FCDL-RS considera fundamental a aprovação da MP da Liberdade Econômica

FCDL-RS considera fundamental a aprovação da MP da Liberdade Econômica

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A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS apoia a Medida Provisória 881/2019, conhecida por MP da Liberdade Econômica, que estabelece garantias de livre mercado. Por isso, considera fundamental que a medida seja aprovada pelo Congresso Nacional até 27 de agosto, evitando que uma iniciativa importante para o desenvolvimento da economia do país não seja coloca em prática. – É uma medida que representa o ressurgimento de um ambiente favorável para o empreendedorismo no Brasil. Desburocratizar o ambiente de negócios, favorecer a liberdade para trabalhar e para empregar são fatores determinantes para que possamos viver um capítulo mais próspero na economia brasileira – avalia o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

Para o líder empresarial, a MP 881/2019 foi muito bem constituída, com destaque para o trabalho realizado pelo seu relator, o deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Jerônimo Goergen, que soube analisar muito bem os aspectos que emperram o avanço econômico do país e teve papel decisivo na elaboração do texto que, caso seja colocado em prática, pode aumentar a renda per capita brasileira de maneira substancial, além de permitir a geração de até 4 milhões de novos empregos nos próximos anos.

– A FCDL-RS soma sua representatividade às demais entidades empresariais do Rio Grande do Sul e do país na defesa pela aprovação da MP. Temos a certeza de que a medida vai impactar, de forma célere, a vida da nossa sociedade. A população terá mais acesso a emprego, a ampliar sua renda. Isso vai favorecer a cadeia produtiva como um todo, gerando aumento do consumo, mais vendas para a indústria e para o varejo, enfim, proporcionar um ambiente que permita ao Brasil ter um ambiente mais favorável ao empreendedorismo, algo que não ocorre atualmente. Em resumo, vai desatar os nós da burocracia e estimular quem quer empreender – lembra Vitor Augusto Koch.

A Medida Provisória da Liberdade Econômica, entre outros pontos, permite o fim de autorização prévia para atividades de baixo risco, cabendo a Estados, Distrito Federal e municípios a definição de quais atividades econômicas poderão contar com a dispensa total de atos de liberação como licenças, alvarás, autorizações, inscrições ou registros.

Além disso, é concedida liberdade de dia e horário para produzir, desde que respeitados os direitos trabalhistas e de normas de vizinhança, flexibilidade que permitirá atender melhor o consumidor. Também foi incluído na MP um dispositivo para acabar com o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) nas empresas.

Região Sul registra 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019

Região Sul registra 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019

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A região Sul do país registrou um total de 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019, de acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O indicador mostra que 37% da população adulta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná está com o CPF negativado devido ao não pagamento de dívidas.

Nos três estados sulistas houve um aumento de 2,15% no total de inadimplentes na comparação entre março de 2019 e o mesmo mês de 2018. Esse dado, segundo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, mostra que a população ainda não possui as condições ideais de manter um orçamento familiar equilibrado, que permita suprir as suas necessidades básicas, e, também, quitar os compromissos assumidos.

– Há algum tempo as pessoas estão sendo obrigadas a fazer uma escolha na hora de buscar o equilíbrio orçamentário familiar. Quando existe a necessidade de fazer cortes nas despesas, a maior parte dos brasileiros inadimplentes opta por não pagar algum tipo de débito que não seja prioritário e acaba ingressando no grupo que possui negativação no CPF. E isso influencia o desempenho econômico, na medida que as pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos – alerta Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS ressalta que ainda não é possível perceber uma recuperação na economia brasileira que realmente traga benefícios para a população, afetando a possibilidade de redução dos indicadores de inadimplência. Para o dirigente, o fato da região Sul estar, há alguns meses, com cerca de 37% da população em situação de inadimplência, reflete esse cenário em que o desemprego segue em patamar elevado e os preços públicos e privados continuam em ritmo de crescimento, em contraste com os reajustes salariais. Outro fator que contribui para o primeiro trimestre do ano registrar aumento dos CPFs negativados é a despesa extra que cada início de ano apresenta, como o pagamento de tributos como IPTU e IPVA e a compra de material de escolar.

Vitor Augusto Koch reforça sua posição de que somente uma robusta recuperação da economia do país, com maior geração de emprego e renda, pode viabilizar um desafogo para quem sofre com a inadimplência.

Número de dívidas diminui

Apesar da elevação no total de inadimplentes, a região Sul, com os 37%, ainda segue com o menor percentual de população adulta com o CPF negativado no país, ficando atrás da Norte, com 47%; Centro-Oeste, com 42,6%; Sudeste, com 40,4%; e Nordeste, com 40%.

Se o total de inadimplentes cresceu, o volume de dívidas em nome de pessoas físicas voltou a apresentar redução na região Sul, de acordo com o levantamento do SPC Brasil. O recuo, na comparação entre março de 2019 e março de 2018 foi de 2,05%, totalizando, em média, 2,04 débitos.

O Brasil registrou, no final do primeiro trimestre de 2019, 62,7 de inadimplentes. Os dados abertos por setor credor em todo o país mostram que os segmentos que apresentaram as quedas mais expressivas na quantidade de dívidas foram o setor de Comunicação, que engloba contas de telefone, internet e TV por assinatura (-9,56) e o de Comércio (-5,91%). O número de dívidas bancárias, que levam em conta faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficou praticamente estável em março, com ligeira alta de 0,02% no período. O único ramo que mostrou alta em março foi o setor de água e luz, cujo crescimento foi de 17,20%.

Geração de emprego no RS deve crescer nos próximos meses

Geração de emprego no RS deve crescer nos próximos meses

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O resultado negativo da geração de vagas formais de emprego no estado no mês de junho, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), é fruto de uma série de fatores, segundo avaliação do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

O levantamento do Caged apontou o fechamento de 6,5 mil postos de trabalho no mês de junho no Rio Grande do Sul, sendo que o comércio liderou o ranking negativo, com -2.132 vags, seguido por agropecuária (-1.857) e indústria de transformação (-1.670).

– Tivemos alguns aspectos que fomentaram esse resultado em junho. A paralisação dos caminhoneiros, iniciada no final de maio e as últimas altas do dólar contribuíram para isso – destaca Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS ressalta que durante a paralisação os consumidores optaram por priorizar produtos como combustíveis e alimentos para formarem estoques e se resguardarem em relação a uma extensa duração do movimento.

– Com isso, a população transferiu suas prioridades de compra e os reflexos em outros setores da economia foram sentidos. Além disso, a alta do dólar causou impacto no preço, principalmente de produtos importados, como vestuário e acessórios. Mais um fator que implicou em perda de poder de compra e que traz consequências danosas para o comércio – explica Vitor Augusto Koch.

O dirigente acredita que a retomada de indicadores positivos na empregabilidade do Rio Grande do Sul e, em especial, no varejo gaúcho, deve acontecer a partir de setembro.

– O último quadrimestre do ano é o principal período de vendas do varejo e isso reforça a condição para geração de novos postos de trabalho no setor – conclui Vitor Augusto Koch.

Em junho, foram abertos 76.643 postos de trabalho e fechados 83.164 no Rio Grande do Sul, o que determinou o saldo negativo de 6,5 mil vagas formais de emprego. No ranking nacional do Caged, o estado ficou com o segundo pior resultado, apenas atrás do Paraná, que teve saldo de -6,6 mil. Ainda assim, no acumulado de 2018, o RS registra um saldo positivo de 26,3 mil empregos.

Vacaria foi o município gaúcho com o pior resultado no em junho, com -583, vindo a seguir Pelotas (-544) e Novo Hamburgo (-476). Por outro lado, Caxias do Sul (+322), Santa Maria (+169) e Santa Cruz do Sul (+142), registraram números positivos no levantamento.

Apesar de negativo, o indicador de junho deste ano foi menor do que os de anos anteriores. Entre 2014 e 2017, o mesmo período do ano registrou cortes entre 9,5 mil a 14 mil empregos.