Porto Alegre, quinta, 23 de setembro de 2021
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Turismo: Vila Galé anuncia que vai abandonar projeto de novo resort na Bahia devido a "clima de guerra"

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Em uma Nota Oficial, o Vila Galé Hotéis comunica que não realizará mais o investimento previsto de R$ 150 milhões, na construção de um Resort na Costa do Cacau, em Una, no Sul da Bahia. Tudo por causa do  “clima de guerra” instalado na região após acusações que o projeto seria instalado em zona demarcada por tribos indígenas. A empresa garante que “não existe qualquer reserva indígena decretada para esta área, nem previsão de a vir a ser”. O Vila Galé é um grupo responsável pela gestão de 34 unidades de Hotéis e Resorts, sendo vinte e cinco em Portugal e nove no Brasil (Angra dos Reis/RJ, Rio de Janeiro/RJ, Guarajuba/BA, Salvador/BA, Cabo do Santo Agostinho/PE, Touros/RN, Fortaleza/CE e duas em Cumbuco/CE). Atualmente são cerca de 20.000 camas, 4 projetos em construção e uma dúzia em projeto.com cerca de 3.500 funcionários, o Grupo detém a maior rede de resorts do país. Em 2018, o Grupo teve faturamento de ‎€ 184 milhões de euros, considerando todas as unidades hoteleiras no mundo. Com 33 anos de realizações e investimentos em vários setores de atividade, que vão do imobiliário à hotelaria, passando pela agricultura e agro-indústria (produção de vinhos e azeites Santa Vitória, etc). O resort seria construído na cidade de Una, ao sul de Ilhéus, na  Costa do Cacau.

Nestes projetos tem recuperado patrimônio histórico, valorizado o interior do país e, em suma, tem obra feita com criação de riqueza e geração de empregos. Em abril de 2017, a Vila Galé foi convidada pelo Governo da Bahia e Prefeitura de UNA para realizar um investimento num mega resort para ajudar ao desenvolvimento da região de UNA, tendo sido estabelecida uma parceria com a empresa proprietária dos terrenos. Apesar disso, segundo a empresa em Nota Oficial, “…tem vindo a ser alvo de “ataques” por alguns que abraçam causas midiáticas, só aparentemente justas, e usam de falsidades, sem sequer procurarem minimamente obter a verdade dos fatos.”

Após avaliação da área na Bahia, a Vila Galé anunciou em Portugal e no Brasil, em julho de 2018, o investimento neste novo Resort e o contrato celebrado com o Estado e a Prefeitura. Elaborou todos os estudos e projetos (arquitetura, ambientais, etc, etc.), os quais vieram a ser aprovados pelas entidades competentes. Ao longo de todo esse tempo não surgiu qualquer reclamação ou reivindicação, apesar de ser pública e notória em toda a região a notícia do projeto.

No local e num raio de muitos kms, não havia nem há qualquer tipo de ocupação/utilização, nem sinais de qualquer atividade extrativista por parte de quem quer que seja. Não existe qualquer reserva indígena decretada para esta área, nem previsão de a vir a ser. Passaram 3 mandatos Governamentais anteriores, com vários Ministros da Justiça e nenhum deles aprovou a demarcação das terras indígenas. Na avaliação da empresa, “Certamente porque não encontraram fundamento legal para o efeito de decretar uma gigantesca área de reserva de 47.000 ha.”

Entretanto, tratando-se de um tema delicado que suscita estados emocionais por parte de alguns setores,  o grupo foi acusado de falsidades inconsistentes e graves. Por isso divulgou em Nota Oficial que:

– apesar de os projetos estarem aprovados e terem o apoio explícito da Prefeitura de UNA, do Governo Estadual da Bahia e dos orgãos de Turismo do Governo Federal, por se tratar de uma obra de maior relevância econômica e social,

– apesar de alguns poucos sem razão prejudicarem toda uma população que se vê privada da oportunidade de ter emprego num projeto de prestígio;

Vamos ser forçados a abandonar este projeto.

Com efeito, não é de nosso interesse que um hotel resort Vila Galé nasça com a iminência de um clima de “guerra”, ainda que injusta e sem fundamento, como são exemplo as ameaças proferidas na Embaixada de Portugal em Brasília e algumas declarações falsas, dramáticas e catastróficas que deveriam envergonhar quem as profere.