Onda de manifestações é contra ajuste econômico do presidente Moreno. IVAN ALVARADO

Vice-governador pede que secretários do PDT convençam bancada a votar a favor da alta de ICMS. Vieira da Cunha e Gerson Burmann devem servir de interlocutores na negociação

Cairoli1O vice-governador José Paulo Cairoli se reuniu com secretários de estado do PDT, na tarde desta quarta-feira, no Palácio Piratini. O objetivo é de que os comandantes das Pastas de Educação, Vieira da Cunha, e de Obras, Gerson Burmann, sirvam de interlocutores para convencer a bancada trabalhista a votar favoravelmente ao pacote do governo. A meta principal é viabilizar o aumento de ICMS. O secretário da Casa Civil, Márcio Biolchi, também participou. Na próxima semana, deputados pedetistas já devem ser procurados pelas lideranças da legenda.

Burmann enfatizou que a busca vai ser por um apoio integral, para somar todos os oito votos da bancada. “A posição do partido é por uma posição uníssona da bancada e isso não é novidade. Reconhecemos que, entre alguns deputados, há repulsa por alguns projetos, e vamos debater, ponto a ponto, para chegar a uma construção”, enfatizou o secretário de Obras.

Vieira da Cunha também defendeu o apoio da bancada, de todos integrantes da base governista e até da oposição. “Este não é um compromisso apenas do PDT e deve ser do conjunto da Assembleia Legislativa. Para o desenvolvimento do Estado, precisamos ser sensíveis à crise, virando de vez esta página de agonia e de dificuldades financeiras”, argumentou.

O deputado do PDT, Gilmar Sossela, reconhece uma divisão interna, mas projeta um entendimento. No caso do aumento do ICMS, por exemplo, a aposta é por unidade se for estipulado um prazo de quatro anos para a vigência do reajuste.

Porém, com relação às extinções das Fundações Zoobotânica e de Produção e Pesquisa em Saúde os deputados trabalhistas acordaram pelo voto contrário, defendendo a manutenção das atividades. A conclusão é de que os serviços prestados são de interesse público e social, sem oferecer ônus em excesso e, em muitos casos, até gerando receita. Outro argumento da bancada do partido, através do líder, Eduardo Loureiro, é de que a suspensão das atividades possa provocar futuras contratações com a iniciativa privada, gerando despesas ainda maiores. (Rádio Guaíba)

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