Porto Alegre, quarta, 26 de janeiro de 2022
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Relato pessoal: EU ME SINTO INVENCÍVEL. A jornada do ator Marco Pigossi para assumir sua homossexualidade; por Marco Pigossi/ Revista Piauí - Edição 184, Janeiro 2022

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No último dia 25 de novembro, feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o cineasta italiano Marco Calvani postou uma foto inédita para seus 5 mil seguidores no Instagram: ele aparecia de mãos dadas com seu namorado, o ator brasileiro Marco Pigossi. Depois de ver alguns comentários na rede social, o próprio Pigossi resolveu retransmitir a foto para seus 3,9 milhões de seguidores. Estava revelando para eles, pela primeira vez, sua orientação sexual. Escreveu na legenda: “Feliz Dia de Ação de Graças. P.S.: choca zero pessoas.”

Há tempos que a sexualidade de estrelas do showbiz “choca zero pessoas”, mas o caso de Pigossi tinha um ingrediente especial. Com uma carreira artística de doze anos, ele interpretou galãs em oito produções da TV Globo – e galãs, ainda hoje, temem perder seu público e arruinar a carreira se revelarem sua homossexualidade. Pigossi escolheu não renovar com a Globo no final de 2017 e passou a trabalhar na Netflix. Por meio do Skype, da casa em Los Angeles onde mora com Calvani há um ano e meio, Pigossi deu um testemunho sobre sua jornada ao repórter João Batista Jr.

 

Na minha pré-adolescência, lembro que nunca tive um amigo, um vizinho, um primo ou um tio homossexual, pelo menos assumidamente. Nenhum gay frequentava a casa dos meus pais, em São Paulo. Então, quando comecei a perceber minha orientação, achei – ou quis achar, na verdade – que se tratava de algo passageiro. Eu não tinha referência alguma no meu convívio e, quando assistia à televisão, nada servia como alento. Nas novelas ou nos programas de humor, quase sempre os gays eram retratados de forma caricata, pejorativa. Então, me sentindo solitário e sem amparo, me restava torcer para que fosse apenas uma fase.

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Foto: Gerson Lopes / 2021