Porto Alegre, segunda, 17 de janeiro de 2022
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Netanyahu começa a ser julgado por corrupção; Deutsche Welle

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Netanyahu foi empossado recentemente como premiê de Israel, pela quinta vez em sua longa carreira política. Pela primeira vez na história de Israel, um chefe de governo vai a julgamento durante o mandato. Benjamin Netanyahu é acusado de quebra de confiança, fraude e suborno em três casos, e vem se recusando a renunciar. @Reuters/A. Valman

 

 

Há apenas pouco mais de uma semana, Benjamin Netanyahu foi empossado novamente como primeiro-ministro de Israel ‒ pela quinta vez em sua longa carreira política. A partir deste domingo (24/05), no entanto, ele vai a julgamento: é o início de um processo bastante discutido no qual Netanyahu deverá responder por suspeita de suborno, fraude e quebra de confiança ‒ acusações que ele rejeita categoricamente, classificando-as como uma perseguição politicamente motivada contra ele e sua família.

O repórter especializado em assuntos jurídicos Aviad Glickman estará presente no julgamento de domingo. “Lembro-me muito bem de quando a polícia apareceu pela primeira vez na residência de Netanyahu há três anos”, disse Glickman, que acompanha o caso para a TV israelense. “É a primeira vez na história de Israel que um primeiro-ministro será julgado durante seu mandato.”

O processo deveria ter começado em meados de março, mas foi adiado devido à crise do coronavírus. O então ministro da Justiça Amir Ohana (membro do partido Likud, como Netanyahu) declarou rapidamente um “estado de emergência”, de forma que os tribunais só podiam atuar em casos de emergência.

Seguiu-se então uma avalanche de indignação. A data acabou sendo remarcada, apesar da epidemia de covid-19. O tribunal rejeitou uma solicitação dos advogados de Netanyahu para que ele não comparecesse pessoalmente à primeira audiência.

Isso não significa que Netanyahu deva estar presente em todas as audiências, dizem juristas. Ele pode, mas não precisa ‒ mesmo assim, o processo será um moroso fardo para o chefe de governo.

“Para que seus advogados possam realizar seu trabalho de forma satisfatória, eles têm de estar em constante contato com Netanyahu, que precisa ser informado de tudo em detalhes. Isso é especialmente importante na fase em que as testemunhas são intimadas”, diz Amir Fuchs, especialista jurídico no Instituto da Democracia de Israel.

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