Vinhos: Filipa Pato apresenta Post-Quercus (ou depois do carvalho) nesta sexta-feira na Porto a Porto Filipa Pato

Vinhos: Filipa Pato apresenta Post-Quercus (ou depois do carvalho) nesta sexta-feira na Porto a Porto

Com formação em Bordeaux, estágios na Argentina, Austrália e França, Filipa Pato lidera o projeto Vinhos Autênticos, Sem Maquiagem. A enóloga que elabora vinhos fortemente identificados com o local onde são produzidas as uvas, conquistou o consumidor internacional, apresenta suas criações nesta sexta-feira em um almoço para convidados no showroom da Porto a Porto. Há cinco gerações a família Pato se dedica aos vinhos na região da Bairrada, em Portugal. A filosofia comum a todas as gerações sempre incidiu na inovação da viticultura e enologia em cada colheita, numa busca pelo aperfeiçoamento dos vinhos baseados nas uvas locais.  Entre os enólogos que hoje se destacam mundialmente está a portuguesa Filipa Pato, criadora do tinto Post-Quercus, assinado também por seu marido, o sommelier William Wouters, que chega agora ao Brasil.

Elaborado com a uva Baga, proveniente de diversos microclimas da região da Bairrada, esse exemplar é o resultado de vinhas que passaram por manejo com técnicas biodinâmicas praticadas no local desde a geração dos avós de Filipa. As uvas são colhidas e selecionadas manualmente e então o vinho fermenta e estagia em ânforas de barro que são enterradas no solo, pois assim mantém-se a temperatura correta para a vinificação. “O solo da Bairrada é composto de argila e calcário e quando os romanos ocuparam essa região eles já utilizavam esta técnica para a elaboração do vinho. A fermentação e o estágio desta forma possibilitam a troca de oxigênio e assim os taninos da Baga ficam muito mais macios, além de os aromas serem mais delicados do que seriam se elaborássemos o vinho por meio de outro processo”, conta Filipa. O resultado é que o vinho pode ser desfrutado também mais jovem, além de ter potencial de guarda de aproximadamente 8 anos. O nome Post-Quercus significa depois do carvalho. “A nossa visão é sempre olhar para o passado e pensar no futuro. As ânforas são feitas de barro, o mesmo elemento que existe no vinhedo; como a Baga gosta muito desse tipo de solo, surgiu a ideia de fermentá-la em ânfora”, completa a enóloga.

Na degustação, o Post-Quercus apresenta aromas de frutas delicadas como cereja e ameixa e em boca é muito suculento. Robert Parker, o grande crítico mundial de vinhos, deu 90 pontos à safra 2015. Além de excelente para ser degustado sozinho, acompanha peixe grelhado, camarão, lagosta ou outra carne de qualidade preparada de forma simples, com legumes frescos para acentuar a pureza do vinho. Combina perfeitamente com queijos de pasta mole como Serra da Estrela, Brie e Camembert. Indica-se decantar e servir a uma temperatura entre 12 e 14º Celsius, ou seja, mais fresco que o comum para tintos. O Post-Quercus é apresentado em garrafas de 500ml, pois como a primeira edição, elaborada em 2013, foi muito pequena, diminuiu-se a capacidade para a obtenção de mais garrafas. Da safra 2015 foram produzidas 4.000 garrafas de 500ml e 1.500 garrafas de 1 litro. Os vinhos da Filipa Pato são trazidos ao Brasil pelas importadoras Porto a Porto e Casa Flora.

 

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Post-Quercus (after oak-depois do carvalho)

Baga 2015

Origem : Bairrada, Portugal. Uma região muito antiga localizada a norte do rio

Mondego, dominada pela bravura do Atlântico e delimitada a nascente pela serra do Caramulo.

Criação: 4000 garrafas de 50c e 1500 garrafas de 100cl.

Uva: 100% Baga de diferentes micro-climas da Bairrada.

% Alcohol: 11%

Solo/Terroir: Solo argilo-calcário do período Jurássico Inferior.

Viticultura: Cultivo orgânico em conversão para Biodinâmico desde 2014( na verdade é um regresso ao passado, a viticultura praticada já pelos meus avós)

Vinificação : uvas apanhadas e selecionadas à mão das vinhas velhas de baga, fermentação em amfora feitas de barro- o mesmo que existe no vinhedo

(Bairrada vem de Barro- os solos da região. A fermentação e estagio em barro possibilita a troca de oxigénio com o exterior e assim aveludar os taninos característicos da Baga. Parece que a flor se abre e os aromas ficam mais delicados.

Notas de prova: a cor é brilhante com reflexos de vermelho cereja. A fruta é delicada e muito pura de cereja e ameixa. Muito sucolento e desafiante fim de boca.

Gastronomia: para desfrutar com peixe grelhado, camarão, lagosta ou carne de qualidade preparada de forma simples com legumes frescos para acentuar a pureza do vinho.

Este Baga casa na perfeição com queijos de pasta mole (Serra da Estrela, Azeitão, Brie, Camembert,…)

Notes

– Julia Harding; Jancis Robinson: 17 points – Post Quercus 2015

– Mark Squires, Robert Parker: Post Quercus 2015- 90 points;

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