Porto Alegre, terça, 07 de dezembro de 2021
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Vetada por Bolsonaro, distribuição de absorventes é adotada por 13 Estados; O Estado de São Paulo

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Iniciativas começaram a ser anunciadas em maio, algumas focadas em estudantes e outras incluindo mulheres no sistema prisional. Em SP, programa Dignidade Íntima está prestes a completar 4 meses, com investimento de R$ 30 milhões neste ano. ‘Estava difícil. O preço aumentou muito. Eu tinha vergonha de vir para a escola. Às vezes, minha mãe pedia emprestado’, diz a garota Brendha Ervelin de Oliveira, de 14 anos, enquanto recebe um pacote de absorvente Foto: TABA BENEDICTO / ESTADAO

Apesar do veto do presidente Jair Bolsonaro ao trecho de uma lei que previa oferta gratuita de absorventes e demais cuidados básicos de saúde menstrual, ao menos 13 Estados e o Distrito Federal já contam com projetos para distribuição do item para estudantes e mulheres em situação de vulnerabilidade. Sergipe e Tocantins também estão elaborando propostas.

Conforme levantamento feito pelo Estadão com os governos estaduais, iniciativas começaram a ser anunciadas em meados de maio, como no Maranhão. Algumas são focadas em estudantes e outras incluem mulheres que estão no sistema prisional. Em São Paulo, o programa Dignidade Íntima está prestes a completar quatro meses e contou com investimento de R$ 30 milhões para este ano, o suficiente para compra de 50 milhões de absorventes, segundo o Secretário de Estado da Educação Rossieli Soares.

“Antes, tínhamos a diretora comprando do bolso para casos de emergência, as colegas que levavam um a mais na bolsa para ajudar quem precisasse. Pegamos essas experiências e transformamos em uma política pública, colocando recursos porque esta é uma questão que interfere na aprendizagem por causa das faltas. É um prejuízo educacional imenso.”

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