‘Se não me disserem que aquilo é propina, como vou saber?’, diz procurador da Lava Jato sobre importância das delações

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Conversei no Agora/Rádio Guaíba, com o coordenador do grupo de trabalho da Procuradoria Geral da República, em Brasília, que atua nos processos da Lava Jato. O procurador Douglas Fischer participou da negociação de como as do ex-senador Delcídio do Amaral e a do ex-presidente da Andrade Gutierrez  Otávio Marques Azevedo. Considerado um especialista na área, ele tem dado palestras pelo país defendendo o novo instrumento de produção de provas, explicando passo a passo como são costurados os acordos, e esvaziando o argumento dos críticos da delação. Fischer falou sobre o assunto também ao repórter Eduardo Gonçalves, no site da Veja.

Antonio Claudio Mariz de Oliveira fala sobre delação premiada e diz ser difícil assumir Minisitério da Justiça

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A Folha de S.Paulo afirma nesta quarta-feira (27) que o vice-presidente Michel Temer já desistiu de nomear o amigo e advogado criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira para o Ministério da Justiça em um eventual governo. Segundo o jornal, que ouviu pessoas próximas a Temer, o vice teria considerado “ruim” e “errática” a entrevista de Mariz, na qual ele fala praticamente como ministro e critica o mecanismo de delações premiadas. Em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba, nesta terça-feira(26.04), o advogado falou sobre a possibilidade de um convite e também a sua visão sobre a questão da delação premiada.

Delação de empreiteira agrava situação da presidente Dilma

Delação de empreiteira agrava situação da presidente Dilma

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A delação do ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo agravou a situação da presidente Dilma e do vice Michel Temer no TSE, onde a chapa eleita em 2014 enfrenta processo de cassação. Segundo a delação, homologada pelo ministro do STF Teori Zavascki, a empreiteira fez doações legais para as campanhas de Dilma de 2010 e 2014 usando propina cobrada em obras da Petrobras e do sistema elétrico. O PT negou irregularidades. A presidente determinou que a PF investigue o vazamento das informações, que considerou premeditado para tumultuar o processo de impeachment. (O Globo)

Empreiteira afirma ter financiado campanhas de Dilma com propina

Empreiteira afirma ter financiado campanhas de Dilma com propina

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Ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez afirmou ter feito doações legais às campanhas de Dilma Rousseff (PT) de 2010 e 2014 usando propinas oriundas de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico, informam Bela Megale, Graciliano Rocha, Valdo Cruz e Leandro Colon. A informação consta na delação premiada de Otávio Marques de Azevedo no âmbito da Operação Lava Jato. O acordo ainda não foi homologado pelo Supremo. Em 2014,a segunda maior empreiteira do país doou oficialmente R$ 20 milhões para a reeleição da petista. O esquema teria envolvido R$ 10 milhões, ligados às obras das usinas de Angra 3 e Belo Monte e do Complexo Petroquímico do Rio. Ações no Tribunal Superior Eleitoral pedem a cassação da chapa de Dilma e Michel Temer por ter, entre outras acusações, se beneficiado de desvios da Petrobras. O comando da campanha de Dilma em 2014 negou qualquer irregularidade nas doações. Criticou ainda o uso político do instrumento da delação premiada.

Ainda na delação, executivo da Andrade Gutierrez disse que ex-ministro Delfim Netto recebeu propina para burlar consórcio de Belo Monte. Ele nega. (Folha de São Paulo)

MPF desmente estar negociando delação premiada de executivos da Odebrecht.  Procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato dizem, ainda, que divulgação da intenção de assinar acordos ‘fere o sigilo das negociações exigido pela lei’

MPF desmente estar negociando delação premiada de executivos da Odebrecht. Procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato dizem, ainda, que divulgação da intenção de assinar acordos ‘fere o sigilo das negociações exigido pela lei’

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Os procuradores da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato negaram hoje que estejam negociando acordos de delação premiada com executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, a manifestação feita pela empresa à imprensa de que deseja assinar os acordos carece de validade jurídica.

“Não existe sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht. A simples manifestação dessa vontade pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento”, esclarece a nota da força-tarefa.

O MPF salienta ainda que a divulgação da intenção de assinar delação premiada “fere o sigilo das negociações exigido pela lei para a celebração do acordo”.

Ontem, em comunicado divulgado à impressa, a Odebrecht declarou que aceitou colaborar de forma “definitiva” com a Lava Jato. Hoje, a empresa confirmou que a colaboração envolve acordos de delação premiada.

O comunicado da empreiteira, chamado “Compromisso com o Brasil”, foi divulgado após cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão da 26ª fase da Lava Jato, deflagrada ontem contra executivos da empresa.

De acordo com os procuradores do MPF, a empreiteira tinha um departamento responsável pelo pagamento de propina. Apesar das acusações, a empresa declarou que não ter “responsabilidade dominante” sobre a investigação, que segundo a empreiteira, “revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral”.

O principal executivo da empreiteira, Marcelo Odebrecht, está preso desde junho do ano passado em Curitiba. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça, o empresário está envolvido diretamente no esquema de pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e agia orientando as atividades dos demais acusados ligados à empreiteira. Pelas acusações, Marcelo foi condenado a mais de 19 anos de prisão.

Leia íntegra da nota da força-tarefa da Lava Jato:

O Ministério Público Federal, diante da nota emitida pelo Grupo Odebrecht em 22 de março de 2016, bem como da sua repercussão na imprensa, vem esclarecer:

1. não existe sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht.

2. a simples manifestação dessa vontade pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento.

3. a divulgação de qualquer intenção de acordo através de imprensa fere o sigilo das negociações exigido pela lei para a celebração do acordo.

4. a simples intenção demonstrada não tem o condão de descaracterizar a contínua ação do Grupo Odebrecht em obstruir as investigações em andamento, como ficou caracterizado na recente 26ª fase da Operação Lavajato, com a tentativa de destruição de seu sistema de controle informatizado de propina.

5. o Ministério Público Federal mantém o entendimento de que acordos de leniência e de colaboração premiada somente são possíveis com o completo desvelamento, por parte dos envolvidos, dos fatos criminosos que já são investigados, além da revelação plena de outras ilegalidades que tenham cometido e que ainda não sejam de conhecimento das autoridades, e da reparação mais ampla possível de todas essas ilegalidades. (Agência Brasil)

Marco Maia fala sobre Lula no ministério e denuncia contra ele feita por Delcídio em delação premiada

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Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com deputado federal Marco Maia (PT). Ele reforçou que o PT tem discutido muito uma solução para a crise política no País. Disse que a tentativa é de superar esse momento a partir das preocupações com a economia e o desenvolvimento do Brasil. Disse que não é possível tolerar intervenção militar ou ruptura com o processo democrático, refutando a possibilidade de impeachment da presidente Dilma. Também não acha possível que o enfrentamento político dure indefinidamente. Sugeriu um acordo político que permita a superação de dificuldades que temos no plano econômico. Para Maia não há uma solução fácil para resolver esses impasses e Lula pode auxiliar atuando no Ministério.

Ele também falou sobre a citação do nome dele na delação premiada do senador Delcídio do Amaral e liberada pela Justiça nesta terça-feira, 15. No texto, Delcídio destaca haver um “pedágio” que foi cobrado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que se encerrou no final de 2014. Segundo Delcídio, “houve apresentação de requerimentos convocando muitos empresários que tinham preocupação com exposição pública, que em razão disso, em determinado momento, Léo Pinheiro, diretor de OAS, começou a coordenar uma espécie de força tarefa envolvendo diversos empresários no intuito de blindá-los em razão desses requerimentos”.

Delcídio afirmou ainda que este grupo liderado por Pinheiro, “se reunia normalmente nas segundas-feiras; que essas reuniões ocorriam na casa de alguns dos participantes; que sabe dizer que essas reuniões ocorreram na casa do ex-senador Gim Argelo”, que quem organizava tais encontros era Pinheiro.

Segundo o senador, “participavam dessas reuniões empresários e membros da CPMI; que o objeto dessas reuniões era negociar a derrubada ou a não votação de requerimentos que fossem sensíveis, ou seja, que fossem desfavoráveis aos empresários que compunham o grupo liderado por Pinheiro. Esse grupo era integrado por Julio Camargo (Camargo Corrêa), Ricardo Pessoa (UTC), José Antunes Sobrinho (Engevix) e outros empresários

Teori Zavascki homologa delação de Delcídio Amaral. Senador envolve a presidente Dilma Rousseff na Operação Lava-Jato; por JAILTON DE CARVALHO/O GLOBO

Teori Zavascki homologa delação de Delcídio Amaral. Senador envolve a presidente Dilma Rousseff na Operação Lava-Jato; por JAILTON DE CARVALHO/O GLOBO

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O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta terça-feira a delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Segundo reportagem da “IstoÉ”, Delcídio afirmou em depoimento durante negociação de delação premiada que a presidente Dilma Rousseff pediu a ele que interferisse nas investigações da Lava-Jato ao solicitar que convencesse o desembargador Marcelo Navarro, hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a votar pelo relaxamento da prisão dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.

Delcídio citou pelo menos cinco colegas de Senado. Entre eles estão o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e Aécio Neves (PSDB-MG), principal nome da oposição e candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014. A informação completa está no site de O Globo.

 

O Estado de São Paulo: Prisão de Delcídio acelera investigação sobre o Planalto. Familiares querem que Senador faça delação premiada

O Estado de São Paulo: Prisão de Delcídio acelera investigação sobre o Planalto. Familiares querem que Senador faça delação premiada

Notícias

A prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS),e do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, levou as investigações da Operação Lava Jato ao núcleo do comando político do esquema. Delcídio é considerado elemento de ligação entre as gestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e da presidente Dilma Rousseff (iniciada em 2011) com a Petrobras, onde fez carreira antes de entrar na política. Se contribuir com as investigações, ele poderá esclarecer quem montou o esquema de corrupção na estatal. Entre os negócios investigados, está a parceria da Petrobras com o banco BTG Pactual, de Esteves, na África, firmado em 2013. Se as suspeitas forem confirmadas, ficará fragilizado o discurso do governo de que as irregularidades se limitaram ao mandato de Lula. A força-tarefa da Lava Jato busca elementos para apontar a Casa Civil como mentora do esquema que loteava cargos e acertava o pagamento de propinas. Você encontra a reportagem completa em O Estado de São Paulo.

Pressão familiar

Parentes e amigos aconselham o senador Delcídio Amaral a negociar um acordo de delação premiada.