Oposição vai à PF contra distribuição de cargos em troca de votos no governo

Oposição vai à PF contra distribuição de cargos em troca de votos no governo

Notícias Poder Política
Partidos de oposição vão à Polícia Federal neste sábado para apresentar uma denúncia crime contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e governadores que estão atuando para angariar votos favoráveis ao governo. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, PPS, DEM, PTB, PSDB e PSC acusam o governo de praticar corrupção ativa, corrupção passiva e desvio de finalidade. A denúncia será apresentada para a PF porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tem plantão no fim de semana.

Os partidos apontam como provas desses crimes a oferta de cargos e nomeações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nos últimos dias, a atuação nas negociações de ministros, dos governadores de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Bahia, além do ex-presidente Lula. Eles também apontam como indício de compra de votos a transferência de terras da União para o Governo do Amapá, Estado de maioria dos votos não declarados.

“O Diário Oficial amanheceu recheado de nomeações. Isso é a utilização abusiva da máquina pública para tentar reverter o processo de impeachment”, disse o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). ”É um absurdo. Está usando a máquina pública de forma desavergonhada, liberando recursos federais, cargos, verbas para Estados e municípios só para converter votos. Estamos vivendo um clima de certa tensão porque a intimidação provocada pelo governo, o jogo sujo e pesado do governo e da presidente Dilma é uma coisa absurda”, afirmou. (Correio do Povo e AE)
Osmar Terra afirma que PMDB gaúcho vai devolver cargos no governo federal

Osmar Terra afirma que PMDB gaúcho vai devolver cargos no governo federal

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Na próxima segunda-feira (21), o PMDB do Rio Grande do Sul se reúne em Porto Alegre e vai devolver todos os cargos que ocupa no governo federal. A afirmação foi feita pelo deputado federal Osmar Terra, em sessão da Câmara no dia 15:

– Embora eu não tenha cargo nenhum e nunca tive no governo do PT, nem os deputados Mauro Pereira, Alceu Moreira e Darcísio Perondi, nem a maioria dos integrantes do PMDB do Rio Grande do Sul, é possível que alguns cargos ainda existam em alguns ministérios.

O parlamentar lembrou que o PMDB do Rio Grande do Sul vai abrir mão desses cargos e se colocar na defesa de que o partido saia do governo, de acordo com as moções aprovadas na convenção de Brasília:

– É fundamental que o PMDB fique independente, votando de forma independente e fora de um governo, que perdeu o rumo, que está causando uma tragédia econômica e social no País. E que não controla de forma nenhuma as políticas públicas, que não acontecem neste país – prosseguiu Terra.
O deputado encerrou seu pronunciamento com uma lembrança às manifestações de domingo, 13:

– O povo foi para as ruas na maior demonstração cívica da história deste país. Nunca tantas pessoas foram às ruas antes para protestar contra o governo, contra o estado de coisas que nós vivemos. Nós temos de ser sensíveis a isso, propondo uma mudança: este governo deve mudar e o PMDB terá um papel importante nisso.

Divulgadas transcrições sobre suposta negociação para troca de cargos por votos de Jardel; por Voltaire Porto / Rádio Guaíba

Divulgadas transcrições sobre suposta negociação para troca de cargos por votos de Jardel; por Voltaire Porto / Rádio Guaíba

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A transcrição dos áudios com as supostas negociações para troca de votos por cargos no Piratini envolvendo o deputado Mário Jardel (PSD) foi divulgada, hoje à tarde, pela Assembleia Legislativa, que vai investigar o caso dentro do processo em curso sobre o parlamentar, na Comissão de Ética. Em um dos trechos, o ex-chefe de gabinete de Jardel, Roger Foresta, conversa com o colega de gabinete, Ricardo Taffas, sobre a negociação de oito CCs em troca do apoio do parlamentar a projetos de interesse do governo. A dupla reclama que o deputado não está cumprindo com o que foi acertado.

No diálogo, Alex Luiz Baretta é citado como interlocutor da Casa Civil com o gabinete de Jardel. A Pasta confirmou, no início da noite, que o nome mencionado é do servidor responsável por fazer a articulação com o Parlamento, mas negou qualquer tipo de irregularidade cometida por ele. A Casa Civil ainda sustenta que Baretta não foi flagrado em nenhuma interceptação telefônica, apenas teve o nome citado.

O deputado Juliano Roso (PCdoB), presidente da Comissão de Ética, disse que se as suspeitas de negociação de votos favoráveis ao governo em troca de cargos forem confirmadas há o risco de votações serem anuladas. Uma delas é a que garantiu o aumento do ICMS, que passa a ficar com alíquota mais alta a partir de janeiro.

O que disse Jardel

O deputado Mário Jardel usou o plenário, na tarde de hoje, para se defender. Ele disse ser vítima de acusações mentirosas e afirmou ser favorável a uma CPI na Assembleia para provar que é inocente.

Confira o discurso de Jardel na íntegra:

 ”Venho aqui nessa tribuna neste dia que tenho sido vítima de acusações mentirosas, que buscam cassar o mandato que o povo gaúcho me deu. Lamento ter sido envolvido em uma trama que visa difamar a minha pessoa. Não posso ser condenado pela conduta de outras pessoas. Sempre votei e votarei com a minha convicção para atender às necessidades do povo gaúcho. Sou o maior interessado em esclarecer essa situação. Já sugeri à comissão de ética a abertura de uma CPI para averiguar a minha conduta e também de outros que podem ser vítimas. Digo a meus eleitores que que confiem em mim. Estou começando na política. Estou começando errado, mas posso melhorar. Tenho absoluta certeza de que neste momento a verdade virá. Deus está comigo e sempre estará. Votarei conforme minha consciência”.

Veja o que divulgou, em nota, a Casa Civil:

Em relação às informações apresentadas por deputados de oposição em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 28, a Casa Civil informa que tem interesse e está à disposição para esclarecer quaisquer fatos tão logo sejam conhecidos dados concretos da investigação do Ministério Público. A Casa Civil confia e aguarda a conclusão das investigações para manifestar-se sobre as informações divulgadas.

Reitera que sua relação com representantes de qualquer partido é pautada pelos princípios da legalidade e que a participação do deputado Mário Jardel no governo é legítima, tendo seu partido composto a coligação de governo desde o primeiro turno das eleições. Nesta semana, os esforços estão voltados para a convocação extraordinária, esclarecendo sobre projetos que já tramitavam na Assembleia e novas medidas que são importantes para as ações do governo em 2016.