RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

RS: Câmbio eleva custos de produção no campo em maio

Comunicação Destaque Notícias

A variação cambial foi responsável por um forte aumento nos custos de produção no mês de maio. O acréscimo de 2,19% teve grande influência dos fertilizantes que sofreram reajuste de 7% na comparação com abril. Os dados são do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), divulgado pelo Sistema Farsul nesta quinta-feira, dia 21. A taxa de câmbio também afetou o IICP acumulado em 12 meses, que registrou inflação de 4,49%. Entre as lavouras acompanhadas, todas apresentaram alta, com a de trigo atingindo 7%.

Já os preços recebidos pelos produtores tiveram nova valorização. Em maio, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou 3,42%. O resultado teve influência do trigo (17%), frango (8%) e arroz irrigado (5%). Com o resultado, o acumulado em 12 meses marcou 22,16%. Na comparação com outros índices é percebido um movimento semelhante entre o IICP e o IPCA, que atingiu 2,86% no acumulado. Já na relação entre IIPR e IPCA Alimentos, novamente há um descolamento, com o segundo apresentando queda de -1,46%.

Confira o relatório dos índices de inflação do agronegócio na íntegra.

Boa remuneração em 2015 reduz exportações de janeiro

Boa remuneração em 2015 reduz exportações de janeiro

Negócios Notícias

A alta do dólar garantiu bons preços para os produtores no ano passado e a consequência foi a redução de estoques e a queda nas exportações em janeiro de 2016. É o que aponta o Relatório de Comércio Exterior divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta terça-feira (16/02). Na comparação com dezembro de 2015, a agropecuária gaúcha exportou, em valores, 21,2% menos. Foram US$ 503 milhões contra US$ 639 milhões do mês anterior. O volume comercializado também foi 17,1% menor, passando de 1,107 milhão de toneladas para 917 mil.

O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz,  explica que os números de janeiro são reflexos da variação cambial. Mesmo com os baixos preços das commodities no mercado internacional, a desvalorização do Real garantiu uma remuneração melhor ao produtor. “Como os preços em reais estavam muito bons, vendemos mais no ano passado e isso reduziu a oferta do produto agora”, avalia.

Na comparação com janeiro de 2015, também houve queda de 16,5% no valor exportado e 9,66% no volume. O grupo Cereais apresentou expressiva queda de 60,9% no valor e 62% no volume comercializados. O Arroz foi exceção, com resultados positivos em relação ao valor (14,4%) e ao volume exportados (59,9%). O setor foi responsável por 62% das exportações do Rio Grande do Sul no início de 2016. O principal destino do produto gaúcho foi a União Europeia, respondendo por 20% do total comercializando.

Confira o Relatório de Comércio Exterior na íntegra

 

Alta do dólar não é um problema apenas do Brasil, diz Levy

Alta do dólar não é um problema apenas do Brasil, diz Levy

Economia Negócios Notícias Poder Política

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (23) que a atual elevação da cotação do dólar faz parte de um movimento em todo o mundo e não só um problema do Brasil. Para ele, existe um processo de recuperação do país, com várias medidas que vem sendo adotadas. Segundo ele, alguns impactos do preço da moeda americana no mercado interno são em consequência de efeitos que estavam represados. O dólar ultrapassou a casa do R$ 4 nesta quarta-feira.

“Acredito que vamos ver maior estabilidade no dólar também. Difícil, impossível fixar qual o patamar, mas tenho certeza que essa volatilidade maior também vai se esvair na medida em que algumas questões, como a votação dos vetos e o próprio orçamento, forem devidamente equacionadas. Estes são os elementos que vão permitir a gente, inclusive recolher os frutos do que já foi feito. Esta é a estratégia de crescimento e é aí que a gente tem que se fixar, com responsabilidade fiscal e clareza de gastos “, disse após participar do Fórum de Segurança Jurídica e Infraestrutura no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

“Acho que primeiro tem movimento global de câmbio e a gente tem que estar atento. O mais importante é a gente avaliar a situação do Brasil. Eu acho que o processo de recuperação da economia está em curso. Diversas medidas que foram tomadas no início do ano estão produzindo seus efeitos. Agora o que a gente vê é um certo represamento desses efeitos na economia por outras razões que não econômicas, vamos dizer assim, razões de insegurança”, acrescentou.

Questionado sobre um possível rebaixamento do grau de investimento do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch, o ministro negou uma mudança na nota de crédito do Brasil. “As medidas estão surtindo efeito. Alguns resultados mais positivos estão sendo represados por circunstâncias que trazem uma certa incerteza. Isso tem limitado a capacidade de investimento e até a capacidade de arrecadação. Mas eu tenho a convicção de que vencida essas incertezas, a capacidade de recuperação da economia será rápida”, disse. Representantes da agência se reuniram ontem (22) com Levy no Ministério da Fazenda. (Agência Brasil – Foto: José Cruz/Agência Brasil)