Comandante da BM nega excessos durante protesto em Porto Alegre. Polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para desbloquear rua

Comandante da BM nega excessos durante protesto em Porto Alegre. Polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para desbloquear rua

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O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Alfeu Freitas Moreira, negou que tenha havido excessos por parte da corporação durante o protesto dessa sexta-feira, em Porto Alegre, que terminou em confronto com manifestantes. Em entrevista ao Correio do Povo, ele argumentou que os policiais militares (PMs) usaram os meios necessários para fazer o desbloqueio da avenida Loureiro da Silva, conhecida como Perimetral.

“A utilização de bombas faz parte e foi jogado nas pessoas que estavam se manifestando. Objetivamente, todo mundo viu que foi contra as pessoas que estavam na pista, não houve nenhum arremeço para alguém que estava na calçada, bares ou coisas desse tipo. Além do que, as pessoas que estavam ali no Largo da Epatur também estavam jogando pedras contra a Brigada. Eu filmei toda a ação contra a instituição da Brigada Militar e a reação dela para liberar a via”, relatou.

O coronel informou que pelo menos três pessoas foram detidas por depredação. “Eles estavam depredando o posto de combustível. Jogaram objetos na Brigada”, explicou. Segundo o comandante da BM, as pessoas que foram presas cometeram algum delito. “Algum delito contra instituição privada, dano ao patrimônio, ou contra o próprio policial militar”, justificou.

Freitas Moreira afirmou que a condução dos detidos, algemados, foi tranquila. “Tudo dentro de uma técnica, ninguém agrediu ninguém, foi tudo certo”, declarou. A BM não divulgou um balanço do número de participantes, mas organizadores estimaram em 5 mil pessoas.

Manifestação contra Temer

A concentração da manifestação contra o governo de Michel Temer iniciou por volta das 18h na Esquina Democrática, no Centro Histórico da Capital. Uma hora depois, o grupo seguiu pela avenida Salgado Filho até a João Pessoa, onde fez uma breve parada na frente do diretório municipal do PMDB. Os manifestantes seguiram – com faixas e cantando – para a Ipiranga e retornaram pela Érico Verissimo até o bairro Cidade Baixa.

Durante todo o trajeto, integrantes dos movimentos bloqueavam as ruas, impedindo a passagem de veículos, inclusive ônibus. No começo do percurso, os gritos de “fora Temer”, “não vai ter golpe, vai ter luta”, também se misturaram aos protestos pela ausência de representação feminina no ministério do presidente interino. Apesar do trânsito parado, muitos motoristas buzinaram e acenaram em apoio, assim como pessoas que estavam dentro dos ônibus. Na João Pessoa, um homem bateu panela contra o movimento e recebeu a resposta com vaias e cantos de “para de palhaçada, bate panela e quem cozinha é a empregada”. (Correio do Povo)

Posse da oposição acirra conflitos na Venezuela. Na véspera da cerimônia, chavistas bloqueiam entrada de líder na Assembleia

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Uma escalada de hostilidades governistas prenuncia extrema tensão na posse de parlamentares opositores na Assembleia Nacional da Venezuela, nesta terça (5). O novo chefe da Casa, Henry Allup, foi barrado no Parlamento por funcionários chavistas e deixou o local escoltado por policiais. Apoiadores do presidente venezuelano, o líder chavista Nicolás Maduro, também saquearam equipamentos da emissora de TV parlamentar, que saiu do ar. Movimentos prometem mobilização em massa contra o que chamam de “Assembleia burguesa”, relata Samy Adghirni, de Caracas. Na eleição de dezembro, a aliança opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática) obteve 112 das 167 cadeiras legislativas — maioria de dois terços que permitiria emendar a Constituição e destituir altos funcionários. A Justiça, porém, invalidou a votação de três deputados antichavistas. A medida atende a pedido de governistas, que alegam fraude eleitoral. A MUD anunciou que vai ignorar a decisão, o que ampliou o temor de confrontos. A Folha apurou que o governo brasileiro já prepara um pronunciamento para cobrar “apaziguamento geral” no país vizinho. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.