Porto Alegre, terça, 21 de setembro de 2021
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Lira defende fundão eleitoral e diz que, sem verba pública, campanhas podem ser bancadas por milícia e tráfico; O Estado de São Paulo

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Presidente da Câmara afirma que discussão envolve 'financiar democracia' e diz que Ciro Nogueira vai melhorar articulação de Bolsonaro. Luiz Macedo/Câmara dos Deputados

 

 

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta quarta-feira (28) a utilização do fundo eleitoral para bancar as campanhas de 2022, negou que a projeção de valor chegue a R$ 5,7 bilhões e questionou como seria a forma de financiamento da política sem esse tipo de recurso.

Em entrevista à Globonews, ele lembrou que, com restrição ao financiamento privado, sobraram apenas os recursos públicos para pagar as campanhas eleitorais. “A primeira discussão é essa. Nós temos outra maneira de financiar a política e a democracia no Brasil? Nós temos como manter a democracia sem um sistema claro?”, disse.

“De onde virão os financiamentos se por acaso nós não tivermos recursos suficientes? Talvez das milícias? Talvez do tráfico? Talvez das influências das igrejas? De alguns outsiders e personalidades que estão de maneira momentânea ou tangencial participando da política? Essa é a discussão que tem que ser feita”, afirmou Lira.

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