Porto Alegre, quarta, 29 de junho de 2022
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Primeiros passos para o fim da moeda física; Rd. Suiça

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Twint é um dos aplicativos criados pelos bancos suíços para substituir o dinheiro físico. (zVg)

 

 

Os suíços preferem pagar com dinheiro físico ao contrário dos escandinavos. Mas em tempos de panderia, transações por celular se tornam populares. É uma tendência que veio para ficar?

“Só dinheiro em espécie é verdadeiro”. O ditado popular explica um hábito arraigado dos suíços: o apreço por notas e moedas. Mas desde o começo da pandemia muitos as consideram fontes de risco. Se o objetivo é evitar que as mãos toquem superfícies perigosas, o dinheiro vira vilão. Antes mesmo de surgir o SARS-CoV-2, já havia suspeitas que sua superfície poderia abrigar vírus e outros agentes patogênicos.

De acordo com um estudo realizado pelo Hospital Universitário de Genebra, o vírus da gripe pode sobreviver nas cédulas por até duas semanas. O jornal econômico “Finanz und Wirtschaft” revela que desde meados de março as buscas na internet sobre os riscos à saúde devido ao manuseio de notas e moedas “explodiram virtualmente”.

Pagar sem carteira ou contato (“cashless” e contactless” são termos hoje que se tornaram comuns a todos. Como o comércio foi obrigado a fechar as portas temporariamente, os suíços passaram a fazer compras através da internet, que já se consuma sem o uso de dinheiro físico. O movimento foi tão intenso, que os Correios Suíços tiveram de organizar turnos extras para poder entregar todos os pacotes solicitados online.

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