Porto Alegre, quarta, 29 de junho de 2022
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Quando a democracia direta canaliza o medo de estrangeiros; Rd. Suiça

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Uma cena comum nos anos 1960: trabalhadores sazonais esperando nas estações de trem para partir em direção à Suíça. (hmsg.ch)

 

 

Os italianos devem retornar à Itália! Essa era uma das exigências de uma proposta de mudança constitucional lançada há 50 anos. Desde então, 42 plebiscitos já foram realizados sobre a questão dos estrangeiros. Por que o medo sempre retorna?

Essa data, 7 de junho de 1970, entrou para a história da Suíça: foi quando o destino dos “trabalhadores estrangeiros”, em grande parte italianos, se decidiu nas urnas.

No plebiscito, metade dos eleitores do país votaram a favor da proposta de limitar a proporção de italianos a 10% da população. O resultado mostra duas coisas: por um lado, que havia uma xenofobia generalizada e, por outro, como o país estava dividido.

Maior índice de participação
A mobilização foi enorme. A taxa de participação eleitoral foi de quase 75%, um dos maiores índices de participação até hoje.

A chamada “Iniciativa Contra a Infiltração Estrangeira”, a proposta de mudança constitucional, também era chamada de “Iniciativa Schwarzenbach” em homenagem ao seu idealizador. Originário de uma família de empresários e primo da famosa escritora Annemarie Schwarzenbach, James Schwarzenbach cresceu politicamente nas décadas de 1930 e 1940 como admirador de Mussolini e nas proximidades da Frente Nacional, a versão suíça do movimento nazista.

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