Porto Alegre, quarta, 25 de maio de 2022
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Royal Society elege primeiro membro brasileiro desde 1871; Deutsche Welle

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Cientista climático Carlos Nobre é um dos principais defensores da teoria de que o rápido desmatamento da Amazônia pode levá-la a sua "savanização". Antes dele, único brasileiro a integrar a academia foi Dom Pedro II. Nobre é cientista climático há mais de 40 anos e estuda a Amazônia há décadasFoto: Imago//Fotoarena

 

 

A Royal Society, de Londres, elegeu o cientista climático Carlos Nobre como seu primeiro membro brasileiro desde que o imperador Dom Pedro II se juntou ao grupo, em 1871.

Nobre é cientista climático há mais de 40 anos e estuda a Amazônia há décadas. Ele foi um dos primeiros defensores da teoria de que o rápido desmatamento está levando a maior floresta tropical do mundo a um ponto de inflexão, que pode levar a sua “savanização”.

“A Royal Society está dando reconhecimento internacional aos riscos que a Amazônia enfrenta”, disse Nobre à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (13/05). “É um risco enorme perdermos a maior biodiversidade e a maior floresta tropical do planeta”, acrescentou.

A preservação da floresta amazônica é vital para conter as mudanças climáticas porque ela absorve uma grande quantidade de dióxido de carbono.

No ano passado, Nobre liderou um grupo de cerca de 200 pesquisadores que lançou um relatório histórico com a análise mais detalhada e completa até hoje do conhecimento científico sobre a floresta amazônica. Fundada em 1660, a instituição britânica é uma das mais antigas e prestigiadas sociedades científicas do mundo.

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