Uber para de avisar sobre tarifa dinâmica e gera indignação entre usuários na Capital. Desde o fim da semana passada, usuário recebe apenas valor final da corrida, sem que o aplicativo detalhe o motivo da alta de preço

Uber para de avisar sobre tarifa dinâmica e gera indignação entre usuários na Capital. Desde o fim da semana passada, usuário recebe apenas valor final da corrida, sem que o aplicativo detalhe o motivo da alta de preço

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O aplicativo Uber vem perdendo clientes nos últimos dias em Porto Alegre. A queda ocorre, sobretudo, porque a empresa parou de avisar sobre a vigência ou não da tarifa dinâmica. O alerta, que até então aparecia de forma clara, antes de a corrida ser confirmada, servia para notificar o usuário de que, naquele momento, a procura pelo serviço era alta em relação ao número de motoristas disponível. Agora – pelo menos desde o fim da semana passada -, o usuário recebe, antes de embarcar, o valor final da corrida, sem que o aplicativo detalhe o motivo da alta de preço.

A advogada Luísi Menz afirmou que tradicionalmente fazia corridas de cerca de R$ 5. Porém, na volta desse mesmo trajeto, o valor dobrou sem, em nenhum momento, a empresa avisar sobre o aumento – e se em função da tarifa dinâmica ou não.

“Ontem à tarde, no domingo, para fazer um trajeto extremamente curto, eu paguei a tarifa de R$ 5,20, inclusive o motorista acabou errando um pouco o caminho o que talvez tenha aumentado ainda a mais a tarifa. Para minha surpresa, mesmo sem avisar que havia tarifa dinâmica, o Uber me cobrou na volta, que eu fiz exatamente o mesmo percurso, o valor de R$ 13,09, sem nenhum momento avisar que havia a tarifa dinâmica e qual o valor seria cobrado pelo quilômetro rodado”, conta.

O mesmo também foi relatado pela jornalista Luiza Menezes, que explicou fazer um trajeto que sempre custou cerca de R$ 11. Mas que, sem aviso nenhum, depois de uma corrida pré-agendada, o valor mostrou R$ 19, mas só quando a corrida já havia sido paga. ”Na quinta-feira, eu tinha pedido um Uber para ir na Benjamim Constant e deu cerca de R$ 11, e a volta também. Foi normal. Mas no outro dia, eu fiz um agendamento porque tinha um compromisso, no mesmo local, para eu não me perder no horário. Deu o valor médio, entre R$ 11 e R$ 13. Mas quando eu cheguei no escritório, fui olhar meu e-mail e os dois extratos da corrida mostraram R$ 19. E pensei: “ué, por que tanta diferença? Foi o mesmo trajeto feito, não deu volta nenhuma, não ando a mais”. E olhando com calma, apareceu no e-mail do extrato cerca de 1.2, 1.3 a mais do valor. Mas eu achei muito estranho que não tenha sido sinalizado quando eu pedi ou quando veio depois o meu agendamento. Só veio o valor depois que eu já tinha feito a corrida”, comenta, indignada.

Antes, o preço-base dos quilômetro rodado, assim como o tempo de duração, o preço normal e o preço dinâmico apareciam na tela do celular. Desde que o sistema mudou, o registro de viagens agora só detalha valor total gasto, sem discriminar o motivo de algum adicional.

À Rádio Guaíba, a jornalista Fernanda Ribeiro Mazzocco forneceu um relato semelhante. Ela defendeu que a empresa retorne com o antigo modelo, avisando o usuário quando a tarifa é dinâmica.

“O aplicativo precisa conversar contigo de alguma maneira, precisa avisar que aquela tarifa, que aquele preço ali cresceu. Eu queria muito que voltasse à forma antiga, é a melhor que tem para mim, porque me alertava. “Fernanda, você vai chamar uma corrida 1.5″. E hoje não, hoje eu preciso ficar olhando o valor, tentando adivinhar mais ou menos. Não, esse trajeto eu já fiz e dava tanto. Não é tão comunicativo (o app hoje). A comunicação está no aplicativo, mas tu não és alertado. E essa falta de alerta, alerta que não existe, é que faz com que algumas pessoas não tenham notado que tem ficado mais caro. Chega no final da corrida, por exemplo, e aí tu recebes o recibo no teu e-mail e também no celular que tu vais te deparar então quanto que tu vais pagar por aquela corrida”, declara.

A assessoria de imprensa da Uber já foi contatada e disse que vai analisar os relatos e o que está ocorrendo em Porto Alegre. Segundo a empresa, essas reclamações partem, especificamente, da Capital gaúcha.

Prestes a ser regulamentado pela Prefeitura, o serviço emitiu alertas, nos últimos meses, sobre o risco de alta nos valores em função das regras aprovadas pela Câmara de Vereadores. Além disso, a Uber passou a aceitar dinheiro em Porto Alegre, o que pode ter levado parte dos colaboradores a migrar para o aplicativo Cabify, que é concorrente e usa apenas o pagamento com cartão de crédito. (Vitória Famer / Rádio Guaíba)

Porto Alegre: Aprovada regulamentação do Uber após três sessões na Câmara. Matéria foi aprovada com emenda que fixa em R$ 73 a taxa mensal por carro da Uber; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Aprovada regulamentação do Uber após três sessões na Câmara. Matéria foi aprovada com emenda que fixa em R$ 73 a taxa mensal por carro da Uber; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

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Por unanimidade, o projeto de regulamentação do Uber e outros aplicativos de caronas pagas na Capital foi aprovado nesta tarde na Câmara Municipal de Porto Alegre. A matéria recebeu 33 votos a favor e nenhum contrário. Das 57 emendas apresentadas, 22 foram aprovadas e 27, rejeitadas. Com a aprovação da emenda do vereador Idenir Cecchim (PMDB), ficou fixada em 20 UFMs (unidades monetários do município) ou R$73 a taxação por carro da Uber. As empresas têm de repassar os valores à EPTC. Foram necessárias, três sessões para concluir a votação da proposta.

Além disso, ficou mantida a obrigação do emplacamento dos veículos na Capital e a restrição de um motorista cadastrado por carro. Também, ficou definida a obrigação de realização de inspeção anual dos automóveis cadastrados nos aplicativos de carona. O projeto segue para sanção do prefeito José Fortunati nos próximos dias.

O representante dos taxistas, Anderson Vianna, do UnitaxiPoa, diz que a categoria não fica totalmente satisfeita. Os taxistas acreditam que a tarifa deveria ser aquela prevista no projeto original da EPTC, ou seja, o equivalente a 50 unidades monetários do município (R$182,50). “A regulamentação não ficou tão justa porque nós taxistas só em GPS pagamos mais dos que o Uber por motorista. Nossas taxas são muito infladas”, sustenta. Paralelamente, a Prefeitura está formulando propostas para diminuir a taxação aos táxis.

Defensor da atuação mais liberal dos serviços de caronas pagas, o vereador Dr. Thiago Goulart (DEM) critica a limitação de apenas um condutor autorizado por veículo, assim como a aprovação da cota de 20% de mulheres trabalhando com o Uber em Porto Alegre e a identificação, mesmo que discreta, dos carros que operam através dos aplicativos. “Algumas medidas aprovadas são muito restritivas à essência desse tipo de serviço. O fato de ter somente um motorista implica em ficar sem renda quando o condutor estiver doente, por exemplo. Há medidas que deviam ser reformuladas na próxima legislatura”, sustenta.

Propostas polêmicas como a colocação de placas vermelhas nos veículos utilizados pelo Uber, assim como a observação na CNH de realização de serviços de transporte de passageiros e a proibição da realização de outras atividades remuneradas ficaram de fora da regulamentação. ( Samantha Klein/Rádio Guaíba)

Uber adverte para preços 30% maiores e demora de 15 minutos caso Câmara aprove regulamentação na Capital. Empresa oferece aplicativo, desde ontem, para que usuário simule como fica o serviço caso as regras passem como estão

Uber adverte para preços 30% maiores e demora de 15 minutos caso Câmara aprove regulamentação na Capital. Empresa oferece aplicativo, desde ontem, para que usuário simule como fica o serviço caso as regras passem como estão

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Em comunicado disparado para os usuários, desde ontem, sempre que uma corrida é chamada, a empresa Uber adverte que os preços do serviço em Porto Alegre podem ficar 30% maiores, e com espera de até 15 minutos, caso a regulamentação do aplicativo seja aprovada pela Câmara de Vereadores da forma como está. O Legislativo retoma, na manhã desta quinta, o debate sobre o projeto.

Em paralelo, o Uber passou, desde o início da tarde dessa terça, a permitir que os usuários simulem o novo valor das corridas se o projeto de lei for aprovado sem modificações. Para isso, o cliente da empresa deve instalar o aplicativo NovoUber, que também chama a atenção para o risco de maior dificuldade em conseguir um carro, sobretudo em horários de pico.

Para a empresa norte-americana, o projeto de lei torna o serviço ineficiente, criando prejuízos aos usuários e motoristas parceiros, como o pagamento de uma taxa fixa, por exemplo, seja qual for o número de horas e de dias de trabalho que o condutor puder cumprir. A Uber vê como positivos outros modelos de regulamentação, como os de Vitória, São Paulo e Brasília, além de contestar o artigo que exige que o motorista parceiro resida em Porto Alegre e que o veículo seja emplacado na cidade.

Retomada da discussão

A Câmara de Porto Alegre retoma, na manhã desta quinta, a votação do projeto do Executivo que regulamenta os aplicativos de transporte individual de passageiros, como o Uber e os concorrentes Cabify e WillGo. A sessão abre às 9h30min e prossegue à tarde, no Plenário Otávio Rocha.

O esquema de segurança vai ser o mesmo montado em 29 de setembro, quando a matéria começou a ser votada. A partir das 8h30min, serão distribuídas senhas para os representantes dos motoristas de aplicativos e para os taxistas poderem ingressar nas galerias do plenário. Em fim de setembro, quando o debate começou, a Câmara distribuiu 100 senhas a apoiadores e mais 100 a manifestantes contrários ao projeto. Além disso, proibiu o acesso com bandeiras, faixas com mastros e equipamentos sonoros como buzinas, cornetas, tambores e similares.

Às vésperas do pleito em primeiro turno, os vereadores discutiram o texto e votaram a emenda de número 1, aprovada por 16 votos a oito. Apresentada pelos vereadores Bernardino Vendruscolo (PROS), Idenir Cecchim (PMDB) e Dr. Thiago (DEM), ela permite a instalação de equipamentos de áudio e vídeo para gravação das viagens nos carros que trabalhem com aplicativos de celular. No total, foram apresentadas 57 emendas ao projeto, mas uma foi retirada pelo autor, o vereador Clàudio Janta (SD). (Rádio Guaíba)

Porto Alegre: Discussão sobre regulamentação do Uber fica para o dia 20 de outubro

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Em reunião de líderes da Câmara de Vereadores da Capital nesta quinta-feira, os parlamentares decidiram que a retomada das discussões sobre a regulamentação do aplicativo Uber só deve ocorrer no próximo dia 20. O adiamento da discussão ocorreu, segundo o presidente da Casa, Cássio Trogildo, tendo em vista que o Legislativo precisa votar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) –  que tem prazo legal a ser enviado ao Executivo até 10 de outubro – e mais nove vetos, que têm prioridade na pauta de votações.

Proposta pelo poder Executivo, o projeto visa regulamentar o modelo Uber e outras plataformas de aplicativos para transporte de passageiros em Porto Alegre. As discussões iniciaram no dia 29 de setembro. (Vitória Famer | Rádio Guaíba)

Uber começa a operar em Novo Hamburgo nesta tarde. Presidente de associação de taxistas discutirá situação com membros da administração municipal

Uber começa a operar em Novo Hamburgo nesta tarde. Presidente de associação de taxistas discutirá situação com membros da administração municipal

Destaque

Começa a operar às 14h da tarde desta quinta-feira, em Novo Hamburgo, o serviço de transporte Uber. Segundo responsáveis pelo aplicativo, que não comentam quantos motoristas estão aptos para realizar o serviço no município, a ferramente já foi baixada por cerca de 130 usuários na cidade. O aplicativo já opera em outras vinte e cinco cidades do País e tem seu valor calculado com o preço base de R$ 2,30 somado a R$ 1,20 por quilômetro rodado e mais R$ 0,20 por minuto de viagem.

Guilherme Ledur, de 29 anos, é dos profissionais que já estão trabalhando de Uber na cidade. “Eu já realizava algumas viagens em Porto Alegre, e nas últimas semanas participei de reuniões da coordenação do aplicativo em Novo Hamburgo. É um serviço sério, ao contrário do que algumas pessoas pensam”, define ele, salientando que entre as exigências para se tornar um motorista parceiro é preciso ter um automóvel quatro portas, com ar condicionado e que tenha fabricação data a partir de 2008.

Segundo o presidente da Associação dos Taxistas de Novo Hamburgo, João Vargas, o serviço vai afetar os taxistas, mas não haverá violência. “A licitação para táxis feita, em março deste ano, qualificou muito nosso trabalho, claro que estamos receosos, mas haverá respeito e diálogo”, disse. Vargas afirmou que pretende discutir a situação com membros da administração municipal na próxima semana. (Stephany Sander/Correio do Povo)

TJ mantém operação da Uber em Porto Alegre. Desembargadores consideraram que o tema é controvertido e demanda maior análise do caso

TJ mantém operação da Uber em Porto Alegre. Desembargadores consideraram que o tema é controvertido e demanda maior análise do caso

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A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça julgou hoje o mérito de recurso do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) contra a liminar que manteve a operação da empresa Uber na Capital. Por unanimidade, os magistrados consideraram que o tema é controvertido e demanda maior análise do caso. Com isso, fica mantida a decisão anterior, que permite que o aplicativo de celular siga funcionando.

Na ação, o Sintáxi pedia o bloqueio do tráfego de dados de internet para o uso e download da ferramenta, sob o argumento de que o serviço prestado pela Uber não é regulamentado pelo Município.

O relator, desembargador Túlio Martins, que já havia concedido a liminar, considerou que as provas e alegações do Sindicato foram insuficientes para mudar a decisão. O magistrado ainda ponderou que o exercício da atividade econômica de transporte público individual de passageiros não pode ser limitado ao monopólio do táxi.

Ele ainda entendeu ser precipitado reconhecer a natureza de utilidade pública no serviço prestado pela Uber, o que, em tese, exige a regulamentação municipal. Martins lembrou que só conseguem chamar o serviço usuários de smartphones que aderem livremente ao aplicativo. (Rádio Guaíba)

Câmara encerra sessão e votação para regulamentar o Uber fica para depois das eleições. Até agora, vereadores só aprovaram uma emenda, que prevê circuito de vídeo nos carros, em caráter facultativo; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Câmara encerra sessão e votação para regulamentar o Uber fica para depois das eleições. Até agora, vereadores só aprovaram uma emenda, que prevê circuito de vídeo nos carros, em caráter facultativo; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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A Câmara Municipal de Porto Alegre previa votar o texto antes das eleições, mas só deu início hoje ao debate sobre projeto que prevê regulamentar o transporte individual de passageiros com uso de aplicativos de celular em Porto Alegre, como o Uber, o Cabify e o WillGo. Devido ao fim do tempo regimental, de quatro horas, a sessão extraordinária foi encerrada perto das 20h, com só uma das 55 emendas votada até o momento.

A sessão desta quinta começou às 14h, com apenas um parlamentar ausente dos 36 – Rodrigo Maroni (PR). Eram 57 emendas, de início, mas duas foram retiradas durante a tarde.

Um forte esquema de segurança foi montado próximo ao plenário Otávio Rocha para as sessões. Até agora, os vereadores só aprovaram a emenda sobre a instalação de circuito de vídeo de segurança nos carros, por 16 votos a 8. O item, porém, é facultativo.

Em função do número elevado de emendas, o vereador Clàudio Janta (SDD) protocolou requerimento para adiar a votação. No entanto, por 21 votos a 4, a sessão prosseguiu. Além disso, pedidos de verificação de quorum foram solicitados a fim de encerrar a sessão extraordinária. Com a presença de 19 vereadores, a discussão em plenário continuou.

A direção da Casa optou por distribuir 200 senhas de acesso para as galerias do Plenário Otávio Rocha, durante a manhã. Ao todo, 100 senhas foram entregues para os apoiadores e 100 para os contrários ao projeto. Além disso, ficou proibido o acesso com bandeiras, faixas com mastros e equipamentos sonoros como buzinas, cornetas, tambores e similares.

No início da sessão, houve uma discussão ríspida entre manifestantes contrários e apoiadores do projeto. Um grupo de vigilantes terceirizados da Câmara foi acionado para conter os ânimos. Além disso, pelo menos 20 guardas municipais fizeram o acompanhamento da sessão. Em função de problemas no sistema de informática da Casa, o painel foi desligado em meio à sessão extraordinária. Com isso, os votos passaram a ocorrer de forma nominal depois das 18h.

Desde 25 de agosto, o texto está apto a ser votado em plenário. O atraso na entrega da reforma do Plenário Otávio Rocha, porém, retardou a votação.

Em barreira de rotina, EPTC apreende quatro carros da Uber em Porto Alegre

Em barreira de rotina, EPTC apreende quatro carros da Uber em Porto Alegre

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A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) apreendeu, no início da tarde desta quarta-feira, quatro veículos da empresa Uber, na zona Leste de Porto Alegre. Após barreira de rotina na rua Guilherme Schell, no bairro Santo Antônio, os carros foram recolhidos e os quatro motoristas multados pela oferta de transporte clandestino. As sanções seguem sendo aplicadas, apesar de uma decisão do Tribunal de Justiça que garante o funcionamento do serviço na Capital.

Em paralelo, tramita na Câmara Municipal o projeto que regulamenta o uso do aplicativo. Algumas exigências, que ainda podem ser alteradas através de emendas, são o pagamento ao poder público de taxa mensal de R$ 182,50, por veículo, e mais 5% sobre cada corrida. O texto exige, ainda, identificação especial nos carros, vistorias periódicas e disponibilização dos cadastros de motoristas à Prefeitura. (Camila Diesel/Rádio Guaíba)

Carro da Uber é apedrejado na rua Padre Chagas. Vidro traseiro do veículo Sandero foi totalmente quebrado; por Lucas Rivas e Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

Carro da Uber é apedrejado na rua Padre Chagas. Vidro traseiro do veículo Sandero foi totalmente quebrado; por Lucas Rivas e Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

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Um motorista da empresa Uber teve o carro apedrejado na madrugada deste sábado, na rua Padre Chagas, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O vidro traseiro do veículo Sandero foi totalmente quebrado. Segundo a ocorrência policial, taxistas teriam arremessado objeto contra o veículo. O boletim policial trata o caso como dano consumado.

Conforme o relato da vítima, o veículo parou na Padre Chagas e, em seguida, três taxistas desceram do carro iniciando uma confusão. Além de terem apedrejado o carro, eles ainda chutaram a lateral. Até o momento, nenhum dos envolvidos foi identificado.

 Em menos de duas semanas, esse é o terceiro conflito envolvendo taxistas e motoristas da Uber em Porto Alegre. Após realização da audiência pública, no dia 5, que discutiu a regulamentação do aplicativo na Capital, um prestador de serviço teria sido agredido ao ser chamado de “taxista traidor”.

No Salgado Filho, uma briga também deixou um motorista da Uber ferido. A vítima foi atingida supostamente por uma chave de carro ou de fenda, disse a Polícia Civil. Em função dos recorrentes problemas, o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, avaliou que o “campo está fértil para uma tragédia em breve”.

Cappellari pediu agilidade a vereadores para analisar regulamentação do transporte de passageiros via aplicativo. O líder do governo na Câmara já pediu urgência para a tramitação da matéria e espera que ela seja votada ainda no início de agosto, na volta do recesso parlamentar.

Relator prevê que regularização do Uber seja votada em agosto na Câmara; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Relator prevê que regularização do Uber seja votada em agosto na Câmara; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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Às vésperas do recesso parlamentar, que ocorre de 17 a 31 de julho, a Câmara Municipal de Porto Alegre pode votar o projeto de lei que regulamenta o serviço de transporte via aplicativo de celular, como o Uber e o WillGo, já no retorno do intervalo, em agosto. Antes de ir a plenário, o texto ainda precisa ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Um acordo entre os vereadores está sendo costurado para dar celeridade à tramitação da matéria na Casa.

Após um pedido de vistas, o vereador Claudio Janta (SDD) já devolveu o projeto de lei à CCJ, mas solicitou novas diligências para esclarecer questões como penalizações e limitações de carro, por exemplo. As justificativas, agora, devem ser dadas pelo Paço Municipal, autor do texto.

Para o relator da proposta na Comissão, vereador Mauro Zacher (PDT), Janta tenta postegar a discussão em plenário. A intenção do pedetista é discutir a matéria assim que o recesso terminar. “A vontade de alguns vereadores é de que a gente possa votar o mais rápido possível, já que o serviço está em pleno funcionamento na cidade, é aprovado pelo cidadão e deve ser regulamentado. Mas, como nós estamos com muitos projetos na pauta, é bem provável que deixemos para votar no retorno do recesso”, estima.

Previsto para ser apresentado em audiência realizada na terça-feira no Gigantinho, um projeto alternativo, elaborado pelo Sintáxi, e que regulamenta o serviço de táxi executivo na Capital, foi apresentado hoje à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Com tarifa 50% superior, o táxi executivo prevê identificação diferenciada, ar condicionado, internet wi-fi e máquinas que aceitem cartões de qualquer bandeira.

O Sintáxi defende que esse texto seja apreciado antes da proposta que visa regulamentar o Uber. O apelo, porém, foi rechaçado pelo diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. “Isso já foi comunicado a eles, de que nós não vamos fazer essa substituição”, frisa.

Cappellari explica, porém, que a sugestão do Sintáxi vai passar por uma análise técnica.