Porto Alegre, segunda, 17 de janeiro de 2022
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"Paciente zero" da Alemanha ajuda a entender epidemia; Deutsche Welle

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Chinesa que viajou a trabalho para Munique infectou colegas. Cientistas rastreiam cadeia de contágio e concluem que será difícil conter pandemia por causa das transmissões antes de os sintomas aparecerem. A sede da Webasto, onde tudo começou na Alemanha. @Reuters/N.Woschek

Uma equipe de cientistas analisou a cadeia de contágio iniciada pela primeira pessoa contaminada com o novo coronavírus na Alemanha e descobriu que o tempo de incubação é de quatro dias, em média, ou mais curto do que se supunha. O estudo da equipe foi publicado na revista The Lancet Infectious Diseases.

Os cientistas concluíram que a transmissão antes mesmo de os sintomas aparecerem ou logo depois dificulta enormemente o controle da pandemia de covid-19.

Em ao menos um dos casos, o coronavírus foi transmitido por uma pessoa que ainda não apresentava os sintomas da doença. É provável que o mesmo tenha ocorrido em outros cinco casos analisados no estudo.

Em ao menos quatro casos, uma pessoa infectou outras já no primeiro dia em que apresentou os sintomas. O mesmo pode valer para mais cinco casos.

A “paciente zero”

A primeira pessoa infectada com o novo coronavírus na Alemanha é uma cidadã chinesa que trabalha para a empresa de peças automotivas Webasto em Xangai, na China. Ela foi identificada como paciente zero no estudo.

Ela viajou de Xangai para Munique em 19 de janeiro, pouco depois de receber uma visita dos pais, que vivem em Wuhan, na China, onde o vírus foi primeiramente registrado.

Ao chegar à Alemanha, a chinesa sentiu dores no peito e na coluna e tomou um paracetamol. Ela sentiu fadiga durante toda a sua estada no país, o que ela atribuiu ao jetlag, e teve febre ao regressar a Xangai.

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