Capital vai ter novos protestos, a partir de segunda, antes de votação do aumento de impostos. Texto vai a plenário na terça-feira (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

Capital vai ter novos protestos, a partir de segunda, antes de votação do aumento de impostos. Texto vai a plenário na terça-feira (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)

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A votação do aumento de impostos pelos deputados estaduais, prevista para a terça-feira na Assembleia Legislativa gaúcha, mobiliza trabalhadores a partir do início da semana. Taxistas farão um buzinaço na segunda-feira, às 13h30min, em toda a Capital. O objetivo é conquistar também a participação de outros motoristas nas ruas da cidade, segundo o anúncio do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi). Além de entidades sindicais, federações de empresários e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) já manifestaram repúdio à elevação do ICMS proposta pelo governo.

Na terça-feira, os servidores estaduais acampados na Praça da Matriz voltarão a contar com o apoio de centrais sindicais, como a CUT e de colegas do interior do Estado para um grande ato público em frente ao Parlamento. A expectativa dos organizadores é reunir mais de 15 mil pessoas. Desta vez, os sindicatos não pretendem tentar impedir a realização da sessão, já que os dobramentos do bloqueio da última terça contribuíram negativamente para o movimento. Em encontro com o presidente da casa, deputado Edson Brum (PMDB), nessa semana, foi definida a distribuição de senhas ao comando de greve para que parte do grupo tenha acesso ao plenário. Na praça, deve ser instalado um telão para que os demais acompanhem a sessão ao vivo.

Uma vitória parcial para os servidores deve ser a retirada do regime de urgência dos projetos sobre extinção de fundações estaduais — a Fepps (de Produção e Pesquisa em Saúde) e a Fundergs (de Esporte e Lazer). Com pressa para aprovar o tarifaço, a base aliada de Sartori na AL já indicou apoiar o adiamento dos dois PLs, que passaram a trancar a pauta de votações.

Segue entre os projetos em regime de urgência a sugestão de ampliação dos saques de depósitos judiciais, mas não há garantia de que seja votado na terça. A medida é a única da lista com apoio dos servidores e também da oposição. A aprovação vai permitir a liberação imediata de R$ 1 bilhão, para evitar novos parcelamentos de salários ou calote das parcelas da dívida com a União.

Maria Lucia Fatorelli diz que “Standard & Poors está a serviço do sistema financeiro privado.” Para economista o Banco Central erra na política de juros e beneficia bancos

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Para a economista Maria Lúcia Fatorelli  o Brasil está à mercê do serviço do sistema financeiro privado e de agências como a Standard & Poors. Na conversa que tive com ela durante o programa Agora/Rádio Guaíba, Fatorelli destacou que o País tem entregado seu patrimônio continuamente para pagar a dívida. Para a especialista a crise de 2015  foi produzida principalmente pelo setor financeiro nacional que se beneficia da política de juros praticada pelo Banco Central do Brasil. Acompanhe a íntegra da entrevista.

Para presidente da FCDL aumento de impostos implicará em mais recessão e desemprego

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Conversei nesta sexta-feira na Rádio Guaíba com o Presidente da FCDL-RS Vitor Koch, o empresário é contra o aumento do Imposto do ICMS, proposto pelo governo Sartori. Pela proposta, o ICMS base passará de 17% para 18%, enquanto para os setores de telecomunicações, combustíveis e energia elétrica, o aumento seria de 25% para 30%. Ele criticou também a proposta do governo Dilma de recriação da CPMF. Para Kock, o aumento da carga tributária em nível federal e estadual levará ao agravamento da recessão e aumento do número de demissões.

Vice-presidente nacional da OAB reclama da atuação de Tarso e Sartori na ação que entidade tenta reduzir dívida gaúcha no STF

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Durante entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba, o vice-presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia criticou a proposta de aumento de impostos pelo governo Sartori e a falta de apoio do atual governador e do ex Tarso Genro, para a ação da Ordem contra a cobrança da dívida gaúcha que tramita desde 2012, no Supremo Tribunal Federal.

No entendimento da OAB/RS, parte dos recursos comprometidos pelo Estado com o pagamento da dívida poderiam ser utilizados para honrar os passivos judiciais, provenientes de precatórios e RPVs, bem como os investimentos em saúde, educação e segurança.

“A revisão dos termos da dívida é urgente. Hoje, o Estado destina 13% de seu orçamento para o pagamento da dívida, enquanto seu investimento em saúde pública é de pouco mais de 6%”. Essas e outras análises feira pelo vice- presidente da OAB, Claudio Lamachia, sobre ajuizamento da Ação Civil Originária (ACO 2059) no STF para a renegociação da dívida contraída pelo Estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1997.

Conversamos também sobre “Carta à Nação”, assinada pela OAB e a Confederação Nacional da Indústria cobrando do governo Dilma correção dos rumos do país e ações imediatas contra as crises “ética, política e econômica”. O texto defende a redução do número de ministérios e de cargos