Porto Alegre, quarta, 29 de junho de 2022
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É preciso reverter com urgência a ´desindustrialização` do Brasil. Presidente da FIERGS comenta afirmações de Guedes

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“Os componentes do ICEI-RS reforçam a estabilidade na confiança dos empresários, reproduzindo também o padrão observado nos dois meses anteriores, mas baseada nas expectativas otimistas, pois as condições atuais não se alteraram”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Foto: Dudu Leal

 

 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, comentou as comparações entre os setores do agronegócio e da indústria, atribuídas ao ministro Paulo Guedes no lançamento do plano Safra 2021, na segunda-feira, em Brasília. Na ocasião, o ministro destacou que o agronegócio “passou” a indústria de transformação e que “o país manteve os sinais vitais graças ao campo”, referindo-se às repercussões econômicas da pandemia. “Se há desindustrialização, como diz o ministro, precisamos reverter esse processo com urgência, pois não existe país desenvolvido no mundo que não tenha uma indústria forte”, disse Petry.

Segundo o industrial, apesar da crise, o desempenho da indústria puxou o crescimento da economia no primeiro trimestre deste ano, com expansão de 5,6% conforme o IBGE sobre janeiro a março de 2020, repercutindo positivamente em toda a cadeia produtiva. “O crescimento da agroindústria se viabiliza através de máquinas, equipamentos, softwares e automação fornecidos pela indústria de transformação. Não existe crescimento do setor primário sem a presença da indústria”, destaca.

           O presidente da FIERGS ressalta, também, que “a vocação irreversível de competitividade na agricultura”, citada pelo ministro, se baseia em medidas concedidas ao setor primário que não alcançam o setor fabril. “Se der à indústria a mesma carga tributária e o mesmo volume de crédito que hoje são concedidos ao agronegócio, o País deve crescer muito mais”, disse. “Atualmente, de cada 100 reais que a indústria produz, 45 são recolhidos a título de impostos; o comércio paga 37, e o setor primário, 7”, concluiu Petry.