordista em apresentações no palco do Theatro São Pedro.  Confira a nota assinada pela D.Eva:

Hoje a cidade de Porto Alegre acordou triste

O Theatro São Pedro está de luto pelo falecimento de Nico Nicolaiewsky e a Sbórnia entristecida, pois perdeu hoje um de seus maiores talentos, o Maestro Pletskaya.

Quem quiser prestar homenagem ao nosso grande amigo poderá vir ao Theatro São Pedro, onde ele será velado, e que foi também o local em que o artista se apresentou por mais de 29 anos.

Hoje à tarde serão prestadas homenagens de diversos amigos no local. O horário para visitação inicia às 18h e segue até as 24h de hoje (07/02) e amanhã (08/02) reiniciará após as 9h, seguindo até o final da tarde.

Com pesar, porém com boas lembranças!

Eva Sopher e Equipe do Theatro São Pedro

 

Nei LisPoa dias 17 e 18 de janeiro no Theatro São Pedro

Nei LisPoa dias 17 e 18 de janeiro no Theatro São Pedro

Agenda Cidade Cultura Destaque Poder Política Porto Alegre Vídeo

Quem falou que a virada do ano se resume ao réveillon? Se o ano  começa pra valer mesmo, como se sabe, só depois do carnaval, então o que acontece nesse intervalo é uma longa… revirada! Esta é a tese, amparada em provas e convicção, que Nei Lisboa traz para o palco do Theatro São Pedro, na sua temporada de verão 2017.

A oitava edição de Nei LisPoa, como é carinhosamente conhecida, vai como sempre mesclar muita música, textos e humor extraídos dos melhores momentos –  e dos piores tormentos – do ano que se foi.Desde a crônica de abertura, até a “ceia musical” que encerra o show, o público tem uma chance extra para revisar resoluções de ano novo e renovar votos de paze amizade, além de despachar uma vez mais o ano velho com o adeus que merece.

A trilha dafesta é confirmadíssima: ao lado de Nei (violões e voz), os parceiros Paulinho Supekóvia (guitarra, baixo, vocais), Luiz Mauro Filho (piano acústico,teclados, vocais) e Giovanni Berti (percuteria, vocais) embalam com categoria uma hora e meia de espetáculo, entrosados com um cardápio de quatro décadas de jovens e velhas canções de sucesso.

Entre outros momentos especiais do roteiro, “Hi-fi” inaugura um quadro de releituras,extraídas ou aparentadas do álbum de mesmo nome. E não poderia faltar o tradicional Bis-dentro-do-show, onde a plateia é quem grita e dita o que se vai ouvir.

Além de tantas atrações, as datas do espetáculo ainda têm um significado todo especial:entre o cabalístico 17 do ano que inicia, e o 18 de janeiro, dia exato do aniversário, Nei Lisboa vai celebrar duas vezes, no palco, cinquenta e oito aninhos bem vividos.

 

Serviço:

Nei LisPoa 2017 – O show da revirada

Theatro São Pedro (Pça Mal. Deodoro, s/nº)

Estacionamento no local

17 e 18 de janeiro – Terça e Quarta-feira

21h

 

PREÇOS DE INGRESSOS

Plateia e cadeira extra: R$ 70,00

Camarote central: R$ 60,00

Camarote lateral: R$ 50,00

Galeria: R$ 30,00

DESCONTOS

50% para associados da AATSP (ingressos limitados)

50% para estudantes e idosos (limitados a 40% da lotação)

50% para sócios do Clube do Assinante ZH e acompanhante

Ingressos na bilheteria do teatro e compreingressos.com

Apoio:Confeitaria Maomé

Theatro São Pedro é interditado pelo Corpo de Bombeiros

Theatro São Pedro é interditado pelo Corpo de Bombeiros

Cidade Comunicação Cultura Economia Negócios Notícias Poder Política Prédio

O Corpo de Bombeiros interditou na manhã desta quarta-feira o Complexo do Theatro São Pedro e o Multipalco, em Porto Alegre. O espaço cultural, um dos mais tradicionais do Rio Grande do Sul, estaria com o sistema de incêndio inoperante e sem plano de prevenção.

A interdição ainda não é definitiva e, até o momento, a atração marcada para a noite desta quarta, o espetáculo “O Guri de Uruguaiana”, se mantém na agenda. Segundo a assessoria do espaço, o Theatro São Pedro tenta negociar com o Corpo de Bombeiros, que ainda permanece no local. A assessoria irá divulgar um posicionamento oficial ainda nesta tarde. (Correio do Povo)

Nei Lisboa & Banda lançam o CD Telas Tramas & Trapaças do Novo Mundo no Theatro São Pedro

Nei Lisboa & Banda lançam o CD Telas Tramas & Trapaças do Novo Mundo no Theatro São Pedro

Agenda Cidade Comportamento Comunicação Cultura Notícias Porto Alegre

 

Agora chegou a vez do show de lançamento do CD Telas, Tramas & Trapaças do Novo Mundo. Será no dia 26 de novembro (quinta-feira), às 21h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/º – Centro Histórico). Gravado ao vivo em junho deste ano, com patrocínio do Natura Musical RS e financiamento da Secretaria de Estado da Cultura RS – Pró-Cultura, o CD reúne canções dos últimos 15 anos de carreira de Nei Lisboa. Para a alegria do público, o show ganhará uma versão ampliada do CD de 18 faixas, com a presença de clássicos da trajetória do cantor e compositor, considerado um dos mais importantes da cena musical do Rio Grande do Sul.

Junto com os músicos Marquinhos Fê (bateria), Samy Cassali (baixo), Luiz Mauro Filho (piano e teclados), Paulinho Supekóvia (guitarra) e Alexandre Rosa (clarinete, sax soprano e sax alto), Nei Lisboa (violão e voz) irá percorrer um repertório que harmoniza linguagens do poprock, da mpb e momentos de expressão acústica e jazzística. O fio condutor do roteiro são as músicas do CD A vida inteira (2013), que empresta a faixa-título, além de No boleto ou no cartão, Depois do fim, Mãos demais, Jogo de trapaças e Publique-se a versão. De Translucidação (2006), estão presentes também Confissão e Mundos seus. Relógios de sol vem do disco homônimo de 2003, junto a Bar de mulheres. E do Cena beatnik (2001), Nei pinçou Produção urgente, E a revolução e Ponto com. As inéditas A Lei revela um olhar crítico em relação aos descaminhos da justiça brasileira e Pôquer no escuro rende-se a um futuro de hipermodernidade.

A atmosfera do show promete repetir a vibração da noite da gravação do CD ao vivo. “Este trabalho é um retrato da época que estamos vivendo, um momento muito difícil mas que revela um espírito aguerrido, que não se deixa abater”, comenta Nei. O cuidadoso trabalho de escolha do repertório por vezes surpreendeu o músico. Telas, Tramas & Trapaças do Novo Mundo é um exemplo da unidade conceitual das músicas eleitas pelo compositor, que realizou releituras de outros trabalhos, em novas instrumentações e arranjos. O show terá 24 músicas. Uma oportunidade e tanto para desfrutar da poesia e da sonoridade de uma obra que a cada dia demonstra maior vigor e qualidade.

Nascido em Caxias do Sul, 1959, Nei Lisboa fez de Porto Alegre, onde veio morar aos seis anos idade, a sua cidade. Na capital gaúcha, estreou na música em 1979. Seu primeiro disco, Prá viajar no cosmos não precisa gasolina (1983), foi uma produção independente. Atualmente, são 11 discos lançados, mais Vapor da Estação, que não teve distribuição comercial. Algumas de suas canções serviram de trilha para filmes e ganharam interpretações na voz de Cida Moreira, Zélia Duncan, Caetano Veloso, Luiza Possi e Ná Ozzetti, entre outros intérpretes.

26 DE NOVEMBRO – THEATRO SÃO PEDRO – PORTO ALEGRE (POA)

Serviço

Local: Theatro São Pedro

Data: 26 de novembro (quinta-feira)

Hora: 21h

Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/º – Centro Histórico – fones: 3227.5100 e 3227.5300

Ingressos: à venda na bilheteria do Theatro São Pedro e no site www.compreingressos.com

R$ 80,00 (plateia e cadeira extra), R$ 70,00 (camarote central), R$ 60 (camarote lateral) e R$ 30,00 (galeria).

Realização: Ana Lombardi Produção Cultural

Semana cultural celebra 110 anos de Erico Verissimo

Semana cultural celebra 110 anos de Erico Verissimo

Cidade Cultura Feira do Livro Negócios Notícias Porto Alegre

A vida e a trajetória literária de Erico Verissimo ganham destaque no cenário cultural de Porto Alegre na próxima semana. O Theatro São Pedro e o Multipalco (Praça da Matriz, s/nº) recebem uma programação especial em homenagem ao aniversário do célebre escritor gaúcho. A semana “Erico Verissimo 110 anos” ocorre a partir desta segunda-feira até o dia 22 e inclui workshop, seminário e peça teatral. Os dois primeiros eventos são gratuitos, e a montagem tem ingressos entre R$ 20 e R$ 80 (inteira), que podem ser comprados pelo site.

Nos dias 16 e 17, das 14h às 18h, o workshop “Adaptação da obra literária para a linguagem cênica”, ministrado pelo Grupo Cerco, vai abordar as técnicas trabalhadas pelo grupo durante o processo de criação artística da companhia. Nele, será desenvolvido uma criação coletiva a partir de fragmentos de textos, e os participantes farão a transposição para os palcos por meio da improvisação.

Já no dia 18, das 15h às 17h, é vez do seminário “O Sobrado em O Tempo e o Vento: ascensão e queda dos Terra Cambará”, que busca novas leituras sobre o papel de “O Sobrado” na aclamada trilogia “O Tempo e o Vento”. Participam o professor de literatura Antonio Sanseverino e as docentes de Literatura Maria da Glória Bordini e Márcia de Lima e Silva. A inscrição para os encontros devem feita pelo e-mail.

Finalizando a semana, uma apresentação da montagem “O Sobrado”, adaptação dos sete capítulos de “O Continente”, será apresentada nos dias 20, 21 e 22, respectivamente às 21h, 20h e 18h. Fazem parte da peça elementos fundamentais da obra-prima da literatura gaúcha, como o patriarcalismo, o belicismo, a forte relação com a terra. (Correio do Povo – Foto: Theatro São Pedro / Divulgação / CP)

Opinião Produtora apresenta Maíra Freitas no Theatro São Pedro nesta quarta-feira

Opinião Produtora apresenta Maíra Freitas no Theatro São Pedro nesta quarta-feira

Cidade Cultura Notícias

A jovem pianista e cantora Maíra Freitas, filha do sambista Martinho da Vila, vai lançar o seu segundo disco, chamado “Piano e Batucada”, dia 4 de novembro, no Theatro São Pedro. A apresentação, que mistura música erudita e popular, com samba-reggae e um pouco de bossa-jazz ,terá em seu repertório, além de algumas músicas novas, releituras bastante curiosas de “Estranha Loucura”, de Alcione; de “Feeling Good”, de Nina Simone; e até da improvável “Beat It”, do eterno rei do pop Michael Jackson. Bastante experimental e com um extenso currículo de apresentações realizadas fora do país, Maíra terá no palco apenas o seu piano, sintetizadores, instrumentos de percussão e a sua bela voz. Assim como no disco, o cantor Filipe Catto fará uma participação especial no espetáculo, patrocinado pelo projeto Natura Musical. A música escolhida é “Estranha Loucura”, uma composição de Michael Sullivan e Paulo Massada, eternizada por Maíra Freitas 3A - foto Sora MaiaAlcione.

Pianista, cantora e arranjadora formada pela Escola de Música da UFRJ, Maíra Freitas possui uma carreira extensa como pianista erudita e ultimamente está se aventurando pela música popular. Filha de Martinho da Vila, estreou no disco “Poetas da Cidade” do pai. Em 2011 lançou, pelo selo Biscoito Fino, o CD “Maíra Freitas”, com três faixas de sua autoria: “Alô?”, “Corselet” e “Se Joga”. O álbum, produzido por Mart’nália, contou com a participação dos músicos Wilson das Neves (bateria), Dirceu Leite (flauta), Cláudio Jorge (violão) e dos cantores Qinho, Martinho da Vila e Joyce Moreno.

Com o seu projeto solo, fez inúmeros shows no Brasil e no exterior e atuou ao lado de João Donato, Alcione, Ed Motta e Ivone Lara. Em 2013, fez a direção musical, arranjos e atuou como cantora e pianista ao lado de sua irmã Mart’nalia no disco “Carnavalança – Carnaval para Crianças”, lançado pela Biscoito Fino. O disco conta com participações de grandes nomes da música brasileira como Chico Buarque, Maria Rita, Martinho da Vila, Luiz Melodia, Paula Lima, Moyseis Marques e Evandro Mesquita.

Nesse tempo, Maíra participou também de inúmeros festivais de música, cursos e master classes no Brasil e no exterior, onde teve contato com professores de renome nacional e internacional, entre eles Sergio Monteiro, Luis Senise, Sergei Dorensky (Rússia), Roberto Bravo (Chile), Michel Dalberto (França) e Adam Wodnick (Polônia), entre outros. Os shows, no Velho Continente, foram realizados em Portugal e Alemanha. O novo disco da pianista e cantora se chama “Piano e Batucada” e teve o patrocínio da Natura Musical.

MAÍRA FREITAS

Onde:

Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº)

Quando:

4 de novembro, quarta-feira, às 21h

Abertura da casa:

20h

Classificação:

14 anos

Ingressos:

Plateia e Cadeira Extra:

Meia-entrada*: R$ 20

Inteira: R$ 40

Camarote Central:

Meia-entrada*: R$ 17,50

Inteira: R$ 35

Camarote Lateral:

Meia-entrada*: R$ 15

Inteira: R$ 30

Galeria:

Meia-entrada*: R$ 10

Inteira: R$ 20

** Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto), é necessária a apresentação da carteira de estudante na entrada do espetáculo. Os documentos aceitos como válidos estão determinados no artigo 4º da Lei Estadual 14.612/14. Idosos acima de 60 anos também pagam meia.

Pontos de venda:

Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência):

Bilheteria do Theatro São Pedro

Horários de funcionamento: de segunda a sexta, das 13h às 18h30 (em dias que não há espetáculo); e das 13h às 21h (em dias que há espetáculo). Sábados, das 15h às 21h; e domingos, das 15h às 18h. Informações: (51) 3227-5100

Online: www.compreingressos.com

Informações:

www.opiniao.com.br

www.twitter.com/opiniao

www.teatrosaopedro.com.br

(51) 3211-2838

“Interpretar Frida é algo fascinante”, afirma Leona Cavalli. (Luiz Gonzaga Lopes/Correio do Povo)

“Interpretar Frida é algo fascinante”, afirma Leona Cavalli. (Luiz Gonzaga Lopes/Correio do Povo)

Cidade Cultura Entrevistas Notícias

Os artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera viveram um caso de amor mútuo e pela arte. Maria Adelaide Amaral aceitou o desafio de escrever de forma realista o texto “Frida y Diego”, a convite do diretor Eduardo Figueiredo e do produtor do espetáculo, Maurício Machado. Após dez anos sem escrever um texto exclusivo para teatro, Adelaide convidou a atriz gaúcha de Rosário do Sul, Leona Cavalli, 45 anos, para personificar esta personagem forte das artes plásticas e do ativismo político e pelos direitos humanos na primeira metade do século XX. Ela tem a companhia do ator paulista José Rubens Chachá como Diego Rivera.

O espetáculo terá apresentações no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/nº), neste sábado, às 21h, e no domingo, às 18h, pela programação de espetáculos nacionais do 22º Porto Alegre em Cena. O espetáculo trata do reencontro dos dois artistas, após ela ter sido libertada da prisão nos anos 1940 e após a traumática separação deles. O reencontro tem tom de reconciliação e tem a ver com uma fase difícil da vida de Frida, pois ela já está com dores do acidente que sofreu e bastante doente. Não há mais ingressos para este espetáculo.

leonaimagesNesta entrevista concedida ao Correio do Povo, Leona Cavalli, que atuou em filmes como “Carandiru” e “Olga” e em novelas e séries da Rede Globo, fala do fascínio por interpretar uma personagem única, com tanta força, sobre o espetáculo, sobre a equipe de trabalho e também sobre voltar a se apresentar no Porto Alegre em Cena e pela primeira vez pisar no palco do Theatro São Pedro. A atriz também terá espaço na edição deste final de semana no Caderno de Sábado.

CP – Como é o desafio de vivenciar o papel de Frida Kahlo?
Leona Cavalli – Interpretar Frida Kahlo é algo fascinante, pois além de ter sido uma grande pintora, desenvolveu um estilo único, deixou um legado muito grande como pensadora, ativista pela paz, pelas mulheres, pelos direitos humanos. Ela foi uma artista múltipla, pois lidou com fotografia. Visitei a Casa Azul, no México. Aqueles jardins têm esculturas maravilhosas dela. Foi um grande prazer para mim, pois foi uma artista muito conhecida e amada pela força dos seus atos.

CP – Dentro das conspirações favoráveis para este espetáculo, um texto inédito para teatro de Maria Adelaide Amaral parece ter sido uma delas, não é mesmo?
Leona – Claro. O texto da Maria Adelaide foi feito para esta montagem. A dramaturgia tem um frescor diferente em relação à Frida e Diego. Normalmente se fala mais das obras e do acidente. Começa nos anos 1940, quando ela sai da prisão, doente e com dores e reencontra Diego. Aí segue com uma série de flashbacks. Eu já havia trabalhado com texto de Maria Adelaide na série “Dalva & Herivelto”. Quando ela me convidou, aceitei sem pestanejar. Ela foi uma autora sempre presente. Das leituras de mesa aos ensaios. O mais importante é que ela trabalhou com fatos reais da vida de ambos. É sempre bom trabalhar mais próximo do realismo.

CP – Como a atuação no teatro é jogo, como está sendo jogar com José Rubens Chachá como Diego?Leona – Nós já tínhamos trabalhado juntos em “Gabriela”. Não propriamente contracenando. Nos encontramos várias vezes no teatro. Com ele, o jogo realmente se estabelece. É maravilhoso. Com duas pessoas no palco, é fundamental esta sintonia. Temos também dois músicos em cena, uma trilha sonora belíssima, figurinos e cenários impecáveis do Márcio Vinícius, além de uma bela iluminação e de várias projeções de quadros de ambos.

CP – E a tua volta ao Porto Alegre em Cena? O que é para a carreira de um ator participar deste festival, ainda mais para uma gaúcha?Leona – Eu já participei do Porto Alegre em Cena com três espetáculos: “Cacilda”, “Toda Nudez Será Castigada” e “Um Bonde Chamado Desejo”. É um dos festivais mais prestigiados do Brasil. Com estas outras montagens, eu ainda não tinha tido o prazer de atuar no Theatro São Pedro, talvez o melhor teatro do país. Sou formada em Artes Cênicas pelo Departamento de Arte Dramática da Ufrgs e o São Pedro sempre foi um sonho no tempo de faculdade. Por outro lado, é uma oportunidade de rever minha família, pois a agenda agitada que eu tenho acaba me deixando longe dos meus familiares.

 

*Fotos: Leona Cavalli é Frida Kahlo; José Rubens Chachá é Diego Rivera | Gabriel Wickbold / Divulgação / CP

Leona Cavalli  clicada por Estevam Avellar