Porto Alegre, segunda, 24 de janeiro de 2022
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Coronavírus: como o mundo desperdiçou a chance de produzir vacina para conter a pandemia

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Os pesquisares María Elena Bottazzi (à direita) e Peter Hotez dirigem um laboratório nos EUA que criou uma vacina para a Sars, doença causada por outro coronavírus. ANNA GROVE PHOTOGRAPHY

Em 2002, na Província chinesa de Guangzhou, um vírus desconhecido causou o surto de uma doença potencialmente letal. Os cientistas chamaram de Sars (sigla em inglês para síndrome respiratória aguda grave).

Mais tarde, descobriu-se que o patógeno causador da doença é um coronavírus que se originou em um animal e se espalhou entre os seres humanos.

Em alguns meses, aquele vírus se espalhou por 29 países, infectando mais de 8.000 pessoas e matando cerca de 800.

Em todo o mundo, havia uma demanda geral para saber quando uma vacina para combater o vírus estaria pronta. Dezenas de cientistas na Ásia, Estados Unidos e Europa começaram a trabalhar freneticamente para criá-la.

Vários protótipos surgiram, alguns dos quais estavam prontos para serem usados em testes clínicos. Mas a epidemia de Sars foi controlada e o estudo das vacinas contra o coronavírus foi abandonado.

Anos depois, em 2012, outro coronavírus perigoso, o Mers-Cov, ressurgiu, causando uma doença respiratória grave, a Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio), que se originou em camelos e se espalhou para os seres humanos.

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