Sicredi disponibiliza R$ 6,93 bilhões para Rio Grande do Sul e Santa Catarina à safra 2018/2019

Sicredi disponibiliza R$ 6,93 bilhões para Rio Grande do Sul e Santa Catarina à safra 2018/2019

Agronegócio Destaque Economia Negócios

Para o novo Plano Safra 2018/2019, o Sicredi está disponibilizando para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mais de R$ 6,93 bilhões em crédito rural, com estimativa de realizar cerca de 114 mil operações. Desse total, R$ 5,93 bilhões vão para custeio, comercialização e investimento em linhas do Pronaf, do Pronamp e demais. E mais, R$ 1 bilhão será direcionado para operações com fontes do BNDES.

Ao todo no Brasil, o Sistema Sicredi está disponibilizando mais de R$ 16,18 bilhões em crédito rural para o Plano Safra 2018/2019, com a expectativa de gerar cerca de 214 mil operações, entre custeio e investimento. No fechamento consolidado nacional do ciclo Safra 2017/2018, o Sistema Sicredi liberou mais de R$ 11,6 bilhões, com resultado 16% superior a safra anterior, com a efetivação de 195 mil operações.

Veja, na tabela abaixo, a evolução da liberação de crédito pelo Sicredi no país:

Finalidade Liberado Safra 16/17 – R$ Liberado Safra 17/18 – R$ Variação
COMERCIALIZAÇÃO 647.940.263 848.838.464 31%
INVESTIMENTOS 1.580.925.722 2.079.503.596 32%
CUSTEIO 7.763.833.930 8.657.832.450 12%
INDUSTRIALIZAÇÃO 18.592.745
Total 9.992.699.915 11.604.767.255 16%

 

 

Setor se mantem em evolução

Os mercados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina mostram que – independente das adversidades climáticas, econômicas ou de mercado -, seguem mantendo o nível de contratação de crédito rural em crescimento. Prova disso, são os números gerados na safra anterior onde, os dois estados, realizaram 102.615 mil operações que somaram R$ 4,98 bilhões em crédito. Juntos, RS e SC, representam 43% do total liberado pelo Sistema Sicredi no país. Por conta da sua missão direcionada para o crescimento sustentável, o Sicredi busca estar juntos com os associados para apoiá-los no financiamento da produção e nos investimentos em sua propriedade. Com isso, gera desenvolvimento aos associados que se estende – naturalmente – a toda a comunidade.

Segmento em crescimento

A agricultura familiar (que engloba o pequeno e médio produtor rural) e a agroindústria familiar seguem como o segmento mais atendido pelo Sicredi no Brasil. E no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, este segmento representou 92,3% das operações realizadas no ciclo 2017/2018, que se encerrou. Segundo o BNDES, o Sicredi é a 3ª instituição financeira na liberação de crédito rural e a 1ª no segmento da agricultura e agroindústria familiar no Brasil. O posicionamento do Sicredi foi construído – primeiro pela sua origem – e com os valores e o entendimento das necessidades da agricultura familiar e a proximidade com os associados.

Fontes dos recursos

Além dos recursos provenientes do BNDES, o Sicredi desenvolve a democratização do acesso ao crédito, direcionando grande parte dos recursos da sua Carteira de Poupança para financiar o agronegócio, representando em torno de 47,2% do total dos recursos disponibilizados que impactam direto as comunidades com a geração de renda, empregos e qualidade de vida às pessoas. A atuação do Sicredi é focada na sustentabilidade do acesso ao crédito rural, o que reflete na baixa inadimplência que hoje – no RS e SC – registra 0,15% no fechamento do Plano Safra anterior.

 

Exportações do agronegócio atingem 75% do total comercializado pelo RS

Exportações do agronegócio atingem 75% do total comercializado pelo RS

Agronegócio Economia Mundo Negócios Notícias Plano Safra Tecnologia

O mês de junho fechou como sendo o de maior participação do agronegócio nas exportações gaúchas. O US$ 1,353 bilhão proveniente do setor representa 75% do total comercializado pelo Rio Grande do Sul. No total foram exportadas 2,550 milhões de toneladas, com um saldo na Balança Comercial de US$ 1,280 bilhão. As informações estão no Relatório do Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, há um incremento de 10,8% no valor exportado. Este é o segundo mês consecutivo com registro de resultado positivo na relação entre 2015 e 2016. Os principais responsáveis pelo crescimento foram os grupos Complexo Soja, com aumento de 9,4% no valor e 6,5% no volume exportado e Produtos Florestais, com aumento de 199% no valor e 277% no volume exportado.

O bom momento das exportações do agronegócio gaúcho pode ser conferido no crescimento de 1,65% no valor comercializado na comparação entre maio e junho de 2016. Ele vem na sequência de um aumento de 46,6% na relação entre abril e maio.  O resultado positivo no final do primeiro semestre ajudou a amenizar a queda nas vendas, que fecharam os seis primeiros meses do ano em -2,2%, em relação ao mesmo período de 2015. No mês de abril essa diferença era de -14,8%

A China mantém a posição de grande comprador do agronegócio gaúcho, com 36,2% do total comercializado. A soja é o principal produto exportado para o país asiático. Na sequência vem os Estados Unidos, com 4,9%, e a Coréia do Sul, com 3,4%. Nas importações a Argentina é o principal fornecedor, com 36%, seguido pelo Uruguai, com 25%. O Chile, com 8,2% de participação, ultrapassou o Paraguai e é o terceiro maior vendedor para o estado.

Confira o Relatório do Comércio Exterior do Agronegócio do RS de maio/2016

 

Banco do Brasil já tem 12,2 bilhões para a safra 2016/2017 no RS a disposição dos produtores gaúchos

Agronegócio Economia Entrevistas Negócios Notícias Plano Safra Poder Política Vídeo

 

O Banco do Brasil vai destinar R$ 12,2 bilhões para operações de crédito rural na safra 2016/2017 no Rio Grande do Sul. O volume é 8,8% superior ao valor desembolsado na safra 2015/2016. Desse total, R$ 2,7 bilhões irão financiar a agricultura familiar, R$ 2,1 bilhões os médios produtores e R$ 7,2 bilhões vão atender aos demais produtores e suas cooperativas rurais. Conversei sobre isso com o gerente de agronegócios do Banco do Brasil, João Paulo Comerlato.

Presidente da Farsul afirma que omissão de Dilma à defesa da propriedade rural é um desserviço ao País

Direito Economia Negócios Notícias Poder Política

Entrevistei hoje o presidente da Farsul e vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Carlos Sperotto, sobre o posicionamento pró-impeahment de Dilma. Ele me disse que a definição de uma posição vinha sendo administrada com prudência até sexta-feira passada. O ato que precipitou a decisão foi o evento ocorrido no Palácio do Planalto em que representante da Contag informou que seriam feitas invasões a propriedades rurais e, no momento, não houve qualquer manifestação do governo. Apesar da judicialização de ações nesse sentido, Sperotto anunciou a retirada do apoio do agronegócio.

Na entrevista ao Programa Agora, nesta quinta-feira, o dirigente destaca que nota de entidades do setor dá conta de que a presidente Dilma oferece um desserviço ao Brasil com essa postura. Sperotto destacou que a categoria não pode aceitar esse tipo de posicionamento por parte do governo. Para ele a bancada ruralista tem posição muito clara sobre o assunto e ficou satisfeita à adesão da Contag ao discurso de repúdio à invasão de propriedades e afronta aos produtores.

CNA divulga nota oficial pedindo “segurança e previsibilidade para o setor continuar produzindo”

CNA divulga nota oficial pedindo “segurança e previsibilidade para o setor continuar produzindo”

Direito Economia Negócios Notícias Poder Política

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou hoje uma nota oficial. A entidade está preocupada com a crise política e seus reflexos na economia.   O setor hoje ultrapassa  R$ 1 trilhão de reais em produção, algo em torno de 23% do PIB brasileiro. Confira abaixo a nota da Confederação:

 

CNA pede segurança e previsibilidade para o setor continuar produzindo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade máxima de representação da agropecuária brasileira, diante do grave impasse político a que fomos arrastados, sente-se no dever de transmitir à sociedade, aos partidos políticos e parlamentares sua profunda preocupação com a marcha dos acontecimentos.

Todas as famílias brasileiras e todos os setores produtivos da Nação são testemunhas diretas do processo de desmoronamento da economia, que acentua-se a cada dia. Há dois anos, a produção se retrai, fábricas e estabelecimentos comerciais fecham suas portas ou recorrem à Justiça para recuperação judicial, milhões de empregos são perdidos e até os programas públicos de proteção social apresentam sinais de esvaziamento. Toda a Nação está vivendo horas sombrias.

O setor agropecuário vinha resistindo a esta maré depressiva e mantendo seus níveis de produção, de emprego e de vendas ao exterior. Porém, como já advertimos, os efeitos do esfacelamento da economia agora chegam até nós.

Produtores de todo o País se preparam para tempos muito difíceis e adiam investimentos, prevendo os riscos que se prenunciam no horizonte. A produção cresce na medida em que houver segurança e previsibilidade.

Por todos esses motivos, fazemos um apelo ao Congresso Nacional para que cada parlamentar tome consciência da gravidade do que estamos vivendo e, em nome do interesse público e do bem-estar de todos os brasileiros, busque o mais rápido possível as soluções legais cabíveis para o retorno da estabilidade econômica e social e a retomada do crescimento do Brasil.

CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL (CNA)

Deputado federal Jerônimo Goergen processará secretário da Contag que defendeu violência e invasão de terras em frente à Presidente Dilma

Deputado federal Jerônimo Goergen processará secretário da Contag que defendeu violência e invasão de terras em frente à Presidente Dilma

Comunicação Direito Negócios Notícias Poder Política

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) ingressa na justiça, nesta segunda-feira(04.04), contra o sec. finanças e adm. da Contag, Aristides Santos, por crime de incitação a violência(veja o vídeo). A assessoria jurídica de Goerjen define durante o domingo(03.04) se o discurso feito por Aristides Santos em uma cerimônia, nesta sexta-feira (1º), no Palácio do Planalto, para a regularização de terras de quilombolas e para a reforma agrária, defendendo a invasão de terras contém outros crimes.

O secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura disse em frente à Presidente Dilma e outras autoridades da República: “A forma de enfrentar a bancada da bala contra o golpe é ocupar as propriedades deles ainda lá nas bases, lá no campo. E é a Contag, é os movimentos sociais do campo que vão fazer isso. Ontem dizíamos na passeata: vamos ocupar os gabinetes, mas também as fazendas deles. Porque se eles são capazes de incomodar um ministro do Supremo Tribunal Federal, nós vamos incomodar também as casas, as fazendas e as propriedades deles”. Os advogados estudam se o palco da manifestação e a reação de apoio de parte dos presentes pode gerar outras ações. No fim da cerimônia, de forma genérica a presidente Dilma Rousseff disse que é preciso resistir, sem exercer a violência, ao que chamou de tendências antidemocráticas. Ela não fez nenhuma referência direta ao fato de dentro do Palácio do Planalto, um homem a quem foi concedido a palavra ter se pronunciado a favor da violência contra o agronegócio, o único setor da economia brasileira que apresentou números positivos em 2015.

Campo ignora crise e produção bate recorde

Campo ignora crise e produção bate recorde

Economia Negócios Notícias Política

Com injeção de tecnologia e câmbio favorável, o agronegócio, único setor que cresceu em 2015, está driblando os gargalos de infraestrutura e firmou sua competitividade no cenário internacional. Neste ano, a produção de soja, carro-chefe da agricultura brasileira, deve ultrapassar a barreira dos 100 milhões de toneladas. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

PIB da agropecuária no RS cresce 9,4%

PIB da agropecuária no RS cresce 9,4%

Economia Expointer Negócios Notícias

Dados divulgados hoje (14/12), na coletiva de balanço do ano da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), confirmam a agropecuária como o único setor da economia do Estado a registrar desempenho positivo em 2015. O PIB da atividade deverá crescer 9,4%, reflexo da maior safra histórica colhida no Estado, de 32,5 milhões de toneladas de grãos, aumento de 13%, apesar das fortes perdas ocorridas em alguns municípios do Sul do Estado. Este resultado é fruto dos fortes investimentos em tecnologia realizados pelo setor nos últimos anos. O faturamento aumentou 8%, chegando a R$ 37,8 bilhões. O resultado equalizou uma queda mais expressiva do PIB gaúcho em 2015, projetada em – 2,75%. O crescimento da atividade agropecuária no Brasil deverá ser de 2,9%. Já para o PIB geral é prevista uma queda de 3,49%. A agropecuária também será o único setor no Brasil que fechará em alta em 2015. A indústria obteve queda acentuada de 6,5%, atenuada pelas agroindústrias, que tiveram melhor desempenho do que a média. “O produtor fez a sua parte. Os investimentos em tecnologia permitiram nos posicionarmos bem em um ano de crise”, afirmou o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto(foto).

No entanto, fatores climáticos indicam que o setor agropecuário não conseguirá contribuir de forma positiva com o resultado do PIB do RS em 2016 e, assim como outros setores da economia, registrará queda. Projeções da Farsul estimam para a safra de grãos 2015/2016 produção no Estado de 30,6 milhões de toneladas de grãos, redução de 6% em relação a de 2014/2015, o que representa diminuição de quase 1,9 milhão de toneladas. O tamanho real da queda dependerá dos impactos do El Niño na produção e da taxa de câmbio nos preços. A agropecuária representa 10% do PIB geral do RS. Já o agronegócio, englobando as agroindústrias, responde por cerca de 40%.

A maior queda da safra 2015/2016 será na safra do arroz. Por consequência das fortes chuvas que atingiram o Estado na época do plantio, a área dedicada ao grão diminuirá 8%. A produtividade, que também será afetada pelos impactos climáticos, cairá. O resultado será uma colheita prevista em 7,4 milhões de toneladas, 1,3 milhão de toneladas a menos em relação à safra anterior. Para a soja, a previsão é de aumento de 5% na área plantada, avanço que assegurará o crescimento geral da área plantada no Estado em 1%, total de 8,5 milhões de hectares. Já a produtividade da oleaginosa, assim como dos demais grãos, também deverá cair por conta do El Niño. Somente o milho tem previsão de queda de produção de 16%. A da soja é menor, de 2%.

Se os atuais níveis de preço se mantiverem, a estimativa é de elevação do faturamento da safra 2015/2016 de 13% para a agricultura e de 4% para a pecuária. No entanto, esse incremento não será suficiente para compensar o aumento dos custos de produção de 25%. Por consequência, a queda nas margens prevista ao produtor é de 40%, resultado que pode se modificar caso o comportamento do câmbio oscile muito para cima ou para baixo dependendo da instabilidade política do Brasil. Projeções apontam para redução de preços internacionais motivada por altos índices de produção. A safra que está por vir também traz os reflexos da retração da tomada de crédito rural especialmente por conta da inexistência do pré-custeio. No exercício anterior, houve redução de 4% nos recursos tomados, somando R$ 19,7 bilhões. Enquanto o custeio geral aumentou em 5%, os investimentos caíram 26%, e a comercialização, 2%. Os dados indicam maior dificuldade para tomada de crédito neste ano de crise não somente para a agropecuária, mas para todos os setores da economia, tendência que deve se manter em 2016.

Para 2016, a expectativa para o País se mantém negativa. O PIB do RS deverá cair 2,8%, e o do Brasil, 2,6%. O setor de serviços deverá encolher em 2,67%, reflexo da queda da atividade econômica e do consumo das famílias, que estão sofrendo com uma inflação acima de 10%, fato que não ocorria desde 2002, impactando, ainda, na confiança no País. O mesmo sentimento é compartilhado pelos empresários, que não sentem segurança para investir. “É importante observar que a crise de 2015 não começou em 2015. A economia está em trajetória decrescente desde 2011 e em 2014 já fechou próxima de zero”, afirma o economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

Seguro Rural

Sperotto destacou as iniciativas de 2015 da Federação em busca do estabelecimento de um novo seguro rural. A principal vitória foi a aprovação da emenda proposta pela Farsul apresentada pela senadora Ana Amélia Lemos e acatada no relatório preliminar da Comissão Mista que trata da Lei Orçamentária de 2016. A proposta é direcionar alguns recursos para determinados setores da agricultura que não são utilizados. A iniciativa poderá significar R$ 1 bilhão para o pagamento da parte do governo na contratação do benefício já a partir de 2016. “Estamos seguros que essa posição irá evoluir”, afirmou Sperotto.

Uma outra questão levantada pelo presidente ligada à necessidade de um seguro de venda para o setor é o aumento expressivo do pedido de recuperação judicial de empresas e cooperativas ligadas ao agronegócio. “Precisamos estabelecer regras dentro desse novo contexto para não sermos sujeitos a ficar desfavorecidos”, disse.

CAR

O RS acelerou expressivamente o processo de cadastramento ambiental a partir de setembro. Cerca de 65 mil imóveis já estão cadastrados e a estimativa é chegar a 441 mil propriedades, até maio, mês limite para o cadastramento, atingindo 100%. Conforme Gilmar Tietböhl, superintendente do Senar-RS, a entidade realizou cursos e oficinas sobre o CAR para 17.473 pessoas este ano. O aumento dos cadastros ocorreu no segundo semestre do ano, quando já estava em vigência decreto estadual 52.431/2015 que regulamentou o CAR no RS. Sperotto manifestou preocupação com ação ingressada no MP contestando algumas partes do decreto. “ Temos o receio de que esse movimento possa interferir no andamento dos cadastros”, disse.

Pecuária

A Pecuária gaúcha vive um bom momento. “O mercado descobriu nosso potencial de criar as raças britânicas e está valorizando o nosso produto”, afirmou o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira. “Esse movimento é percebido nos convênios e contratos que as associações de raça estão fechando com frigoríficos e pela busca do mercado gourmet do Sudeste do País por carne industrializada e gado em pé”, disse. O resultado das vendas de bovinos em feiras e exposições no Estado, que registraram alta de 6% em volume e 14,7% em faturamento, também refletem essa valorização, afirmou presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong,

Senar

Os números apresentados pelo Senar no balanço mostram um crescimento em todas as suas atividades. Os eventos de formação profissional aumentaram 17,5%. Foram 8671 eventos em todo o Estado, informou Tietböhl. Já o número de participantes dos eventos e cursos elevou-se ainda mais, em 28,57%, totalizando 146,8 mil pessoas, destas 95.966 com formação profissional rural e 50.854 promoção social.

As iniciativas ligadas ao CAR foram as mais procuradas.  Foram realizados 501 cursos de cadastro ambiental rural com a participação de 5601 pessoas, 226 oficinas, com 6548 participantes, 12 oficinas sobre código ambiental, com 581 presentes, a 97 seminários de legislação ambiental com 4743 pessoas.

Agronegócio gaúcho exporta 85,45% mais em outubro, aponta Farsul

Agronegócio gaúcho exporta 85,45% mais em outubro, aponta Farsul

Negócios Notícias

Outubro fechou com um expressivo aumento no volume exportado pelo agronegócio gaúcho. As 1,652 milhão de toneladas atingidas, representam 85,45% a mais do que o vendido no mesmo mês do ano passado. Em relação ao valor também houve crescimento, chegando a US$ 1,072 bilhão, acréscimo de 17,07%. O setor foi responsável por 70,15% do US$ 1,528 bilhão comercializados pelo estado, como aponta o Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.  A Balança Comercial do setor também apresentou resultado superior na comparação com o Estado. Enquanto o Rio Grande do Sul teve um saldo de US$ 726 milhões, o agronegócio chegou a US$ 1,015 bilhão.

Somente o Complexo Soja atingiu um valor de US$ 442 milhões, um incremento de 145%, com um volume de 1,176 milhão de toneladas, 200% a mais do que em outubro de 2014. O principal responsável por esse resultado é o aumento das exportações da soja em grãos, com 929 mil toneladas (+590%) e US$ 355 milhões (+435%), mesmo com uma queda de 22,43% no preço do US$/ton. O Grupo Lácteo manteve a boa média de crescimento dos últimos meses, chegando a US$ 12 milhões (+97%) e um aumento de 88% no volume. Mesmo que não tão expressivo, o Grupo Cereais também teve resultado positivo. O aumento de 29% no valor e de 58% no volume teve o Arroz como principal item, com um aumento de 72% no volume (93 mil toneladas) e respondendo por 78% (US$ 32 milhões) do total exportado do  grupo.

 Apesar de um aumento de 10% no volume exportado, o Grupo Fumo teve uma queda de 14% (US$ 247 milhões) no valor devido a queda de 22% no US$/ton. Situação semelhante é a do Grupo Produtos Florestais, que exportou 52% a mais (US$ 75 milhões) em consequência de um aumento de 128% no preço do US$/ton, mas com uma queda de 33% no volume comercializado. O Grupo Carnes teve resultado de – 31,84% no valor (US$ 160 milhões) e de  – 16, 45% (84 mil toneladas), e queda no US$/ton (-18,41%). Na comparação com setembro de 2015 o agronegócio teve recuo de 13% no valor e de 15% no volume exportado. Entre janeiro a outubro deste ano, foram vendidos US$ 10,144 bilhões de mercadorias do agronegócio, queda de 6,24% na comparação com o mesmo período de 2014. O volume deste ano foi de 17,88 milhões de toneladas contra 14,425 milhões em 2014.   (Foto:Kleiber Arantes/ Secom)

 Confira o Relatório de Comércio Exterior do RS completo

Expointer 2015: Banco do Brasil garante que produtores rurais terão crédito para compras em Esteio e o temor de um especialista que o Plano Collor Rural se repita

Economia Entrevistas Expointer Negócios Notícias Poder Política

Entrevistei hoje durante o programa Agora/Rádio Guaíba, ao vivo da Casa da Record, na Expointer, o superintendente do Banco do Brasil/RS, Edson Bündchen e o presidente do Iejur, Ricardo Alfonsin. Entre as novidades do BB para 38ª edição da Expointer está a originação de propostas de negócios realizada diretamente pelas revendas de máquinas e enviada ao Banco pela internet através da Esteira Agro BB. Com a funcionalidade, os produtores têm a comodidade de encaminhar seu pedido de financiamento sem precisar ir ao Banco. A parceria entre o BB e as empresas revendedoras de máquinas permite a agilização na análise e contratação das operações..

Com relação ao crédito agrícola, como vem acontecendo nas últimas edições do evento, o BB não limitará os recursos disponibilizados aos produtores rurais que desejarem adquirir máquinas e equipamentos na Feira. Com amplo portfólio disponível, uma das apostas para a Expointer 2015 é o Pronamp Investimento, que este ano conta com recursos próprios da Instituição – assim como as linhas de crédito do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), da Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e do Inovagro. “Temos recursos suficientes à disposição do produtor. O Banco investe muito na Feira porque realmente acredita no seu poder de gerar negócios”, destaca Edson Bündchen.

O presidente do Iejur, Ricardo Alfonsin falou sobre o painel coordenado por ele, que debateu em Esteio, os reflexos do Plano Collor para o agronegócio nacional. Em 1993 foi instalada uma CPMI no Congresso Nacional para apurar as razões do imenso endividamento agrícola que se verificava no período. A atividade rural tinha uma inadimplência histórica de no máximo 2% e na ocasião apresentava mais de 40%. Foram ouvidos, entre outros: os Ministros da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e da Agricultura, José Andrade Vieira; os Presidentes do Banco Central, Pedro Malan e do Banco do Brasil, Alcir Calliari. Alfonsin, teme que isso possa voltar a acontecer. Acompanhe a conversa no link acima.