CDL POA promove debate sobre a reinvenção do comércio. Confira dicas aplicáveis e rentáveis para seu negócio

CDL POA promove debate sobre a reinvenção do comércio. Confira dicas aplicáveis e rentáveis para seu negócio

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Na busca pela constante reinvenção para melhor atender a clientes cada vez mais conectados e com tempo escasso, os negócios do século 21 entram na era da experimentação ágil para aprender com os erros e acertos. Para compartilhar ideias sobre novas práticas no comércio, o Zoom Inovação no Varejo, promovido pela CDL Porto Alegre, contou com nomes de expressão do segmento em palestras sobre o tema na manhã desta quinta-feira (29), no Teatro CIEE, na Capital. “Durante décadas, foi a indústria que puxou a economia no mundo, e toda inovação partia dela. No final dos anos 90, o setor de serviços tomou frente nas mudanças e agora é a vez do varejo”, salientou Alcides Debus, presidente da CDL POA, ao dar início ao evento.

Primeiro a subir ao palco, o presidente da Rede de Livrarias Cultura, Sergio Herz, trouxe seu know-how diante de um mercado em constante expansão. “Começamos a vender eletronicamente em 1994 e, no ano seguinte, lançamos o nosso site. Desde então, percebemos o quanto a loja física foi perdendo vantagem diante da virtual e buscamos fazer com que nossos clientes tenham uma ótima experiência, tanto nos nossos espaços físicos, quanto no online. Assim, procuramos sempre brincar com nossos clientes e não nos tolher nas oportunidades. Temos restaurantes, cozinhas e pretendemos criar um parque de diversões em uma de nossas unidades. Realizamos mais de 4 mil eventos no ano passado e abrimos nossas portas até para um casamento”, destacou.

Após, a Diretora de Produto da Ancar Ivanhoe, Mariana Carvalho, falou sobre a relação das pessoas com os shopping centers. Segundo ela, as ferramentas digitais ajudam muito no processo de se criar uma experiência positiva aos visitantes. “Hoje, podemos traçar um perfil individualizado do nosso consumidor e proporcionar a ele tudo que busca nos nossos espaços. Os nossos shoppings oferecem muito mais do que entretenimento e consumo, temos hotéis, academias, universidades, torres comerciais, espaços de coworking, entre outros. Queremos facilitar a vida do cliente. Além disso, criamos ações como shows em praças de alimentação e desafios de Pokémon Go. O resultado impacta nas vendas, no fluxo e na comunidade”, resumiu a executiva.

O diretor de Marketing e Vendas das Lojas Lebes, Otelmo Drebes Junior, palestrou logo após o intervalo. Ao relatar cases de ações de relacionamento com os clientes e colaboradores, o palestrante falou sobre o desafio de motivar equipes e aproximar o consumidor a um modelo de negócio versátil. “Vendemos móveis, eletrônicos e roupas, dessa forma, estamos presentes na vida das pessoas de várias formas. Acreditamos que a inovação precisa atender às necessidades de alguém e é assim que buscamos facilitar a vida de todos, buscando impactar o público de alguma maneira. Temos, por exemplo, um aplicativo interno que nos permite agilizar os processos e fazer com que o cliente, ao entrar na loja, tenha suas necessidades rapidamente atendidas”, garantiu o diretor.

Acompanhado por uma sequência de GIFs no telão, o CTO e co-criador do Luizalabs (área de Inovação do Magazine Luiza), André Fatala, encerrou o ciclo de palestras de forma descontraída. Com uma animação diferente, ilustrou cada tema abordado, falando desde a ousadia necessária para propor novas soluções aos desafios. “O nosso e-commerce, atualmente, representa 25% das nossas vendas. Sendo assim, temos consciência da importância dos nossos canais de venda online, sempre estendendo as novidades para as lojas físicas. Para começar, precisamos trocar toda a base tecnológica, a partir daí, tivemos carta-branca para criar. Uma das nossas principais inovações foi a ideia de utilizar o princípio da venda direta para nossos produtos. Abrimos a plataforma em 2012, e conseguimos a adesão de 10 mil lojas virtuais, em três semanas”, relatou Fatala.

Dicas aplicáveis e rentáveis:

No painel final, os quatro palestrantes convidados resumiram tudo o que foi dito durante a manhã, com dicas valiosas:

1) O lojista precisa estar atento ao dia a dia do negócio, sempre observando o fluxo de caixa.

2) É preciso estar aberto para perceber o que o cliente pensa da loja, vestir o sapato do cliente e circular com os olhos de quem entra ali para consumir.

3) Analisar os dados levantados sobre o consumidor, aumentar a percepção sobre o que as pessoas buscam na loja.

4) Não deixar as ideias morrerem: tire-as do papel e execute-as. O Google tem uma ferramenta chamada Design Sprint que pode ajudar.

5) Aprender com os processos e não ter medo de errar.

6) Motivar a equipe proporcionando conhecimento. Ensinar a cultura da loja.

7) Criar áreas de experimentação e tirar da cabeça o impacto negativo das experiências que não deram certo.

8) Buscar a percepção das pessoas que lidam diretamente com o público do seu negócio.

9) Em vez de o setor administrativo apenas cobrar, fazer com que façam o caminho inverso e pergunte em que pode ajudar.

10) Mostrar para as pessoas quais são os seus objetivos e deixar que elas criem. Descentralizar a criação.

11) Proporcionar um choque de cultura interna e não ter medo de causar conflitos produtivos.

12) Motivar a equipe, desafiando-a e mexendo com seus sentimentos.

13) Lembrar que boas ideias podem vir de qualquer parte.

14) Ir lá e fazer. Executar e não ficar só no planejamento.

15) Cuidar para não transformar tendência em pendência. As tendências ficam velhas.

16) Lembrar que a transformação digital começa com mais pessoas.

17) Enxergar os erros nos pontos de vendas. Se não conseguir identificar nas suas próprias lojas, circular pela concorrência.