Porto Alegre, quarta, 29 de junho de 2022
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Sobreviventes se emocionam no julgamento da Kiss e engenheiro frisa não ter recomendado espuma; Correio do Povo

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Segundo dia de julgamento se encerrou após às 22h e trabalhos seguem nos próximos dias. Lucas Cauduro Peranzoni foi último a depor no segundo dia | Foto: Ricardo Giusti

 

 

O segundo dia do tribunal do júri do caso da Boate Kiss foi marcado pela emoção e a exaustão dos sobreviventes em relembrar memórias traumáticas do passado ao longo de toda a sexta-feira. Na sessão, que se encerrou após às 22h, os jurados ouviram os depoimentos das vítimas – Emanuel Almeida Pastl, Jéssica Montardo Rosado e Lucas Cauduro Peranzoni – e também o relato do engenheiro, Miguel Ângelo Teixeira Pedroso, a primeira testemunha de acusação a depor no processo.

A sessão começou pela manhã. Foram ouvidas as testemunhas Emanuel Almeida Pastl e Jéssica Montardo Rosado – que passou mal e precisou ser atendida. Almeida foi o primeiro a dar seu testemunho ao juiz Orlando Faccini Neto. “Não tinha alarme de incêndio, nem sinalização e iluminação. Não senti em mim água caindo de chuveiros de teto durante o incêndio”, relatou. Na sequência, o segundo depoimento, que veio carregado de emoção. Ela chorou em vários momentos. “Eu me apavorei. Era muita gente caindo em cima dos outros”, recorda. Jéssica teve de ser amparada e retirada do júri para receber atendimento médico depois de ver as imagens do incêndio mostradas pelos promotores da acusação. “Estou muito mal”, balbuciava, chorando. Após ser atendida, ela voltou ao júri.

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