Medida permite à Turquia limitar direitos individuais

Medida permite à Turquia limitar direitos individuais

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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan(foto), voltou à capital Ancara e declarou estado de emergência de três meses no país, como resposta à tentativa de golpe de Estado por militares na última sexta-feira (15). A medida, que passa a valer após publicação no diário oficial, autoriza o presidente a se sobrepor ao Parlamento para aprovar leis, além de permitir que o mandatário limite ou suspenda direitos da população. (Folha de São Paulo)

Estado Islâmico reivindica ataque em Nice

Estado Islâmico reivindica ataque em Nice

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O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste sábado o ataque que fez 84 mortos na quinta-feira na cidade francesa de Nice, cometido por um franco-tunisiano. A reivindicação surge num momento em que não há indícios que relacionem o assassino ao Islã radical.

“O autor da operação realizada em Nice, na França, é um soldado do Estado Islâmico. Ele executou a operação em resposta aos apelos do Estado Islâmico para atacar os países da coalizão que combate o EI”, informou a agência Amaq, ligada ao grupo extremista.

Na quinta-feira à noite, ele semeou o terror ao lançar o caminhão que dirigia contra uma multidão que assistia à queima de fogos de artifício por ocasião do feriado da Queda da Bastilha na Promenade des Anglais. O homem matou 84 pessoas, incluindo dez crianças. Dois dias depois, 16 corpos seguem sem identificação em hospitais da região.

Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, um franco-tunisiano de 31 anos e motorista de entregas, em vias de divórcio, era “totalmente desconhecido dos serviços de inteligência e não havia qualquer registro de radicalização”, segundo o procurador de Paris François Molins. Ele ressaltou, contudo, que este ataque correspondia “exatamente aos apelos permanentes dos jihadistas por assassinatos”.

Bouhlel era conhecido da justiça apenas por fatos “de ameaças, atos de violência, roubo e vandalismo cometidos entre 2010 e 2016”. De acordo com seu pai, ele sofreu de depressão no início dos anos 2000 e não tinha qualquer ligação com a religião.

“De 2002 a 2004, ele teve problemas que causaram um colapso nervoso. Ele ficava irritado, gritava, quebrava tudo na frente dele”, disse Mohamed Mondher Lahouaiej-Bouhlel à agência de notícias AFP na frente de sua casa na cidade de Msaken, na Tunísia.

Cinco pessoas detidas

No comunicado deste sábado, a organização gaba-se do “novo” modus operandi utilizado por “um soldado do EI” para cometer os assassinatos. O EI adverte os “Estados cruzados” que continuará seus ataques, não importa o quão forte seja a sua segurança.

Apesar das ligações do autor do ataque de Nice com o islamismo radical serem questionáveis, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse na sexta-feira à noite que o homem “é um terrorista ligado ao Islã radical, de uma forma ou de outra”. Porém, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, se recusou a confirmar se o homem estava ligado ao islamismo radical.

Quatro homens próximos do tunisino foram colocados sob custódia. A ex-mulher do homem, morto pela polícia após o atropelamento de famílias inteiras e turistas na famosa Promenade des Anglais, permanecia sob custódia neste sábado de manhã.

Oito meses após os ataques jihadistas de Paris, o país voltou ao luto nacional por três dias. Neste contexto de tensão, o presidente socialista François Hollande reuniu um segundo Conselho de Defesa no Palácio do Eliseu antes de encontrar todo o seu gabinete para discutir a situação.

Falhas na segurança?

Muitos jornais questionam neste sábado como um caminhão frigorífico de 19 toneladas conseguiu entrar em um local reservado aos pedestres e protegido pelas forças de segurança, mobilizadas por um estado de emergência. O primeiro-ministro Manuel Valls procurou na sexta-feira à noite acalmar as críticas, negando qualquer falha das forças de segurança.

Devido ao novo ataque, o presidente francês anunciou a prorrogação por mais três meses do estado de emergência imposto após os ataques de 13 de novembro.

Pelo menos 17 estrangeiros também foram mortos no ataque, incluindo três alemães, dois americanos, três tunisianos e três argelinos. Um minuto de silêncio será observado na segunda-feira ao meio-dia (7h de Brasília) no país em memória das vítimas. (Correio do Povo)

Tentativa de golpe deixa saldo de pelo menos 60 mortos e 336 presos na Turquia. Governo retomou maior parte do controle, mas células de conflito seguiam em Istanbul e Ancara

Tentativa de golpe deixa saldo de pelo menos 60 mortos e 336 presos na Turquia. Governo retomou maior parte do controle, mas células de conflito seguiam em Istanbul e Ancara

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A Turquia amanheceu neste sábado ainda sob clima de conflito em Istanbul e na capital Ancara, mas com o governo Erdogan retomando o controle. O saldo da tentativa de golpe feita por uma facção do Exército turco foi de ao menos 60 mortos nas ações para tomada de prédios do governo e repressão a protestos nas ruas. Até o começo da manhã (horário local), 336 suspeitos de participarem do que acabou classificado pelo presidente de “ato de traição” foram presos.

A tentativa de golpe sofreu diversos retrocessos na madrugada deste sábado (horário local). Um caça F-16 da Força Aérea Turca derrubou um helicóptero Sikorsky das forças que anunciaram a tomada do poder, informou a presidência. A emissora estatal TRT foi retomada dos conspiradores e, por volta das 2h40min, o primeiro-ministro Binali Yildirim informou que a capital Ancara já estava sob controle do governo eleito. O Governo retomou maior parte do controle, mas células de conflito seguiam em Istanbul e Ancara no começo do sábado.

Muitos confrontos seguiram pelas ruas, entretanto, com disparos de metralhadora, tanques e sons de bomba. O prédio do parlamento concentrou conflito, com uma bomba tendo sido disparada no começo da madrugada. Não está claro se o bombardeio era das forças do governo tentando retomar o prédio, ou iniciativa dos autores do golpe militar.

Em incidente anterior, 17 policiais foram mortos no quartel-general das forças especiais do Exército em Ancara, informou a agência oficial Anatólia. Foram ouvidos disparos de metralhadora e de tanques enquanto as pessoas tomavam as ruas em protesto contra a tomada do governo, contrariando toque de recolher definido pelos autores da tentativa de golpe.

O presidente, Recep Tayyip Erdogan, estava fora da capital, mas assim que foi informado do golpe, interrompeu sua agenda para retornar. O avião com o mandatário pousou por volta das 3h20min em Istanbul, cidade mais populosa do país. Pouco depois, ele discursou à nação prometendo uma limpeza das forças armadas. (Correio do Povo)

Na Turquia, Souza mostra preocupação: “A gente não sabe o que pode acontecer”

Na Turquia, Souza mostra preocupação: “A gente não sabe o que pode acontecer”

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Ex-volante do Grêmio e atualmente no Fenerbahçe, Souza vive momentos de tensão na Turquia, onde ocorre uma tentativa de golpe militar desde o fim da noite desta sexta-feira. A situação no país, ao menos neste momento, é imprevisível.

“Meu amigo me ligou e me mandou fazer compras no mercado que tem embaixo da minha casa e guardar comida. Ele não sabe o que vai ser nas próximas horas”, contou Souza, em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta. “A situação ainda é bastante complicada. Os militares estão fechando pontes e aeroportos”, relatou ele, que disse que, por volta das 20h30min (2h30min de sábado, em Istambul), o clima parecia um pouco menos tenso. “A gente está esperando as próximas horas para saber como vai ficar a situação.”

Souza disse que procura se manter informado pelos meios de comunicação, que ainda estão funcionando. Da janela de casa, ele observa o movimento na região. “Vi bastante helicóptero mais cedo. Não vi caças, mas vi pela notícia que tinha alguns caças dando rasantes em Istambul.”

Há, segundo ele, muita gente na rua. Mas para os dois lados: “Muitos foram comemorar nas ruas, mas muitos estão contra. Esse é o problema. A gente não sabe o que pode acontecer num futuro próximo”. (Correio do Povo e Rádio Guaíba)

Golpe na Turquia: ministro da Cultura brasileiro está em Istambul. Comitiva está bem e espera no hotel os desdobramentos da situação

Golpe na Turquia: ministro da Cultura brasileiro está em Istambul. Comitiva está bem e espera no hotel os desdobramentos da situação

Cultura Mundo Notícias Segurança

O Ministério da Cultura informou, no início da noite desta sexta, que a comitiva brasileira que acompanha a 40º Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em Istambul, está bem e espera no hotel os desdobramentos da situação na Turquia. Entre os participantes da comitiva está o ministro da pasta, Marcelo Calero. O Estado-Maior do Exército da Turquia anunciou nesta sexta-feira que tomou o controle do país em um golpe contra o primeiro-ministro Binali Yildirim e o presidente Recep Tayyip Erdogan.

De acordo com a pasta, até o momento, não há confirmação do cancelamento da reunião do comitê. Em nota, o ministério informou que “a comitiva brasileira está em constante contato com o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, e conta com o apoio do Consulado Geral do Brasil, em Istambul”. A reunião, destinada a avaliar a candidatura do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, a Patrimônio Mundial da Humanidade, neste sábado, foi suspensa em decorrência dos conflitos internos do país.

Além de Calero, compõem a comitiva a presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, a superintendente do órgão em Minas Gerais, Célia Corsino, e a diretora do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, ligada à Fundação Municipal de Cultura (FMC), Luciana Rocha Feres.

Turquia

Por volta das 22h, tiros foram ouvidos em Ancara, capital turca, onde caças faziam voos rasantes, além de helicópteros militares. Em seguida, foram fechadas as duas pontes sobre o estreito de Bósforo, em Istambul, no sentido Ásia-Europa – no caminho inverso, o tráfego seguiu fluindo.

Logo depois foi bloqueado o acesso às redes sociais e militares invadiram a sede da TV estatal. Além disso, tanques se dirigiram ao Aeroporto Internacional de Ataturk, em Istambul, o mais movimentado do país. Os militares também declararam lei marcial e toque de recolher. (Agência Brasil)

Tentativa de golpe militar mata 42 na Turquia e assusta potências

Vizinho de áreas do Estado Islâmico, país com 3 milhões de refugiados sírios está com toque de recolher e lei de exceção

Uma tentativa de golpe militar contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, deixou pelo menos 42 mortos na capital do país, Ancara. Milhares de turcos atenderam ao chamado do presidente de tomar as ruas. Opositores do governo, porém, acusam Erdogan de liderar uma farsa, destinada a reforçar seus poderes e justificar violações à Constituição e aos direitos humanos. Ao menos 130 militares foram presos, segundo o Ministério Público da Turquia, e havia relatos de um deputado opositor morto em ataque ao Parlamento. A situação é acompanhada de perto por grandes potências, alarmadas pelo risco de colapso institucional num país com 3 milhões de refugiados sírios e que faz fronteira com territórios controlados pelo Estado Islâmico. Membro da Otan, a Turquia serve de base a operações contra grupos jihadistas no Iraque e Síria. Ontem mesmo, Barack Obama declarou apoio ao “governo eleito democraticamente” no país. (O Estado de São Paulo)

Tentativa de golpe militar mergulha Turquia na incerteza e no caos

Presidente Erdogan conclama população às ruas; confrontos têm 17 mortos

Exército justifica ação para proteger democracia, mas governo assegura ainda manter o controle do país

O governo turco sofreu uma tentativa de golpe militar que deflagrou cenas de violência pelas ruas de Ancara e Istambul (foto), onde pelo menos 17 policiais morreram em ataque aéreo contra um quartel das Forças Armadas e uma bomba atingiu a sede do Parlamento. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que vem adotando medidas autoritárias contra as liberdades individuais, com perseguição a jornalistas e juízes, disse que a ação foi organizada “por uma minoria no seio do Exército”. Ele conclamou a população para sair às ruas e resistir. Explosões, tiros e informações desencontradas marcaram a madrugada. Militares decretaram a lei marcial, TVs saíram do ar e os principais aeroportos foram fechados. O país ainda lida com informações contraditórias: militares afirmaram ter tomado o poder para proteger a ordem democrática, enquanto o governo afirma manter o controle do país. (O Globo)

Brasil vai propor que países do G20 não aumentem subsídios agrícolas

Brasil vai propor que países do G20 não aumentem subsídios agrícolas

Economia Mundo Negócios Notícias Poder Política Saúde

O Brasil vai propor, na décima Cúpula do G20, que os países do bloco não aumentem subsídios para produtos agrícolas em meio à queda do preço das commodities, produtos primários com cotação internacional. O G20 reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. A reunião da cúpula ocorre amanhã (15) e na segunda-feira (16), em Antália, na Turquia. “O Brasil quer registrar a preocupação que, em decorrência dos preços das commodities, os países com maior poder fiscal, principalmente os desenvolvidos, reajam a essa queda dos preços agrícolas internacionais, diminuindo os subsídios domésticos e à exportação. O G20 deveria assumir um compromisso de evitar aumentar os subsídios. É um tema polêmico porque os países desenvolvidos têm um programa importante de subsídios”, disse o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Cozendey, em entrevista coletiva na terça-feira (10).

Agricultura

Além da agenda econômico-comercial, a Turquia propôs a discussão do combate ao terrorismo, da crise migratória e do acordo global climático, que deverá ser alcançado na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21), em dezembro, em Paris.Segundo o embaixador, a Turquia escolheu como lema de sua presidência do G20 a temática dos três “is”: implementação, investimentos e inclusão.

Os líderes debaterão a implementação das Estratégias Abrangentes de Crescimento, que objetivam a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) coletivo do G20 em 2,1 pontos percentuais acima da trajetória anteriormente esperada até 2018.

Também será discutida a promoção de investimentos mediante o aperfeiçoamento do clima de investimentos, a facilitação da intermediação financeira, atuação dos bancos multilaterais de desenvolvimento e o aperfeiçoamento de marcos legais e institucionais.

A Cúpula de Antália tratará ainda da implementação de reformas em matéria de regulação financeira que visam a garantir a solidez do sistema financeiro internacional.

Em Antália, os líderes também assumirão o compromisso do G20 de, coletivamente, reduzir em 15%, até 2025 o contingente de jovens que não estão empregados, não participam de programas de educação ou treinamento ou que se encontram no mercado informal.

Na área de agricultura, a agenda vai focar na segurança alimentar e no combate à redução de desperdício de alimentos, que leva ao não aproveitamento de quase um terço de todos os alimentos produzidos no mundo para consumo humano.

A Cúpula de Antália também pretende dar atenção aos chamados negócios inclusivos, que incorporam populações de baixa renda na cadeia de produção ou se direcionam a tais segmentos como consumidores. Os membros devem se comprometer com planos nacionais para reduzir o custo das remessas financeiras de imigrantes para o patamar de 5% do valor remetido. Os países que integram o G20 representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio internacional e dois terços da população global. A presidenta Dilma chegou neste sábado (14) na Turquia (foto do alto). À noite, participou de jantar oferecido pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aos chefes de Estado e de Governo participantes do G20. Neste domingo(15) de manhã, ela terá reunião com líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A Cúpula do G20 começa com um almoço oferecido pelo presidente turco e a primeira sessão de trabalho será à tarde. No segundo dia do encontro, a sessão de trabalho começa na parte da manhã e deve encerrar com a adoção do comunicado e do plano de ação de Antália. A previsão é que Dilma embarque de volta ao Brasil no início da tarde de segunda-feira (16). (Agência Brasil/ Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR)