Porto Alegre, segunda, 27 de junho de 2022
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Com Bolsonaro, registro irregular de terra em áreas protegidas aumenta 56%; O Globo

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Estudo alerta que país sofre com perspectiva de legalização da grilagem, que dá sinal verde para a ação de desmatadores e especuladores fundiários. Fogo arrasa fazenda em Machadinho do Oeste, em Rondônia: grileiros queimam floresta para abrir área de pasto, que é mais valorizada do que a vegetação nativa Foto: Ricardo Moraes/Reuters/2-9-2019

 

 

Um servidor de uma unidade de conservação em Rondônia prepara-se para uma nova operação contra a grilagem. Ele, que pede anonimato para sua proteção, percorrerá 100 quilômetros em um terreno acidentado, o que fará a viagem durar 20 horas. À sua frente, pretende encontrar criminosos que desmatam até 50 hectares de floresta e vendem a terceiros — estes, desavisados de que o território é protegido por lei. Cenas como esta, que alarmam ambientalistas e a comunidade internacional, tornaram-se mais comuns. De janeiro a 2019 a dezembro de 2020, a área dentro de terras indígenas, parques e estações ecológicas com registros irregulares no Cadastro Ambiental Rural (CAR) aumentou 56%, segundo levantamento inédito do Instituto Socioambiental (ISA).

O total de registros irregulares que incluem terras em áreas protegidas nestes dois anos alcança 10,6 milhões de hectares, território maior do que o estado de Pernambuco.

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