“Vamos dormir num Brasil e acordar no Canadá, Chile, Nova Zelândia…”, projeta Onyx Lorenzoni. No Brasil de Ideias, ministro da Casa Civil detalha benefícios da aprovação da Reforma da Previdência Onyx acredita que até 15 de setembro, o Senado Federal deve votar, em segundo turno, a Reforma da Previdência. Foto: Vinicius Dalla Rosa

“Vamos dormir num Brasil e acordar no Canadá, Chile, Nova Zelândia…”, projeta Onyx Lorenzoni. No Brasil de Ideias, ministro da Casa Civil detalha benefícios da aprovação da Reforma da Previdência

Confiante no destino da proposta da Nova Previdência, o ministro-chefe da Casa Civil compara a aprovação da reforma à passagem “por um portal rumo à prosperidade”. E arrisca uma data que marcará essa virada: 15 de setembro, até quando o Senado Federal deve votar, em segundo turno, a medida. Detalhando as perspectivas do governo federal, Onyx Lorenzoni conversou com líderes empresariais e políticos no Brasil de Ideias. Promovido pela Revista VOTO, o evento ocorreu nesta sexta-feira (5) no British Club, em Porto Alegre/RS.
Destacando que a gestão Bolsonaro iniciou pelo mais difícil, a Reforma da Previdência, o ministro ressaltou que um novo patamar será alcançado para o país. “Vamos dormir num Brasil e acordar em outro, muito próximo do Canadá, do Chile e da Nova Zelândia”, projetou. “O Brasil é a bola de vez para os investimentos. Temos capital humano, recursos minerais, rica biodiversidade, além de honrarmos os contratos. Mas aqui não há previsibilidade. Felizmente, isso começou a mudar com a aprovação de ontem”, destacou, referindo-se à validação do texto-base na comissão especial da Câmara, na última quinta-feira (4).
Assim que aprovada a iniciativa, o ministro adiantou que será pautada a Reforma Tributária. “Precisamos de simplificação. E, mais do que isso, de redução da carga. Nosso sonho é terminar o governo com 30% sobre o PIB. Queremos deixar mais dinheiro com o cidadão”, disse. Ao lado dessa evolução, virá a revisão do Pacto Federativo: “O Brasil precisa voltar a ser uma federação. Os estados precisam ter capacidade de investimento”.

Quebra de paradigmas

Como um dos grandes atributos do governo, Onyx Lorenzoni chamou atenção para a equipe formada pelo presidente Jair Bolsonaro. “Todos apostavam que não conseguiríamos estruturar um governo com equipe forte e competente”, salientou, acrescentando que os ministros assumiram com “absoluta independência”.
Para o ministro, há muitas mentiras circulando, com a tentativa clara de desunir a equipe e gerar cizânias. “Mas isso não acontece. Nossa equipe tem três diferenciais: alma verde e amarela, compromisso com decência e honestidade, e fazer um governo que verdadeiramente sirva ao país”, sublinhou. De acordo com Lorenzoni, outro avanço promovido em seis meses de gestão foi a interlocução elevada com os outros poderes: “Conseguimos construir uma nova relação com o Congresso Nacional, preservando e respeitando o Legislativo”.
Para o ministro da Casa Civil, alguns dos desafios que persistem têm relação com as estruturas herdadas. “Estamos quebrando sistemas que estavam enraizados há muito tempo na administração”, apontou, adicionando que já foram cortados 21 mil cargos de comissão e mais 25 mil serão eliminados até dezembro.

Avanços e perspectivas

Mencionando avanços conquistados até então – como aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia, redução de ministérios e de níveis hierárquicos, pacote anticrime e digitalização do governo –, Onyx Lorenzoni comentou sobre a Medida Provisória da Liberdade Econômica. “O Brasil e os países latino-americanos têm uma política de submeter a população aos interesses do Estado. Pela primeira vez, aqui o cidadão vai ter razão diante do Estado, até que se prove o contrário”.
Sobre a agenda de desestatização, o chefe da Casa Civil detalhou as mudanças que estão para ocorrer nas ferrovias, portos, rodovias e energia. “Vamos partir para um plano ousado de privatizações”, assegurou. E compartilhou uma visão pessoal: “A Petrobras tem papel importantíssimo para a extração de petróleo. Mas outras partes do processo podem ser compartilhadas”.
Diretora executiva do Grupo VOTO, Karim Miskulin, frisou que o mais importante foi o fato de o país mudar de norte. “Acabaram o preconceito ideológico contra as empresas, a visão de que o Estado tudo pode e tudo faz, a irresponsabilidade na gestão e a legitimação da corrupção”, disse na abertura do evento. O Brasil de Ideias contou com o patrocínio do Carrefour e da Gerdau e apoio da PICS e Verde Ghaia.

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