Porto Alegre, segunda, 17 de janeiro de 2022
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Porto Alegre: Empresas de ônibus cortam 20% dos salários e pedem R$ 13 mi à Prefeitura para ‘evitar colapso’

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Trabalhador atua na higienização de ônibus da Capital em razão da epidemia de coronavírus | Foto: Cesar Lopes/PMPA

Diante das medidas de isolamento social adotadas em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul em meados de março para conter o avanço da epidemia do novo coronavírus, a circulação de passageiros no transporte público da Capital foi reduzida a praticamente um quarto do normal. Um cenário que já resultou no corte salarial de cerca de 20% dos trabalhadores rodoviários. No entanto, as empresas de ônibus afirmam que, sem aportes emergenciais ou alternativas que possam compensar a necessária redução de passageiros, pode ocorrer uma quebradeira no sistema.

Engenheiro de Transporte da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Antônio Augusto Lovatto destaca que os decretos do governo do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre restringiram a mobilidade urbana e trouxeram restrições específicas para o sistema de transporte coletivo, como limitar a lotação dos coletivos ao número de passageiros sentados que cada veículo comporta. Diante dos decretos, a EPTC autorizou a redução no número de horários das linhas de ônibus da Capital.

“Essa programação que a EPTC definiu para todos os operadores, ela tem um custo de aproximadamente R$ 42 milhões por mês. Houve uma redução nas tabelas normais que eram operadas antes da crise epidêmica de 40%, mas a receita reduziu em 75%. Ou seja, enquanto nós estamos hoje com o custo de R$ 42 milhões, a nossa receita projetada para o mês de abril é de R$ 16 milhões”, afirma Lovatto.

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