Porto Alegre, domingo, 14 de agosto de 2022
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Suíça reforça diretrizes sobre suicídio assistido e causa preocupação no exterior;SwissInfo

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David Goodall (centro) era um cientista australiano que veio à Suíça para morrer por suicídio assistido. Ele havia escolhido terminar sua vida por causa de sua idade avançada, mas não estava sofrendo de uma doença incurável. Tais casos podem não ser mais permitidos no futuro. © Keystone / Georgios Kefalas

 

 

A Associação Médica Suíça emitiu uma nova diretriz que pode dificultar o acesso ao suicídio assistido. A decisão está causando insatisfação entre as pessoas que vivem no exterior e desejam terminar suas vidas legalmente na Suíça.

“Você soube?” Em maio, Alex Pandolfo recebeu um e-mail inesperado de um conhecido. A mensagem vinha acompanhada por uma newsletter intitulada “Notícias perturbadoras da Suíça”. O remetente era a Exit International, uma organização de assistência ao suicídio sediada na Austrália. O texto afirmava que havia sido emitida uma nova diretriz na Suíça, segundo a qual eram necessárias agora duas entrevistas médicas antes da realização de um suicídio assistido – com pelo menos duas semanas de intervalo entre cada uma.

Pandolfo tem 68 anos de idade e vive no Reino Unido. Em 2015, ele foi diagnosticado com uma forma precoce do mal de Alzheimer. Pouco tempo depois, ele recebeu o “ok” por parte da Lifecircle, uma organização de assistência ao suicídio com sede na Basileia. Ele planeja ir à Suíça para morrer, quando “for a hora certa”.

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