Eliseu Padilha diz que saída do governo não é golpe e que o PMDB não tem garantias de continuar no poder com Michel Temer

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O secretário executivo do PMDB, Eliseu Padilha, disse que a chance zero de seu partido não sair do governo Dilma hoje à tarde. Em entrevista por telefone ao Programa Agora, Padilha destacou que não havia mais a possibilidade de que os chamados caciques conseguissem segurar a aliança partidária por mais tempo, sob pena de uma insurreição da base. Disse que o partido toma uma posição política e que há um projeto para 2018 que obriga a legenda a sair do governo.

Ao ser questionado se é golpe o desembarque do PMDB do governo Dilma, Padilha disse que já saiu do governo em dezembro e disse que a coisa não é bem assim. Para ele “o impeachment foi dado como legal pelo STF, que estabeleceu as regras do processo”. Padilha disse que mesmo com a saída de Dilma, o PMDB não tem garantias de continuar no governo com Michel Temer.

Sobre a situação de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, que tem vários processos contra eles no STF,  Padilha disse que as instituições do Brasil estão funcionando plenamente e não vê possibilidade de interferência de um poder sobre o outro, pois as ações do Judiciário vão continuar atuando contra todos os investigados.

 

PMDB do Rio decide romper com governo Dilma. À mídia estrangeira, presidente diz que impeachment é ruptura democrática

PMDB do Rio decide romper com governo Dilma. À mídia estrangeira, presidente diz que impeachment é ruptura democrática

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O mais influente e símbolo da fidelidade à presidente Dilma, o PMDB do Rio decidiu romper com o governo. A decisão, comunicada ao vice Michel Temer, sinaliza a tendência da maior parte da legenda. Ontem, um dia após ministros do STF afirmarem que impeachment não é golpe e está previsto na Constituição, Dilma disse a jornais estrangeiros que seu impedimento seria a “ruptura da ordem democrática”. Dilma alegou que tirá-la do cargo deixaria cicatrizes duradouras para a democracia e que apelará, “com todos os modos legais disponíveis”, para não sair da Presidência. A reportagem completa está em O Globo.

Osmar Terra afirma que PMDB gaúcho vai devolver cargos no governo federal

Osmar Terra afirma que PMDB gaúcho vai devolver cargos no governo federal

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Na próxima segunda-feira (21), o PMDB do Rio Grande do Sul se reúne em Porto Alegre e vai devolver todos os cargos que ocupa no governo federal. A afirmação foi feita pelo deputado federal Osmar Terra, em sessão da Câmara no dia 15:

– Embora eu não tenha cargo nenhum e nunca tive no governo do PT, nem os deputados Mauro Pereira, Alceu Moreira e Darcísio Perondi, nem a maioria dos integrantes do PMDB do Rio Grande do Sul, é possível que alguns cargos ainda existam em alguns ministérios.

O parlamentar lembrou que o PMDB do Rio Grande do Sul vai abrir mão desses cargos e se colocar na defesa de que o partido saia do governo, de acordo com as moções aprovadas na convenção de Brasília:

– É fundamental que o PMDB fique independente, votando de forma independente e fora de um governo, que perdeu o rumo, que está causando uma tragédia econômica e social no País. E que não controla de forma nenhuma as políticas públicas, que não acontecem neste país – prosseguiu Terra.
O deputado encerrou seu pronunciamento com uma lembrança às manifestações de domingo, 13:

– O povo foi para as ruas na maior demonstração cívica da história deste país. Nunca tantas pessoas foram às ruas antes para protestar contra o governo, contra o estado de coisas que nós vivemos. Nós temos de ser sensíveis a isso, propondo uma mudança: este governo deve mudar e o PMDB terá um papel importante nisso.

PMDB decide não assumir cargos no governo até decisão sobre independência em 30 dias

PMDB decide não assumir cargos no governo até decisão sobre independência em 30 dias

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O PMDB decidiu hoje (12), em convenção nacional do partido, que nenhum peemedebista assumirá cargos no governo federal nos próximos 30 dias. Nesse período, o Diretório Nacional do PMDB vai decidir sobre a proposta de rompimento ou de manutenção do apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

O cargo de ministro da Aviação Civil está vago com a saída de Eliseu Padilha, do PMDB, em dezembro. Havia uma expectativa de que o deputado federal Mauro Lopes (MG) assumisse a Secretaria de Aviação Civil nos próximos dias.

Mais cedo, o vice-presidente da República, Michel Temer, disse, durante discurso na convenção nacional, que “não é hora de dividir os brasileiros, de acirrar ânimos e levantar muros”. Segundo ele, em um momento atual de grave crise política e econômica, a hora é “de construir pontes”.

O PMDB deve reconduzir Temer à presidência nacional do partido. No total, 454 delegados vão eleger os membros do Diretório Nacional, que, por sua vez, vão escolher a nova Comissão Executiva Nacional.

Temer voltou a defender a unidade nacional e o diálogo entre todas as correntes de opinião. “O PMDB sempre teve diversidades internas, mas [que] convergem em todas as ocasiões em que é preciso cuidar do país”. (Agência Brasil)