Porto Alegre, segunda, 17 de janeiro de 2022
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Coronavírus mata o último libertador de Paris

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Veterano da 2.ª Divisão Blindada do general Leclerc, Rafael Gómez Nieto estava entre os combatentes que tomaram a capital francesa, em 24 de agosto de 1944. Rafael Goméz Nieto, o último sobrevivente do esquadrão da 2.º Divisão Blindada, do general Leclerc, que libertou Paris em 1944 Foto: TMEX

Eram 20 horas do dia 24 de agosto de 1944 quando os 160 homens da 9.ª Companhia da 2.º Divisão Blindada, La Neuve, entraram em Paris. Horas antes o general alemão Dietrich von Choltitz se recusara a destruir a capital francesa em uma fortaleza para atrasar o avanço aliado. Entre os homens que ultrapassaram a Porte d’Italie naquela noite para libertar a capital francesa estava Rafael Gómez Nieto. Esse republicano espanhol – assim como a maioria dos seus companheiros de esquadrão – e veterano da 2.ª Guerra Mundial tombou setenta e seis anos depois da libertação diante da covid-19.

Gómez Nieto nasceu em Raquetas de Mar, na província de Almeria, comunidade autônoma da Andaluzia. O sul da Espanha, que viu o desembarque da legião marroquina do general Francisco Franco, em 1936, era uma terra marcada pela divisões entre socialistas e conservadores. Filho de um militar que permaneceu fiel à república espanhola após o golpe de Estado tentado pelos generais Gonzalo Queipo de Llano, Emilio Mola, Francisco Franco e José Sanjurjo de Almería – que iniciou os três anos de guerra civil na Espanha -, Gómez foi mobilizado em 1938. Participou da batalha do Ebro, cuja derrota levaria à queda da Catalunha, selando a vitória nacionalista.

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