Sindicato dos servidores do Detran/RS denuncia irregularidades na aplicação de provas da CNH; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Sindicato dos servidores do Detran/RS denuncia irregularidades na aplicação de provas da CNH; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

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No início da quarta semana de greve, o Sindicato dos Servidores do Detran/RS denunciou, nesta segunda-feira, que provas práticas e teóricas estão sendo aplicadas de forma irregular pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). De acordo com o presidente do sindicato, Maximilian Gomes, a legislação determina que ao menos três examinadores precisam estar presentes na aplicação das provas. Porém, com a greve, que conta com 85% dos servidores, a direção do departamento estaria aplicando as provas com somente um servidor, o que seria ilegal.

“Infelizmente, nós temos a informação que os exames de prática de direção, que a legislação prevê que devem ser constituídos por, no mínimo, comissões com três examinadores de trânsito, estão com número inferior ao que prevê a legislação. E cada exame de direção, que a legislação também diz que deve ser realizado por dois examinadores dentro dos veículos, avaliando o candidato, também não está sendo realizado. Isso faz com que nós tenhamos uma preocupação muito grande nesse processo, uma vez que esses exames, caso o candidato recorra, podem ser, sim, cancelados”, apontou Gomes.

Com isso, além dos resultados poderem ser contestados pelos candidatos, a assessoria jurídica do sindicato também analisa a possibilidade de ingressar judicialmente questionando os exames. Gomes relembrou da operação Rodin que, em 2007, investigou irregularidades nas provas aplicadas por funcionários terceirizados. Em função disso, os trabalhadores também pedem que não haja desmonte no serviço público nesta área já que, segundo o sindicato, a terceirização prejudicou o Detran em um dos maiores esquemas de corrupção do estado.

Os servidores realizam uma mobilização desde a manhã no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) para tentar dialogar com o governo do Estado. Em função da greve, somente um terço dos exames estão sendo aplicados no Rio Grande do Sul, segundo o sindicato.  A Rádio Guaíba já solicitou a posição do Detran referente à denúncia do sindicato dos trabalhadores.

Moro vai enviar ao STF nova suspeita contra Eduardo Cunha na Lava Jato

Moro vai enviar ao STF nova suspeita contra Eduardo Cunha na Lava Jato

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O juiz Sérgio Moro vai enviar ao Supremo Tribunal Federal novas evidências da suposta participação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB, no esquema de corrupção da Petrobras. Apontado como um dos operadores do PMDB no esquema de pagamento de propina na Petrobras, João Augusto Henriques está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Em depoimento sexta-feira (25) aos investigadores da Operação Lava Jato, ele disse que fez uma transferência bancária para uma conta no exterior de um político com foro privilegiado e que já é acusado no Supremo Tribunal Federal.

Reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” deste sábado (26) revelou que o político é o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, do PMDB, informação que foi confirmada pelo Jornal Nacional.

Tivemos acesso a um trecho do depoimento prestado por João Henriques. Ele disse que a conta de Eduardo Cunha foi indicada por Felipe Diniz, filho do ex-deputado do PMDB de Minas Gerais Fernando Diniz, que morreu em 2009. Mas o lobista afirmou que na época não sabia quem era o dono da conta. Só soube que era Eduardo Cunha há dois meses. Ele também disse que nunca teve qualquer relação com o presidente da Câmara.

João Henriques não disse quanto teria depositado para Cunha. Segundo os investigadores, o pagamento foi feito com dinheiro de propina que saiu de uma negociação da Petrobras para compra de uma área de exploração de petróleo em Benin, na África.

Como João Henriques citou o presidente da Câmara, o juiz Sérgio Moro vai mandar uma cópia do depoimento para o Supremo Tribunal Federal. Eduardo Cunha já foi denunciado pelo procurador-geral da República pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Eduardo Cunha tinha sido apontado por outro delator nas investigações da Lava Jato. O empresário Júlio Camargo disse que pagou US$ 5 milhões ao deputado para garantir um contrato de aluguel de navios para a Petrobras. O depoimento de Júlio Camargo serviu de base para que a Procuradoria Geral da República denunciasse Cunha ao Supremo.

O Jornal Nacional não conseguiu falar Eduardo Cunha sobre a nova denúncia, mas quando foi citado pelo delator Júlio Camargo como destinatário de US$ 5 milhões, Cunha disse que desmentia com veemência o que chamou de mentiras do delator.

O PMDB afirmou que o partido jamais autorizou quem quer que seja a agir como intermediário ou operador. O JN também não conseguiu contato com Felipe Diniz. (JN- Foto Lula Marques/Agência PT)