Porto Alegre, sexta, 19 de agosto de 2022
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Em resposta aos ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral, ministros do STF se reúnem com líderes do Senado para criar mecanismos de defesa da democracia: inquéritos contra os golpistas também serão usados como freios para conter a crise. Alexandre, Barroso e Fachin se juntam a senadores na defesa contra os ataques do Planalto (Crédito: Nelson Jr.)

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Ministros do STF formam uma aliança com políticos para evitar a ruptura institucional, por Germano Oliveira/Isto É

 

 

Após Bolsonaro aumentar as pressões sobre o TSE e STF, reiterando as ameaças de que se não houver como auditar os votos do pleito em outubro pode acorrer uma intervenção no processo eleitoral por meio de militares ligados ao governo, ministros das cortes superiores deram início, na semana passada, a um amplo contra-ataque em duas trincheiras. A primeira, na arena política, com a participação de ministros togados em reuniões com congressistas influentes. E a outra, no campo jurídico, com a aceleração de procedimentos que caminhavam lentamente no Poder Judiciário, sobretudo em relação aos cinco inquéritos na PF envolvendo o presidente, seus filhos e seus aliados do Centrão, todos encrencados até as raízes dos cabelos por causa ataques à democracia e em crimes na pandemia.

Na verdade, uma coisa está atrelada a outra. Sentindo-se acuado pelos inquéritos que correm contra ele e os filhos sobre os atos antidemocráticos e as ações criminosas das chamadas milícias digitais (esses dois processos estão agora compartilhados), o mandatário subiu o tom nas ações para intimidar os juízes dos tribunais superiores e fazê-los recuar. Afinal, essas duas ações podem levar a PGR à formalização de denúncias por organização criminosa e, se concluídos, esses inquéritos podem condenar o capitão e os seus apaniguados a penas que passam pelo cumprimento em regime fechado. Acima de oito anos de pena, como é o caso de organização criminosa, os delitos levam o réu direto a uma penitenciária.

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