Sobre Um Certo Capitão Fernando…

Sobre Um Certo Capitão Fernando…

Cultura Destaque Esporte

Eu não sei escrever sobre teatro. Sou do tipo que vou e ao final classifico como: gostei muito, gostei ou não gostei. Por isso, leiam tudo o que os críticos escreverem sobre Um Certo Capitão Fernando.

O que quero então deixar registrado aqui? Minhas lembranças, simplesmente isso. Já assisti grandes peças, maravilhosas atuações, direções e roteiros fantásticos… Já me emocionei muito em diferentes salas, especialmente no São Pedro, mas não me lembro de ter saído tão feliz de um espetáculo que chorei quanto na estreia de Um Certo Capitão Fernando.

O texto e direção de Bob Bahlis para homenagear o capitão da conquista do Mundial FIFA 2006 e boa parte daquele time fantástico montado por Fernando Carvalho e diretoria foi na medida. Todos que viram e vão ver o espetáculo, sabem o final trágico da história pessoal do meu amigo. Mesmo assim a peça que conta desde o período da chegada em 2004 até a conquista do Mundo em 2006, faz o recorte perfeito da construção de um mito envolvido entre dois mundos, a paixão pela família: Fernanda, Enzo, Eloá e a queridona da Neide e o futebol colorado.

Fernando Lucio da Costa cativava no primeiro contato. Ídolo que sentava, conversava e prestava atenção no que os outros diziam, ele fazia todos se sentirem importantes. Carinhoso, abraçava mesmo, não economizava força no aperto de mão e não negava um minuto para ninguém, por mais apertado de tempo que estivesse.

E esse afeto e carinho pelo outro está retratado no palco. Quem conviveu com Fernando, olha o ator Rafael Albuquerque e reconhece trejeitos do homem, marido apaixonado, pai amoroso, amigo fiel,  atleta focado, obcecado pela vitória… líder!

A peça é uma celebração à vida, Caio Fernando Abreu dizia que:  “A vida é curta, viva. O amor é raro, aproveite. O medo é terrível, enfrente. As lembranças são doces, aprecie.”  Cabe agora a nós, espectadores, apreciarmos as doces lembranças do que ele deixou, não só para os colorados (gols e títulos), mas também para os amigos gremistas que fez – e não foram poucos – . A vida do Fernando foi muita curta, mas ele enfrentou de cabeça erguida todos os medos e aproveitou com aquele coração gigante todos momentos de amor.

Mais que nunca e para sempre: Fernandão, F9 Eterno.

41305879_2191882537697404_684496123443806208_n
Felipe Vieira e Fernandão, Yokohama – 17.12.2006

 

Cissa Guimarães apresenta Doidas e Santas no Theatro São Pedro até domingo

Cissa Guimarães apresenta Doidas e Santas no Theatro São Pedro até domingo

Cidade Comportamento Cultura Porto Alegre

Vista por mais de 300 mil pessoas entre Rio de Janeiro, São Paulo e mais de 22 cidades brasileiras, a comédia romântica Doidas e Santas se consagrou como um dos espetáculos de maior sucesso da cena teatral carioca. A montagem com texto de Regiana Antonini, livremente inspirado no livro homônimo de Martha Medeiros, e dirigida por Ernesto Piccolo retorna a Porto Alegre, onde realiza temporada no Theatro São Pedro nos dias 18, 19 e 20 de novembro, sexta-feira e sábado às 21h  e domingo às 18h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro.

Doidas e Santas é um projeto idealizado por Cissa Guimarães e sua primeira produção em mais de 30 anos de carreira no teatro. A atriz sempre desejou levar à cena um trabalho que expressasse as inquietações da mulher moderna com relação à vida contemporânea, que exige conjugar marido, filhos, realização profissional e ainda beleza e bom humor. Cissa encontrou nos textos de Martha Medeiros a motivação para tocar seu projeto e, depois de conversar com a escritora, convidou o amigo de mais de 30 anos, Ernesto Piccolo, para dirigi-la. Piccolo é diretor de Divã, sucesso teatral de Lilia Cabral, também adaptado de obra homônima de Martha Medeiros, e ainda da bem-sucedida A História de Nós 2.

O livro de Martha Medeiros é uma coletânea de crônicas independentes que forneceram a matéria-prima para Regiana Antonini construir a trama bem-humorada desta mulher moderna, que identificamos a todo o momento e em qualquer parte. Regiana acrescentou ainda à dramaturgia algumas histórias divertidas que ela mesma viveu, e que, por afinidade, poderiam muito bem ser encontradas no livro de Martha.

No palco, acompanhamos a trajetória de Beatriz (Cissa Guimarães), uma psicanalista em crise no casamento. Seu marido (Giuseppe Oristânio) é turrão e machista e não tolera a ideia da separação. Fechando o elenco, temos ‘as mulheres da vida’ de Beatriz: irmã, mãe e filha, personagens vividas pela atriz Josie Antello. O público vivencia alegrias, desilusões, neuroses da vida urbana, o prazer que se esconde no dia a dia, as relações amorosas e o poder transformador da coragem e do afeto. O cenário é de Sérgio Marimba, a iluminação de Jorginho de Carvalho, a trilha sonora de Rodrigo Penna e os figurinos de Helena Araujo e Djalma Brilhante.

DESTAQUES DA CRÍTICA CARIOCA

Fé na trama e no texto! O texto tem humor próprio resultando em um espetáculo divertido e ágil. Cissa expressa bem simplicidade e complexidade, alegria e tristeza, ingenuidade e sabedoria.

Bárbara Heliodora – Jornal O Globo

Cissa Guimarães está muito convincente no papel principal, usando impostação de voz e movimentos corporais na medida certa. (…) Sem recorrer à caricatura, Josie Antello faz graça explorando peculiaridades nos modos de falar e nos gestos de cada uma das três personagens que representa.

Carlos Henrique Braz – Veja Rio

O tema ‘separação’ é bem explorado e provoca boas gargalhadas … Além de encarar sua personagem com muita veracidade, Cissa exibe excelente forma física e cativa a plateia. Josie rege com maestria suas três personagens.

Adriana Lins – Revista Contigo

SINOPSE

A psicanalista Beatriz (Cissa Guimarães) vive uma crise. Embora no auge da carreira profissional, a vida pessoal anda um caos. Sua mãe, a extravagante dona Elda (Josie Antello), voltou a morar com ela e vive às turras com sua filha adolescente (também Josie Antello). E o marido Orlando (Giuseppe Oristânio), após vinte anos de casamento, está cada vez mais distante, mais surdo, mais mudo, mais morno, mais jogado no sofá. Um casamento acomodado e duas gerações em crise. Assim, não há ‘santa’ que aguente, qualquer uma fica ‘doida’.

Durante uma visita da irmã caçula, a solteirona-não-tão-convicta-assim Berenice (ainda Josie Antello, numa impagável composição tríplice) tem uma conversa reveladora que faz com que Beatriz decida dar um basta. Separa-se de um inconformado Orlando e resolve abraçar os prazeres da vida e da juventude mais uma vez.

Sai para as noites, canta, dança, conhece um rapaz… Beatriz acha que preencheu o vazio, que botou a vida nos trilhos. Até que uma longa conversa com a mãe, sobre o passado e as esperanças para o futuro, faz reacender uma fagulha. Aponta a dorzinha da saudade. E a campainha toca…

FICHA TÉCNICA

Texto: Regiana Antonini

Direção: Ernesto Piccolo

Assistente de direção: João Velho

Elenco: Cissa Guimarães, Giusepe Oristanio e Josie Antello.

Direção Musical: Rodrigo Penna 

Cenário: Sérgio Marimba

Iluminação: Jorginho de Carvalho 

Figurino: Helena Araujo e Djalma Brilhante

Design Gráfico: Thomaz Velho

Fotos: Nana Moraes

Op. de Luz: Vilmar Olos

Op. de Som: Thiago Silva

Dir. de Palco: Hildo de Assis

Contrarregra: Elquires Souza

Camareiro: Cleiton Souza

Assistente de Produção: Mayara Maia

Produção executiva: Daniela Paita

Direção de Produção: Cássia Vilasbôas

Idealização do Projeto: Cissa Guimarães

Assessoria de Imprensa em Porto Alegre: Silvia Abreu

Produção Local: Little John Entretenimento

Realização: NOVE Produções e BG produções

SERVIÇO ESPETÁCULO:

Doidas e Santas. Espetáculo com Cissa Guimarães Giusepe Oristanio e Josie Antello.

Datas: 18, 19 e 20 de novembro de 2016

Horários: Sexta-feira e Sábado – 21h |Domingo: 18h

Local: Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n° | Centro Histórico | Porto Alegre/RS
Telefones: (51) 3227.5100 | 3227.5300

Ingressos:

Plateia: R$ 100,00
Cadeira Extra: R$ 100,00
Camarote Central: R$ 90,00
Camarote Lateral: R$ 80,00
Galerias: R$ 40,00

Descontos

50% para associados da AATSP (ingressos limitados)

50% para estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência

50% para idosos

50% para sócios do Clube do Assinante ZH (titular e acompanhante)

20% para colaboradores da Gol Linhas Aéreas (titular e acompanhante)

20% para portadores do cartão fidelidade Smiles da Gol Linhas Aéreas (titular e acompanhante)

Horário da Bilheteria

Das 13h até o horário de início do espetáculo
Quando não há espetáculo, das 13h às 18h30min

Sábados e domingos:

Das 15h até o horário de início do espetáculo