Eleições 2016: Críticas de Pont à coligação entre PT e PCdoB para candidatura de Manuela, em 2012, podem não alinhar as siglas em 2016; por Vitória Famer/Rádio Guaíba

Eleições 2016: Críticas de Pont à coligação entre PT e PCdoB para candidatura de Manuela, em 2012, podem não alinhar as siglas em 2016; por Vitória Famer/Rádio Guaíba

Direito Economia Eleições 2016 Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura Saúde Segurança

Lideranças do PCdoB alegam que, em função da crise política nacional, o partido ainda não tem decisão sobre qual posicionamento deve tomar para a disputa do Paço Municipal. Segundo o presidente do Partido Comunista do Brasil em Porto Alegre, Márcio Cabral, até o momento, há três possibilidades de diálogo para um apoio da sigla. Uma das probabilidades é a construção de uma frente em apoio ao PT, com a pré-candidatura de Raul Pont. Porém, Cabral reconhece que há necessidade de ampliação desta frente já que, isolados, a chance reduz para conquistar a prefeitura da Capital.

Outra hipótese é a aliança com o PDT, após o lançamento da pré-candidatura de Vieira da Cunha (PDT), principalmente depois de um realinhamento nacional da sigla trabalhista em apoio ao mandato da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Ou por último, o PCdoB lançaria uma candidatura própria, com uma mulher na cabeça da chapa.

Questionado se o PCdoB possuía mais dúvidas do que certezas em apoiar a candidatura de Raul Pont, Cabral destacou que não se pode afirmar que o PCdoB não apoiará o PT em Porto Alegre. Porém, lembrou que, em 2012, a eleição à prefeitura da Capital foi perdida tanto pelo PCdoB quanto pelo PT pelo fato de Pont não apoiar a candidatura de Manuela D’Ávila.

“Um afastamento do PT, para se alinhar ao PDT, seria um exagero. Mas é óbvio que algumas questões mais locais influenciam. Por exemplo: Raul Pont foi muito crítico à possibilidade do PT apoiar a Manuela em 2012, em Porto Alegre, o que nos levou a sair separados na eleição. E nós achamos, inclusive, que isso foi um dos fatores determinantes na nossa derrota no pleito de 2012. E esses elementos nós estamos analisando agora também”, expôs Cabral.

Com o cenário pulverizado politicamente, o PCdoB acredita que a sigla vá dialogar com outros partidos sobre possibilidade de alianças ainda durante o mês de junho. O que os comunistas também deixaram claro é que a sigla não vai se coligar com o PMDB, portanto, descartando qualquer apoio à pré-candidatura de Sebastião Melo.

Até agora, nove partidos já lançaram pré-candidatos: Rodrigo Maroni, pelo PR, Raul Pont, pelo PT, Luciana Genro, pelo PSOL, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pelo PMDB, Vieira da Cunha, pelo PDT, o deputado estadual Maurício Dziedricki, pelo PTB, e os deputados federais Onyx Lorenzoni, pelo DEM, Danrlei de Deus, pelo PSD, e Nelson Marchezan Júnior, pelo PSDB.

Eleições 2016: Sem garantia de candidatura própria, PP abre negociações em Porto Alegre; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Eleições 2016: Sem garantia de candidatura própria, PP abre negociações em Porto Alegre; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Notícias Poder Política

O Partido Progressista (PP) inicia, nesta terça-feira, uma série de encontros com outras legendas que já definiram nomes de pré-candidatos visando a uma possível aliança para as eleições de Porto Alegre. O primeiro encontro será com o atual vice-prefeito e pré-candidato pelo PMDB, Sebastião Melo. PP e PMDB são atualmente aliados nas gestões municipal e estadual.

Além de avaliações das forças políticas, a definição do PP em lançar ou não um nome próprio para a Prefeitura depende da viabilização financeira. Em uma eleição marcada pela proibição de doações empresariais, os recursos do Fundo Partidário serão essenciais.

O presidente estadual do PP, Celso Bernardi, admite que divergências com o Diretório Nacional vêm fazendo com que o repasse do Fundo Partidário seja menor do que o esperado. A expectativa de Bernardi é que a situação seja revertida  durante as eleições.

“Nós já fomos castigados que chega pelo diretório nacional em termos de repasse de recursos. Nossa cota mensal está bem reduzida. Deveríamos receber o dobro do que estamos recebendo. Recebemos hoje R$ 100 mil por mês. Vamos ver se podem compensar na eleição municipal. Estamos falando com o presidente (nacional do partido)”, explicou o presidente estadual da legenda.

Atualmente, os dois pré-candidatos progressistas à Prefeitura da Capital são Cassiá Carpes e Marcel Van Hattem. Caso o PP não viabilize uma cabeça de chapa, os encontros que iniciam hoje podem garantir um espaço de vice.

“No caso de não conseguirmos viabilizar, principalmente em uma questão de financiamento de campanha, pois precisamos de recursos do fundo nacional do partido, já estamos trabalhando para buscar um espaço (de vice) em uma chapa majoritária”, afirmou o presidente municipal da legenda, Kevin Krieger.

No próximo sábado, o encontro será com Vieira da Cunha, que deve confirmar nessa quarta-feira a sua pré-candidatura pelo PDT. Na próxima segunda, o encontro será com Onyx Lorenzoni, do DEM, e com Maurício Dziedricki (PTB). A definição do nome próprio ou da composição de chapa está marcada para o próximo dia 15.

Eleições 2016: Sondado para aliança, PSOL descarta coligação com PT para a prefeitura da Capital; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Eleições 2016: Sondado para aliança, PSOL descarta coligação com PT para a prefeitura da Capital; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Eleições 2016 Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura

Após o Partido dos Trabalhadores lançar a pré-candidatura de Raul Pont para a disputa ao Paço Municipal, e afirmar que gostaria de uma aliança com partidos que apoiaram a manutenção do mandato de Dilma Rousseff (PT), o presidente estadual do PSOL no Rio Grande do Sul, Israel Dutra, afirmou, nesta segunda-feira, que a sigla deve seguir a orientação nacional em não se aliar com o PT.

O PSOL lançou a ex-deputada federal Luciana Genro como pré-candidata à prefeitura da Capital. Segundo Israel Dutra, o PSOL não teve uma posição de apoio ao governo de Dilma, mas, sim, de contrariedade ao rito de impeachment encabeçado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

“Nacionalmente já há uma discussão que o partido não vai encampar alianças com o PT justamente pelo balanço duro que nós estamos fazendo, sobre o que significou o PT nesses 13 anos de governo federal, ainda que nós saibamos que o Raul Pont é um quadro importante da esquerda e que tem uma base petista muito aguerrida e combativa com a qual nós estamos sempre dispostos ao diálogo. Mas a nossa deliberação é que o partido vai buscar um campo de alianças com movimentos sociais e com setores que vêm encabeçando lutas importantes nas cidades e nós não vemos, pelo menos por agora, uma hipótese de alianças com o PT. Achamos que o projeto que o PT defendeu durante esses 13 anos é um projeto incoerente com as maneiras que devem ser defendidas hoje”, sustentou Dutra.

Até o momento, oito partidos já lançaram pré-candidatos: Rodrigo Maroni, pelo PR, Raul Pont, pelo PT, Luciana Genro, pelo PSOL, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pelo PMDB, o deputado estadual Maurício Dziedricki, pelo PTB, e os deputados federais Onyx Lorenzoni, pelo DEM, Danrlei de Deus, pelo PSD, e Nelson Marchezan Júnior, pelo PSDB.